O volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de
compensados) de janeiro a julho de 2001 teve um aumento de 27% em relação ao
mesmo período do ano passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das
maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios.
De acordo com o levantamento, o total de cheques sem fundos nos sete primeiros
meses deste ano é o maior desde 1991, ano em que foi criado o índice. No
acumulado de janeiro a julho de 2001 foram devolvidos, em média, 12,7 cheques
em cada mil compensados. No ano passado, a média nesse período foi 10
devoluções a cada mil cheques compensados.
Em julho deste ano, o total de cheques devolvidos registrou a marca de 13,7
cheques devolvidos em cada mil compensados, uma alta de 41,2% na comparação com
julho do ano passado.
Segundo a Serasa, a vigorosa elevação no nível da atividade econômica a partir
do último trimestre de 2000 se estendeu pelo primeiro trimestre deste ano,
promovendo o alongamento nos prazos de recebimento de cheques pré-datados e a
aceitação não tão criteriosa de empresas menos organizadas, ou seja, aquelas
sem metodologia adequada de crédito para a gestão deste meio de pagamento. Isto
favoreceu o aumento da inadimplência, com impactos que se sobrepuseram aos dos
eventos conjunturais verificados este ano.
De acordo com a Serasa, os novos patamares da inadimplência com cheques merecem
atenção, sobretudo num cenário de menor atividade econômica e queda de massa
salarial.