
| Estudos de Inadimplência Volume de títulos protestados cresce 3,4%, aponta pesquisa da Serasa 18/12/2001
Um estudo da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e
análises econômico-financeiras para apoio a negócios, em todo o território
nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados por protestos
(pessoas físicas e jurídicas) apresentaram nova alta no país.
No acumulado janeiro a novembro de 2001, comparado com o mesmo período do ano
passado, o aumento nos protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi
12,5%, totalizando 3,9 milhões de ocorrências. O volume é 3,4% superior aos
registrados em todo o ano passado, sem contar o Estado de São Paulo.
Esse total não inclui os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que
existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e
não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora são
levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em
vigência, apenas no Estado de São Paulo
Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não
correspondem à inadimplência de forma pontual. De acordo com a assessoria
econômica da Serasa, excluir os títulos relativos ao Estado de São Paulo é a
melhor maneira de quantificar a inadimplência nacional.
Sem computar os números relativos aos protestos no Estado de São Paulo, a
evolução de protestos de pessoas físicas no restante do País aumentou 17,7% e
os de pessoas jurídicas cresceram 10,6% no período de janeiro a novembro de
2001, em relação ao mesmo período de 2000. Foram 1,1 milhão de protestos de
pessoas físicas e 2,8 milhões de pessoas jurídicas.
No total, com a inclusão do Estado de São Paulo, o estudo da Serasa registrou
7,1 milhões de protestos (pessoas físicas e jurídicas) nos onze meses deste
ano, contra 5 milhões entre janeiro e novembro de 2000, representando um
aumento de 41,4%.
Segundo a Serasa, a inadimplência continua apresentando crescimento, tanto em
pessoa física, quanto jurídica. Ainda distante de se constituir recorde
histórico, a inadimplência medida por protestos em 2001 se aproxima dos
patamares de 1999.
A falha no processo da concessão de crédito praticada por comerciantes é
apontado como o principal motivo da evolução da inadimplência, pois teve mais
impacto que os fatos macreoeconômicos (crise argentina, energética, alta do
dólar, desemprego, entre outros).
INDICADORES DE INSOLVÊNCIA
O volume de falências requeridas caiu 23,8% no comparativo de janeiro a
novembro 2001/2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 10,4 mil falências neste
ano ante 13,6 mil nos onze meses do ano passado. Entre os mesmos períodos, as
falências decretadas caíram 14%, totalizando 4,1 mil.
De acordo com o levantamento da Serasa, o número de concordatas requeridas
acumulado nos onze meses deste ano cresceu 48,5%, em relação ao mesmo período
de 2000. Na mesma comparação, as concordatas deferidas subiram 21%.
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