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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Inadimplência de consumidores cresce 5,2% em 2003, diz estudo da Serasa
27/01/2004

A pesquisa levantou também, de janeiro a dezembro, a inadimplência de empresas e a total. Houve crescimento nas três modalidades.

O Indicador Serasa de Inadimplência - o mais completo índice do país baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeira, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras)- apontou queda do ritmo de crescimento da inadimplência de pessoa física. De janeiro a dezembro de 2003, a inadimplência de pessoa física cresceu 5,2% na comparação com o mesmo período de 2002, ano em que a inadimplência de consumidores apresentou alta de 23,9% ante 2001.

De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos também apresentaram queda na representatividade na inadimplência de pessoa física. Em dezembro de 2003, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador de PF. Em dezembro de 2002, foi 37%, e em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi 42%.

O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que apresentou em dezembro de 2003 participação de 33%, uma participação menor do que a registrada no mesmo mês de 2002, 34%. Em 2001, esse percentual foi 31%.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador, com 29% em dezembro de 2003; 27% em dezembro de 2002 e 24% em 2001. Com a menor representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 2% em 2003, mesma variação apresentada em 2002, e 3% em 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF) em dezembro de 2003 foi de R$ 395; de títulos protestados foi de R$ 573; de registros no sistema financeiro foi de R$ 952; e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 233.

Inadimplência de empresas

O Indicador Serasa de Inadimplência de pessoa jurídica mostrou alta de 10,9% nos doze meses de 2003, comparado com 2002, que registrou um crescimento de 5,2% em igual período de 2002/2001.

De acordo com o índice da Serasa, a maior representatividade na inadimplência de PJ é de títulos protestados, 48% em 2003, mesmo percentual de 2002, e 49%, em 2001.

O segundo índice na representatividade é o de cheques sem fundos, que apresenta queda desde 2001. Em dezembro de 2003, os cheques devolvidos representaram 37% do total do indicador de PJ. O percentual foi mesmo em igual mês de 2002. Em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi 38%.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador de PJ, com 15% em dezembro de 2003; o mesmo percentual em 2002 e 13% no mesmo mês de 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PJ) em dezembro de 2003 foi de R$ 1.004; de títulos protestados foi de R$ 1.289; de registros no sistema financeiro foi de R$ 2.964.

Inadimplência total (empresas + consumidores)

A inadimplência total (pessoa física e jurídica) apresentou crescimento de janeiro a dezembro de 2003, na comparação com o mesmo período de 2002. No período houve aumento de 5,5% da inadimplência, na comparação doze meses de 2002, que registrou elevação de 19,3% em relação ao mesmo período de 2001.

De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos apresentaram queda na representatividade na inadimplência total (PF+ PJ) em relação aos anos anteriores. Em dezembro de 2003, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador. No mesmo mês de 2002, foi de 38%, e, em 2001, a participação de cheques sem fundos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 42%.

O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que apresentou em dezembro de 2003 participação de 31%; em igual mês de 2002 foi 30% e 27% em 2001.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador, com 26% em dezembro de 2003; 25% no mesmo mês de 2002 e 23% no de 2001. Com a menor representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 7% em 2003, mesma variação apresentada em 2002, e 8% em 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF+PJ) em dezembro de 2003 foi de R$ 699; de títulos protestados foi de R$ 942; de registros no sistema financeiro foi de R$ 1.943; e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 316.

Avaliação da Inadimplência

Segundos os técnicos da Serasa, apesar da inadimplência, nas modalidades total (Pessoa Física e Jurídica) e Pessoa Física , terem apresentado queda no ritmo de crescimento, na comparação janeiro a dezembro 2003/2002 em relação ao verificado no mesmo período 2002/2001, registra-se no acumulado de 2003 variação positiva sobre uma base elevada (2002/2001).

Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados e o aumento das tarifas públicas e impostos formam um conjunto de fatos determinantes para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos assumidos anteriormente. A administração e o equilíbrio do orçamento doméstico foram os maiores desafios para o consumidor em 2003, fato que definiu a priorização dos pagamentos e renegociação das dívidas, simultaneamente ao menor consumo. Esta atitude deve se repetir no primeiro semestre de 2004.

Para as empresas, cuja inadimplência teve comportamento inverso em relação à de Pessoa Física, ou seja, cresceu a taxas positivas superiores no decorrer do ano, os juros reais elevados e a baixa atividade econômica determinaram a menor pontualidade nos pagamentos junto aos fornecedores. As empresas menos capitalizadas, normalmente as micro, pequenas e médias, são as que registram as maiores dificuldades para honrar seus compromissos, pois sofrem com o alto custo de carregar estoques, de baixas vendas e não geram receitas financeiras.

Ainda que haja uma expectativa de recuperação da atividade econômica no primeiro semestre de 2004, a inadimplência deve apresentar um repique no primeiro quadrimestre, por conta do alongamento de prazos no crédito no final de 2003.

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