| |
Feminilização
da Velhice
O envelhecimento
é também uma questão de gênero. Em conseqüência
da sobremortalidade masculina, as mulheres predominam entre os idosos.
No Brasil, em 2000, elas eram responsáveis por 55% da população
idosa. Quanto mais velho o contingente idoso, mais elevada é a
proporção de mulheres. Por exemplo, para o grupo com 80
anos e mais, o percentual comparável eleva-se para 60%.
De acordo com Lyod-Sherlock
(2002), mesmo que a velhice não seja universalmente feminina, ela
possui um forte componente de gênero. Por exemplo, mulheres idosas
experimentam maior probabilidade de ficarem viúvas e em situação
socioeconômica desvantajosa. A maioria das idosas brasileiras de
hoje não tiveram um trabalho remunerado durante a sua vida adulta.
Além disso, embora vivam mais do que os homens, passam por um período
maior de debilitação biológica antes da morte do
que eles (Nogales, 1998). Por outro lado, são elas, mais do que
os homens, que participam de atividades extradomésticas, de organizações
e movimentos de mulheres, fazem cursos especiais, viagens, e até
mesmo trabalho remunerado temporário. Diferentemente do que fizeram
na sua vida adulta, progressivamente assumem o papel de chefes de família
e de “provedoras” (Camarano, 2003). Já homens mais
velhos têm maiores dificuldades de se adaptar à saída
do mercado de trabalho (Goldani, 1999).
|
|