
| Estudos de Inadimplência Volume de protestos tem nova alta e falências registram queda, aponta pesquisa nacional da Serasa 15/05/2001
Um estudo da Serasa, uma das maiores empresa de informações e análises
econômico-financeiras para negócios do mundo, em todo o território nacional,
revela que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas)
registrou nova alta em abril de 2001, comparado com o mesmo mês do ano passado.
Já falências requeridas e decretadas voltaram a apresentaram queda e
concordatas subiram, no mesmo período.
Em abril de 2001, o aumento do volume de protestos em geral – pessoas físicas e
jurídicas – foi 21,9%, representando, em média, 25,4 mil títulos protestados
por dias úteis em abril, ante 20,8 mil no mesmo mês do ano passado.
O aumento registrado para os títulos de pessoa jurídica no quarto mês de 2001
foi 27,7%, na comparação com abril de 2000, e o de pessoa física foi 9,7%, na
análise por dias úteis. Segundo o estudo nacional da Serasa, a participação de
pessoa física no total de títulos protestados de janeiro a abril registrou nova
queda: 28,8% no acumulado de 2001, ante 30% no mesmo quadrimestre do ano
passado.
De acordo com o levantamento da Serasa por dias corridos, o volume de falências
requeridas em abril caiu 14,8% na comparação com abril de 2000, em todo o
Brasil. Foram requeridas 1,03 mil falências em abril de 2001 ante 1,2 mil em
abril de 2000.
O total de falências decretadas em abril de 2001 apresentou recuo, 9,6%, na
comparação com o mesmo mês de 2000. Já o número de concordatas requeridas subiu
37,9% na comparação abril 2001 com 2000. O volume de concordatas deferidas caiu
20% no quarto mês do ano, comparado com igual mês de 2000, segundo pesquisa por
dias corridos.
Segundo a Serasa, o aumento dos títulos protestados no 1º quadrimestre de 2001
tem três razões. A primeira se refere à atividade econômica, que vem seguindo
em ritmo crescente desde o último trimestre de 2000, ou seja, a elevação do
volume de transações implica em acréscimo na inadimplência, ainda que não na
mesma proporção.
O segundo fator que contribuiu para o aumento da inadimplência foi a prática de
maiores prazos de financiamento, sem a utilização de metodologia adequada na
concessão de crédito. Este fator pode ser apontado como o principal causador da
inadimplência.
A terceira razão se refere ao reflexo da elevação da inadimplência de pessoas
físicas nas empresas. A inadimplência de pessoa jurídica, que apresentava queda
desde maio/99 na comparação doze meses, em 2001 registra crescimento, tanto na
relação com igual mês de 2000, quanto entre os quadrimestres. Na comparação
mensal, abril sobre março, a inadimplência das empresas subiu
ligeiramente.
A Serasa destaca ainda que a elevação da taxa de juro básica da economia
(Selic), ocorrida em março, não pode ser apontada como motivo de evolução na
inadimplência das pessoas físicas em abril. Deve-se ressaltar que o aumento dos
juros no varejo, por conta desta medida, não foi prática generalizada, tanto
que a relação mensal dos protestos (abril/março 2001), por dias úteis,
apresenta redução, ou seja, a inadimplência por protestos do consumidor recuou
em abril na comparação com março.
De acordo com a Serasa, o aumento da inadimplência nas bases consideradas
merece atenção e o quadro apresentado não é preocupante, visto que os
indicadores de desemprego e as expectativas dos agentes econômicos estão
favoráveis em relação ao ritmo da atividade econômica. Segundo a Serasa, para
se ter o crescimento econômico sustentado deve-se buscar de forma simultânea o
recuo da inadimplência.
OBS.: Os números apresentados no estudo nacional são estimativas
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