
| Estudos de Inadimplência Volume de protestos cai nas Regiões Norte e Nordeste em 2002, diz estudo da Serasa 22/04/2002
O volume de títulos protestados nas Regiões Norte e Nordeste registrou queda
nos três primeiros meses de 2002 em comparação com o mesmo período de 2001,
segundo levantamento nacional da Serasa, uma das maiores empresas do mundo de
informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e
negócios.
De acordo com o levantamento da Serasa, a Região Norte registrou a maior queda
dentre as cinco Regiões. O volume de títulos protestados, cerca 66,4 mil,
apresentou uma redução de 15,9% nos três primeiros meses de 2002, na comparação
com o mesmo período de 2001. O resultado é decorrente da queda de 8% nos
protestos de pessoas físicas e 18,2% nos protestos de pessoas jurídicas. A
participação de pessoa física no total de títulos protestados no acumulado
janeiro-março 2002/2001 apresentou uma pequena retração: de 22,8%, relativo ao
período de janeiro a março de 2001, para 22,6% em 2002.
Segundo a Serasa, o Nordeste também apresentou queda, 6,6%, no total de títulos
protestados, 208,8 mil, de janeiro a março deste ano, comparado com o mesmo
período de 2001. A Região registrou aumento de 1,2% no volume de títulos
protestados de pessoa física e queda de 8,7% nos protestos de pessoa jurídica,
nos três primeiros meses de 2002, comparado com o mesmo período do ano passado.
A participação de pessoa física no total de títulos protestados registrou uma
queda no acumulado do ano: de 20,4%, em igual período de 2001, para 20,1% em
2002.
O estudo da Serasa apresentou a Região Sudeste com o maior percentual de
aumento do total de títulos protestados nos três primeiros meses de 2002,
101,6%. O levantamento constatou que houve um acréscimo de 284,5% no total de
protestos de pessoa física e 20,8% de pessoa jurídica. A participação dos
protestos de pessoa física no período de janeiro a março de 2002 e o mesmo
período no ano anterior cresceu de 30,6% para 53,1%. O total de títulos
protestados na Região chegou a pouco mais de 1,5 milhão.
A expressiva variação nos protestos da Região Sudeste decorre da sobrecarga de
títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente
cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora estão sendo levados pelos
credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência,
apenas no Estado de São Paulo. Este fato distorce as estatísticas, análises e
comparabilidade da Região Sudeste com as demais e não corresponde à
inadimplência de forma pontual.
De acordo com a pesquisa da Serasa, a Região Centro-Oeste apresentou um aumento
de 16,1% no volume total de títulos protestados de janeiro a março de 2002, em
comparação com o mesmo período de 2001. A Região teve elevação de 22,2% nos
protestos de pessoa física e 13,2% nos protestos de pessoa jurídica. A
participação de pessoa física no total de títulos protestados nos três
primeiros meses de 2002 apresentou queda: de 32,5%, relativos ao período em
2001, para 31,1% este ano. Ao todo, foram protestados na Região 146,8 mil
títulos
Na Região Sul, o volume total de títulos protestados (433,8 mil) – de janeiro a
março de 2002 - registrou um aumento de 13,3% na comparação com o mesmo período
de 2001. O Sul teve elevação de 10,7% nos protestos de pessoa física e 14,4%
nos protestos de pessoa jurídica. A participação de pessoa física no total de
títulos protestados nos três primeiros meses de 2002, em comparação com 2001,
caiu de 28,4% em 2001 para 25,2% este ano.
Segundo a Serasa, ainda que o primeiro trimestre apresente uma sazonalidade no
que diz respeito aos indicadores de inadimplência, devido às compras realizadas
no fim-de-ano e a concentração de despesas no início do exercício, a situação
atual da inadimplência, medida por protestos, está distante do recorde
histórico registrado entre 1995/1996.
O patamar verificado na inadimplência sugere um monitoramento constante frente
às variáveis conjunturais de maior impacto e a utilização de instrumentos
adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de
crédito.
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