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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de títulos protestados tem nova alta no País, aponta pesquisa da Serasa
01/11/2001

Um estudo da Serasa, maior empresa de informações e análises econômico-financeiras para negócios da América Latina, em todo o território nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados por protestos (pessoas físicas e jurídicas) apresentaram nova alta no país.

No acumulado janeiro a outubro de 2001, comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento no volume de protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi de 12%.

Esse total não inclui os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora estão sendo levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência, apenas no Estado de São Paulo.

Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não correspondem à inadimplência de forma pontual. De acordo com a Serasa, excluir os títulos relativos ao Estado de São Paulo é a melhor maneira de quantificar a inadimplência nacional.

Sem computar os números relativos aos protestos no Estado de São Paulo, a evolução de protestos de pessoas físicas no restante do País aumentou 16,5% e os de pessoas jurídicas cresceram 10,3% no período de janeiro a outubro de 2001, em relação ao mesmo período de 2000. Foram 1 milhão de protestos de pessoas físicas e 2,5 milhões de pessoas jurídicas.

No total, com a inclusão do Estado de São Paulo, o estudo da Serasa registrou 6,4 milhões de protestos (pessoas físicas e jurídicas) nos dez primeiros meses deste ano, contra 4,5 milhões entre janeiro a outubro de 2000, representando um aumento de 40,9%.

A situação atual da inadimplência exige um monitoramento constante e a utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes para as decisões de crédito. Essa conduta deve ser reforçada com a proximidade das festas de final de ano e a conseqüente flexibilização do crédito e alongamento nos prazos de financiamento, combinação que sempre envolve maior risco.

INDICADORES DE INSOLVÊNCIA
O volume de falências requeridas caiu 14% no comparativo de janeiro a outubro 2001/2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 10,8 mil falências neste ano ante 12,5 mil nos dez primeiros meses do ano passado. Entre os mesmos períodos, as falências decretadas caíram 13,2%, totalizando 3,7 mil.

De acordo com o levantamento da Serasa, o número de concordatas requeridas acumulado nos dez meses deste ano cresceu 47,7%, em relação ao mesmo período de 2000. Na mesma comparação, as concordatas deferidas subiram 15,2%.

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