O volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de
compensados) em maio de 2001 teve um aumento de 36,9% em relação a maio do ano
passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das maiores empresas do mundo
em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito
e negócios.
De acordo com o levantamento, em maio de 2001 foram 14,1 cheques devolvidos a
cada mil compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi
criado o índice. O recorde anterior foi alcançado em março deste ano, que
fechou em 13,9 cheques devolvidos em cada mil compensados.
O total de cheques sem fundos nos primeiros cinco meses do ano é o maior desde
91. No acumulado de janeiro a maio de 2001 foram devolvidos, em média, 12,5
cheques em cada mil compensados. No ano passado, a média foi de 10,2 devoluções
no mesmo período.
Segundo a assessoria econômica da Serasa, o aumento do volume de cheques sem
fundos no acumulado de 2001 tem duas razões. A primeira se refere à evolução da
atividade econômica, que apresenta ritmo crescente desde o último trimestre de
2000, ou seja, a elevação do volume de transações implica em acréscimo na
inadimplência, ainda que não na mesma proporção.
O segundo fator que contribuiu para o aumento da inadimplência foi a prática de
maiores prazos na aceitação do cheque pré-datado, sem a utilização de
metodologia adequada na concessão desse crédito. Este fator pode ser apontado
como o principal causador da inadimplência.
De acordo com a assessoria econômica da Serasa, os novos patamares da
inadimplência com cheques merecem atenção, devido às incertezas conjunturais e
seus impactos sobre o emprego.