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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos tem alta de 10,4%, revela estudo nacional da Serasa
13/08/2003

O índice de cheques sem fundos em julho de 2003 atingiu 16,8 cheques a cada mil devolvidos, segunda maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice.

Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados), de janeiro a julho de 2003 apresentou alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a pesquisa, nos sete primeiros meses de 2003 foram devolvidos em média 15,9 cheques a cada mil compensados, a maior marca desde 1991, quando o índice foi criado. No acumulado do ano de 2002, o número de devoluções foi de 14,4 cheques a cada mil.

Na comparação mensal (julho/2003 – junho/2003), o volume de cheques sem fundos apresentou alta de 9,8%. No sétimo mês de 2003, foram devolvidos 16,8 cheques a cada mil compensados, enquanto junho registrou 15,3 cheques sem fundos a cada mil. Entretanto, julho tem um número de dias úteis maior do que junho, o que causa um “efeito calendário” nas estatísticas da relação mensal, tornando junho uma base menor para comparação e, portanto, com variação maior em julho.

O volume de cheques sem fundos registrou acréscimo ainda maior na comparação anual (julho 2003/ - julho/2002), 21,7%. De acordo com o estudo, em julho de 2002, foram registrados 13,8 cheques devolvidos a cada mil compensados, em todo o país.

O volume de cheques sem fundos apresentado em julho deste ano representou a segunda maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice. O recorde no índice de cheques sem fundos (17,6 a cada mil) foi em maio de 2003, mês que já havia superado março (16,7 cheques a cada mil compensados), quando ocorre, de forma sazonal, o pico da inadimplência do início do ano.

Segundo a Serasa, como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total das transações, após o papel-moeda, e principal forma de financiamento, em aceitabilidade e liquidez junto ao comércio e consumidores, os cheques apresentaram, em julho, uma inadimplência média estabilizada nos patamares verificados a partir de março.

Para a Serasa, os números de julho ainda não definem uma tendência de que a inadimplência com cheques se manterá no nível atual. A demanda por crédito continua baixa, seguindo o nível da atividade econômica e os fatores conjunturais que têm pressionado o consumidor e o orçamento doméstico, como juros elevados, queda da renda, elevação do desemprego, além da nova rodada de aumento de preços dos serviços públicos. Esses fatores exigem melhor utilização de metodologia adequada para a concessão de crédito, também no caso de cheques pré-datados.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos scorings, ampliam os graus de segurança dos negócios.

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