| Cássia
aconselha os pais a falar de dinheiro com os filhos com tranqüilidade,
serenidade e sem gritos, sempre deixando que exponham os pontos de vista
deles sobre o dinheiro. A criança, afirma ela, precisa aprender
a lidar com dinheiro para se tornar um jovem capaz de poupar e de planejar
gastos.
A educadora
alerta que a Educação Financeira não deve ser confundida
com o ensino de técnicas ou macetes de como ganhar dinheiro. Nem
mesmo deve ser encarada como um manual de regrinhas moralistas.
O objetivo
deve ser o de criar uma mentalidade adequada e saudável em relação
ao dinheiro. Educação Financeira exige uma perspectiva de
longo prazo, muito treino e persistência.
Ter contato
com o dinheiro é importante. Se os pais tiverem condições
de dar uma mesada (dos 3 aos 10 anos semanada) à criança
e deixar que ela se vire sozinha, poderão criar filhos mais seguros
em relação ao dinheiro. Com a mesada, eles aprendem desde
cedo a tomar decisões e fazer escolhas financeiras.
Os pais que
mostram ao seu filho que o dinheiro que ele deixa de gastar com roupas
caras poderá ser acumulado e se transformar em um passeio, uma
viagem, ou em um brinquedo, permite que todos cheguem a um acordo, principalmente
quando há impasse.
Diferentemente
dos adultos, as crianças só conseguem entender o conceito
de poupança e meta se elas forem estabelecidas para o curto prazo.
Para uma criança de seis anos, por exemplo, poupar para comprar
um carro aos 18 é impensável. O prazo é muito longo.
Ela deve poupar para comprar um brinquedo, uma bicicleta.
Cássia
afirma que, acima de tudo, a Educação Financeira deve ensinar
que a responsabilidade social e a ética precisam estar sempre presentes
no ganho e no uso do dinheiro.
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