O Indicador Serasa de Inadimplência – o único e mais completo índice do país
baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as
modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques
devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeira,
empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras) – apresentou queda de
11,8% da inadimplência de empresas (setor de serviços, indústria e comércio) no
primeiro quadrimestre de 2004, quando comparado com igual período de 2003.
Segundo técnicos da Serasa, o aumento da carga tributária por causa da
mudança das regras de cálculo, as altas taxas de juros praticadas pelo mercado
e o reajuste das tarifas públicas foram os maiores desafios enfrentados pelas
empresas neste ano, pois dificultam o pagamento de dívidas assumidas
anteriormente.
No entanto, o maior nível de atividade econômica contribuiu para o aumento
das vendas das empresas, principalmente do setor industrial e agronegócios, que
foram favorecidas pela expansão das exportações. A realização de novos
negócios, o melhor controle de estoques e a renegociação de preços e prazos com
fornecedores permitiram às empresas administrar o orçamento de modo mais
equilibrado.
De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência, a maior
representatividade na inadimplência de empresas é de títulos protestados com a
participação de 45% em abril, inferior aos 49% registrado em igual mês do ano
anterior. O segundo índice na representatividade é o de cheques sem fundos, que
aumentou de 36% em 2003 para 39% do total neste ano.
Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PJ) atingiu R$ 1.134 em abril, apresentando crescimento de 15,2% em
relação a igual mês de 2003. Já o de títulos protestados este ano, R$ 1.296,
registrou ligeiro aumento de 0,2%. O valor médio dos registros no sistema
financeiro, R$ 2.688, indicou diminuição de 8,4%.