
| Estudos Econômicos Volume de protestos volta a subir e falências apresentam queda, aponta pesquisa nacional da Serasa 30/04/2001
Um estudo da Serasa, uma das maiores empresa de informações e análises
econômico-financeiras para negócios do mundo, em todo o território nacional,
revela que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas)
registrou nova alta em março de 2001, comparado com o mesmo mês do ano passado.
Já falências requeridas e decretadas apresentaram queda e concordatas subiram,
no mesmo período.
Em março de 2001, o aumento do volume de protestos em geral – pessoas físicas e
jurídicas – foi de 3,4%, representando, em média, 24,6 mil títulos protestados
por dias úteis em março ante 23,7 mil no mesmo mês do ano passado.
O aumento registrado para os títulos de pessoa jurídica no terceiro mês de 2001
foi 2,2%, na comparação com março de 2000, e o de pessoa física foi 6,1%, na
análise por dias úteis. Segundo o estudo nacional da Serasa, a participação de
pessoa física no total de títulos protestados de janeiro a março, voltou a
cair: 29% no acumulado de 2001 ante 29,4% no trimestre do ano passado.
O volume de falências requeridas em março caiu 29,8% na comparação com março de
2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 1,03 mil falências em março de 2001
ante 1,47 mil em março de 2000.
De acordo com o levantamento da Serasa por dias corridos, o número de falências
decretadas em março de 2001 apresentou recuo, 3,9%, na comparação com o mesmo
mês de 2000. No mesmo período, o número de concordatas requeridas subiu de 29
para 59, em março de 2001 .
O volume de concordatas deferidas registrou no terceiro mês do ano um aumento
de 23,3% em relação a março de 2000, segundo pesquisa por dias corridos.
O aumento registrado no volume de títulos protestos pode ser explicado por
quatro fatores. O primeiro se refere ao crescimento do volume de negócios,
verificado no primeiro trimestre de 2001, em relação ao mesmo período de 2000,
que é acompanhado pelo aumento da inadimplência, a qual evolui em razão bem
inferior à de transações.
O segundo é o alongamento nos prazos de financiamento, verificado no final do
ano passado, que pode levar a um descontrole das contas do consumidor menos
acostumado a assumir vários compromissos simultaneamente. Vale lembrar que no
1º trimestre há uma concentração muito grande de despesas (matrículas
escolares, impostos etc).
O terceiro fator é o alongamento nos prazos de financiamento por parte das
empresas menos organizadas na concessão de crédito, que não contam com
metodologia adequada para tal. Estas empresas, muitas vezes, estão muito mais
preocupadas em fazer caixa do que garantir um fluxo contínuo e seguro de
recebíveis.
Um outro elemento que contribuiu para o aumento da inadimplência se refere ao
crédito pessoal, que está cada vez mais competitivo, acirrado pela concorrência
crescente do varejo. As empresas menos organizadas na concessão de crédito
acabam seguindo as condições de pagamento oferecidas pelas mais preparadas, sem
obter o mesmo bom resultado.
OBS.: Os números apresentados no estudo nacional são estimativas
| |