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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de títulos protestados no país cresce 27,7% em 2001, aponta pesquisa da Serasa
30/08/2001

Um estudo da Serasa, maior empresa de informações e análises econômico-financeiras para negócios da América Latina, em todo o território nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados por protestos (pessoas físicas e jurídicas) continuam subindo no país. O estudo foi feito por dias úteis.

No acumulado janeiro a julho de 2001, comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento no volume de protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi 27,7%, representando 28,3 mil títulos protestados na média diária este ano ante 22,2 mil no mesmo período de 2000. No total, foram 4,1 milhões de protestos nos sete primeiros meses deste ano, contra 3,2 milhões entre janeiro a julho de 2000.

A elevação registrada para os títulos de pessoa física foi 63,9%, no período de janeiro a julho 2001/2000, e o de pessoa jurídica foi 11,8%, na média diária. Nessa mesma comparação, segundo o estudo da Serasa, a participação de pessoa física no total de títulos protestados ficou em 39,2%. Os títulos de pessoas físicas totalizaram 1,6 milhão e os de Pessoas Jurídicas 2,5 milhões, nos sete meses de 2001, contra 982 mil e 2,2 milhões, respectivamente, no mesmo período de 2000.

Cabe destacar que a expressiva variação nos protestos decorre da sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora estão sendo levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela Lei nº 10.710/ 2000, que instituiu, a partir de abril 2001, novo critério de cobrança das custas cartorárias desse instrumento, que passa a ser por conta do protestado. Isso apenas no Estado de São Paulo, que agora responde por 57,5% dos protestos de pessoas físicas no país, entre os meses de janeiro a julho de 2001, frente a 38,5% em 2000.

Dessa forma, além de distorcer a base de comparação, os protestos registrados de pessoas físicas não correspondem a inadimplência de forma pontual, mas sim a títulos vencidos e acumulados no decorrer de um longo período de tempo que só agora passam a ser protestados no Estado de São Paulo.

A partir desse evento, a Serasa entende que a melhor interpretação dos dados de protestos, sobretudo os de pessoas físicas, passa a ser por meio das variações mensais.

Assim, os protestos, por dias úteis, na comparação julho/ junho 2001, subiram 15,2% para as pessoas físicas, 6,7% para as pessoas jurídicas e 10,8% no total (pessoas físicas + pessoas jurídicas).

Apesar de crescente neste ano, a inadimplência não é desestabilizadora. É certo que os patamares registrados não são confortáveis, o que exige um monitoramento constante e a utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes para as decisões de crédito.

INDICADORES DE INSOLVÊNCIA
Na análise por dias corridos, o volume de falências requeridas caiu 21,8% no comparativo de janeiro a julho 2001/2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 6,9 mil falências neste ano ante 8,9 mil nos sete primeiros meses do ano passado. Entre os mesmos períodos, as falências decretadas caíram 10,2%. De acordo com o levantamento da Serasa, o número de concordatas requeridas acumulado nos sete meses deste ano cresceu 38,7%, em relação ao mesmo período de 2000. Na mesma comparação, as concordatas deferidas evoluíram 4,1%.

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