Mais de 1,5 milhão de pessoas foram atendidas de janeiro a novembro. Um
crescimento de 26,6% em relação ao mesmo período de 2002.
Um levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que de janeiro a novembro de 2003 o
Serviço Gratuito de Orientação ao Cidadão da Serasa, em todo o Brasil,
registrou recorde de pessoas atendidas, apesar da inadimplência ter evoluído 5%
no período. Foram atendidas 1,52 milhão de pessoas, o maior número já
registrado pela empresa, na comparação onze meses.
Segundo o estudo, o número de pessoas atendidas nos onze meses do ano é
cerca de 26,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, que
tem a segunda maior marca, 1,2 milhão de pessoas atendidas.
A pesquisa reflete o estudo nacional da Serasa que revela um crescimento
recorde, de janeiro a novembro de 2003, do número de regularizações de
pendências de pessoas físicas e jurídicas, ante o mesmo período de 2002. Os
registros de pendências financeiras resolvidos de janeiro a novembro do ano é
73% do número de novas pendências incluídas no mesmo período. Isto é, de cada
100 novos incluídos, 73 deixaram a base de dados de registro de não pagamento.
Nos onze meses de 2002, esse percentual foi cerca de 50%. Em anos anteriores,
oscilava entre 30% e 40%. O pico de baixas em 2003 ocorreu em agosto, quando
94,8% dos inadimplentes regularizaram suas pendências.
Segundo o levantamento inédito da Serasa, de janeiro a novembro, 22,5
milhões de pessoas entraram na base de dados. Nesse período, 16,5 milhões
baixaram o nome da lista de inadimplentes, registrando a maior regularização de
pendências já registrada num período de 11 meses. A Serasa tem hoje cerca de 20
milhões de pessoas físicas e jurídicas com anotações de não pagamento (como por
exemplo cheques sem fundos e títulos protestados, entre outros) em seu banco de
dados.
A pesquisa revela ainda que em novembro de 2003 a maioria das anotações no
cadastro de inadimplência é de cheques sem fundos. Segundo estudo do Indicador
Serasa de Inadimplência, cerca de 37% das anotações se referem a cheques sem
fundos, 34% cartões de crédito e financeiras, 27% a dívidas no sistema
financeiro (bancos) e 2% títulos protestados. O registro dessas informações de
inadimplência segue um processo formal, nos termos do Código de Defesa do
Consumidor, baseado em um contrato específico. Antes de incluir o nome de uma
pessoa no cadastro de inadimplentes, a Serasa envia comunicação prévia,
conforme determinação do Código de Defesa do Consumidor.
De acordo com a Serasa, em 2003, apesar do crescimento da inadimplência, que
vem apresentando ritmo menor, o consumidor priorizou o pagamento e a
renegociação de suas dívidas junto aos credores. Essa atitude do consumidor foi
coerente com a baixa atividade econômica, com o alto desemprego e com a queda
da renda, que inclusive caracterizou o reduzido consumo nas datas festivas do
comércio – Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais e das Crianças e favoreceu o
registro de recorde de pessoas que conseguiram regularizar suas pendências
entre janeiro e novembro deste ano. Com isso, o consumidor chegou ao Natal
menos inadimplente e mais receptivo às promoções e facilidades de crédito
empreendidas pelo varejo.