O volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de
compensados) no primeiro semestre de 2001 teve um aumento de 25% em relação ao
mesmo período do ano passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das
maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios.
De acordo com o levantamento, o total de cheques sem fundos nos seis primeiros
meses deste ano é o maior desde 1991, ano em que foi criado o índice. No
acumulado de janeiro a junho de 2001 foram devolvidos, em média, 12,5 cheques
em cada mil compensados. No ano passado, a média nesse período foi de 10
devoluções a cada mil cheques compensados.
Na comparação junho 2001/2000, o volume de cheques apresentou alta de 34%. Mas
o total de cheques devolvidos em junho de 2001 registrou queda de 10,6% na
comparação com maio deste ano, que fechou em 14,1 cheques devolvidos em cada
mil compensados, a maior marca já registrada mensalmente desde 1991.
Segundo a Serasa, a vigorosa elevação no nível da atividade econômica a partir
do último trimestre de 2000 se estendeu pelo primeiro trimestre deste ano,
promovendo o alongamento nos prazos de recebimento de cheques pré-datados e a
aceitação não tão criteriosa de empresas menos organizadas, ou seja, aquelas
sem metodologia adequada de crédito para a gestão deste meio de pagamento. Isto
favoreceu o aumento da inadimplência, com impactos que se sobrepuseram aos dos
eventos conjunturais verificados no 1º semestre de 2001.
De acordo com a Serasa, os novos patamares da inadimplência com cheques merecem
atenção, devido à redução da atividade econômica e seus possíveis
desdobramentos sobre o emprego.