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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Cheques sem fundos e protestos registram alta no país, revela estudo da Serasa
20/02/2001

Os indicadores nacionais de inadimplência da Serasa, maior empresa de informações e análises econômico-financeiras para apoio a negócios da América Latina, revelam que o volume de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas) e o de cheques sem fundos registraram alta em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A alta foi liderada pelos protestos – pessoa física e pessoa jurídica – que vinham registrando em todo o país quedas sucessivas desde setembro de 98 (na comparação com iguais meses dos anos anteriores) e apresentaram crescimento de 11,8% na relação fevereiro 2001/2000, numa análise por dias úteis. Os protestos de pessoas físicas puxaram o crescimento, registrando 14,7% de aumento, enquanto os protestos de pessoa jurídica cresceram 10,6%.

Na comparação por dias corridos, houve quedas nos protestos de pessoa física, 7,2%, pessoa jurídica, 10,5%, e no total um recuo de 9,5%. Foram protestados 123 mil títulos de pessoas físicas em fevereiro, ante 132 mil no mesmo mês de 2000; de pessoas jurídicas foram 280 mil protestos em fevereiro de 2001, ante 312,6 mil em fevereiro de 2000.

O volume de falências requeridas no segundo mês do ano registrou queda de 27,6%, na comparação com o mesmo mês de 2000. As falências decretadas em fevereiro apresentaram queda de 23,2%. De acordo com o estudo, o número de concordatas requeridas tiveram aumento, 17,2%, na comparação fevereiro 2001/2000.

Os cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados) em fevereiro de 2001 também registraram aumento, em relação ao mesmo mês do ano passado, que chegou a 9,8. De acordo com o levantamento prévio da Serasa, em fevereiro de 2001 foram 11,1 cheques devolvidos a cada mil compensados, mesmo número apresentado em março de 2000, a maior marca registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice. O volume também é maior do que o registrado em janeiro de 2001, que fechou abaixo do esperado, 10,7 devoluções a cada mil compensados.

Quatro fatores devem ser destacados para explicar o aumento de cheques devolvidos por falta de fundo e o de títulos protestados no mês passado. O primeiro é a sazonalidade. No primeiro trimestre do ano, há um maior número de cheques sem fundo devido ao acúmulo de despesas no orçamento do consumidor, como pagamentos de impostos, matrículas escolares, compra de material escolar, além de gastos com as férias.

O crescimento da inadimplência no mês passado também é decorrente do alongamento dos prazos de financiamento com cheques pré-datados. Um outro fator que contribuiu para o aumento dos cheques sem fundo foi a prática de alongamento de prazos oferecida por empresas menos estruturadas, que tentam seguir o modelo de empresas mais organizadas, as quais contam com instrumentos adequados para a concessão de crédito.

O quarto fator se refere ao maior volume de negócios decorrente da melhoria no nível da atividade econômica, que leva a um aumento do crescimento, não proporcional, da inadimplência.

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