
| Estudos de Inadimplência Volume de títulos protestados no país cresce 22% em 2001, aponta pesquisa da Serasa 30/07/2001
Um estudo da Serasa, uma das maiores empresa de informações e análises
econômico-financeiras para negócios do mundo, em todo o território nacional,
revela que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas)
registrou nova alta no primeiro semestre de 2001, comparado com o mesmo período
do ano passado. Já falências requeridas e decretadas voltaram a apresentar
queda no mesmo período.
No primeiro semestre de 2001, o aumento do volume de protestos em geral –
pessoas físicas e jurídicas – foi 22%, representando na média diária 27 mil
títulos protestados, ante 22,1 mil registrados no mesmo período do ano passado,
segundo estudo por dias úteis.
O aumento registrado para os títulos de pessoa jurídica no primeiro semestre de
2001 foi 25,4%, na comparação com o mesmo período de 2000, e o de pessoa física
foi 14,4%, de acordo com a pesquisa por dias úteis da Serasa em todo o país. A
participação de pessoa física no total de títulos protestados de janeiro a
junho registrou nova queda: 28,7% no acumulado de 2001, ante 30,6% no mesmo
período do ano passado.
Segundo o levantamento da Serasa por dias corridos, o volume de falências
requeridas em maio caiu 20,1% na comparação janeiro a junho 2001/2000, em todo
o Brasil. Foram requeridas 6,1 mil falências no primeiro semestre de 2001 ante
7,6 no primeiro semestre do ano passado.
O total de falências decretadas nos primeiros seis meses de 2001 apresentou
recuo, 8,5%, na comparação com o mesmo período de 2000. Já o número de
concordatas requeridas subiu 40,7% na comparação janeiro a junho 2001/2000, de
acordo com o levantamento por dias corridos. O volume de concordatas deferidas
subiu 7,9% no mesmo semestre, na comparação do mesmo período de 2000.
Segundo a Serasa, a vigorosa elevação no nível da atividade econômica a partir
do último trimestre de 2000 adentrando pelo primeiro trimestre deste ano,
promoveu o alongamento nos prazos de financiamento e a concessão de crédito não
tão criteriosa por parte das empresas menos organizadas, ou seja, aquelas sem
metodologia adequada de crédito. Isto favoreceu o aumento da inadimplência, com
impactos que se sobrepuseram aos dos eventos conjunturais verificados no
período em análise (1º semestre de 2001).
A Serasa ressalta que a inadimplência por protestos (PF+PJ), nos primeiros seis
meses de 2001, está 4% abaixo da registrada em igual período de 1999, quando
houve a desvalorização do Real. O mesmo acontece com as falências requeridas
(-55,4%) e decretadas (-17%) e com as concordatas requeridas (-8,1%) e
deferidas (-23,4%).
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