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Como investir dinheiro e fazer ele trabalhar para você

Confira aqui 7 dicas de como investir dinheiro e o que você precisa prestar atenção antes de escolher o seu investimento

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 18 de janeiro de 2022.

Podemos começar esse artigo te dando os parabéns. Se você está interessado em como investir dinheiro é porque você está conseguindo juntar alguma grana por mês ou pelo menos se preocupa em como fazer isso.

E buscar conhecimento é sem dúvida o primeiro passo a ser dado para quem está querendo começar a investir. Afinal, já dizia Benjamin Franklin, um dos grandes personagens dos Estados Unidos: “Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros”.

Então, vamos lá: o que você precisa saber para entrar nesse maravilhoso mundo dos investimentos?

1. Como investir dinheiro?

Bom, o primeiro passo é organizar o seu orçamento. Saber o quanto você tem disponível por mês para aplicar nos investimentos é fundamental para você montar uma estratégia e dar início à sua carreira de investidor.

O ideal é que o dinheiro direcionado para os investimentos seja o primeiro a ser separado, antes mesmo do pagamento de qualquer despesa. Esse dinheiro constituiria o seu principal e mais importante boleto: você precisa se pagar primeiro.

Se decidir investir R$ 100 por mês, comprometa-se com esse valor. Se decidir aplicar R$ 50, separe R$ 50 todos os meses. Na verdade, o valor não importa muito. No início, é muito mais importante criar o hábito de investir do que o valor investido em si.

Então, estabeleça qual é o valor que faz sentido reservar todos os meses de acordo com a sua realidade financeira.

2. Abra uma conta em uma corretora de valores

Hoje em dia é muito fácil e rápido abrir uma conta em uma corretora de valores.

Uma corretora é um intermediário entre você e o produto do seu investimento. Caso você decida comprar um CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, você precisará de uma corretora para realizar essa transação entre você e a instituição bancária que está vendendo esse título.

Caso você decida comprar a ação de uma empresa, você precisa de um interemediário entre você e a empresa que está vendendo a ação.

E existem diversas corretoras espalhadas pelo Brasil. Existem as corretoras que são vinculadas aos bancos tradicionais (essas não têm tantas ofertas de produtos e costumam cobrar taxas

mais caras do que suas concorrentes) e existem as corretoras independentes (que oferecem produtos de diversos distribuidores e muitas são totalmente gratuitas).

E como escolher? Você pode analisar vários critérios para tomar uma decisão:

  • Segurança: verifique se a corretora tem autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar, se ela é regulada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e se possui licença de operação pela B3( Bolsa de Valores);

  • Variedade de ativos: avalie se ela possui uma boa oferta de produtos;

  • Plataforma: a corretora deve possuir uma plataforma bem otimizada, rápida, livre de erros e intuitiva, fácil de usar;

  • Preços e taxas: quanto menos gastos você tiver, maiores serão os seus rendimentos;

  • Atendimento: quantos canais de atendimento a corretora disponibiliza?

  • Reputação: é sempre importante prestar atenção ao que os clientes dessa corretora estão falando dela.

Esses são alguns requisitos para que você possa fazer uma boa escolha e tenha uma boa experiência com a corretora escolhida.

Na grande maioria delas, você consegue abrir uma conta de forma totalmente online, baixando o aplicativo no seu celular e seguindo o passo a passo indicado. Em poucas horas, você já pode começar a operar.

3. Conheça o seu perfil de investidor

É muito importante que você conheça o seu perfil de investidor. E perfil de investidor nada mais é do que o conhecimento da sua tolerância ao risco.

Mas não se preocupe em relação a isso. Ao abrir uma conta em uma corretora, você é direcionado imediatamente a um questionário que vai analisar justamente o seu perfil de risco.

E, de acordo com as suas respostas a esse questionário, você vai entender se possui um perfil conservador, um perfil moderado ou um perfil arrojado/agressivo. E é a partir do conhecimento do seu perfil que a corretora passará a sugerir produtos que estejam de acordo com ele.

4. Comece pela reserva de emergência

A reserva ou fundo de emergência é um valor que vai sendo separado ao longo do tempo e que é capaz de bancar as suas despesas mensais fixas durante um período de diminuição ou perda total da renda, ou em uma fase em que há mais gastos do que o que havia sido previsto, como, por exemplo, despesas imprevistas com a saúde de um familiar.

Como é um valor a ser utilizado a qualquer momento, a reserva precisa estar investida em um produto seguro e que pode ser resgatado assim que se fizer necessário sem prejuízos a você.

O investimento mais adequado para se colocar a reserva de emergência é o título do Tesouro Selic, um título público que tem liquidez (ou seja, pode ser resgatado a qualquer momento) e segurança suficientes para esse objetivo.

Uma boa reserva de emergência deve ter entre três e seis meses o valor do seu custo mensal.

Leia também | Reserva de emergência: como fazer a sua e se preparar para imprevistos?

5. Defina seus objetivos de curto, médio e longo prazos

Após a formação da reserva de emergência, chegou a hora de pensar nos seus objetivos financeiros. O que você quer conquistar? Quais são os seus sonhos?

Trace suas metas para trocar o seu carro, comprar a casa própria, aumentar o seu benefício de aposentadoria, fazer uma viagem, a festa de casamento, uma pós-graduação no exterior ou qualquer outra coisa.

Ou seja, é importante que você se planeje para conquistar aquilo que é importante para você, e os investimentos são um ótimo meio de você antecipar os seus sonhos.

6. Entenda a diferença entre renda fixa e renda variável

A renda fixa não passa de um empréstimo. Você empresta o seu dinheiro para o governo, para uma instituição financeira ou para uma empresa. No momento do investimento, você já conhece tanto a data em que receberá o seu dinheiro de volta quanto a rentabilidade prometida.

Já na renda variável, não há como prever. Não há como garantir a rentabilidade, uma vez que ela pode ser maior do que a recebida na renda fixa, mas também pode ser menor. Como o próprio nome diz, a rentabilidade varia, podendo até mesmo ter resultado negativo.

7. Diversifique sempre

Existe uma enormidade de produtos no mercado financeiro. Depois de formada a sua reserva de emergência, você precisará escolher com cuidado onde colocar o seu dinheiro, sabendo que a diversificação é uma das melhores formas de proteção.

Portanto, na renda fixa, distribua o seu dinheiro entre CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), títulos do Tesouro, Debêntures, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliário), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), entre outros.

Na renda variável, você pode optar por investir o seu dinheiro em ações de boas empresas, em fundos imobiliários, em fundos de ações, fundos multimercados e em ETFs.

Procure estudar sobre esses produtos para entender como eles funcionam e adeque a sua estratégia de investimentos aos seus objetivos. E não deixe de acompanhar os seus ativos de vez em quando. Investir para o longo prazo não significa aplicar o dinheiro e esquecer que ele existe.

Além disso, verifique se a empresa escolhida ainda mantém os bons fundamentos, se ainda vale a pena permanecer investindo nela. Enfim, você não precisa virar um investidor profissional e acompanhar seus ativos toda semana, mas não se esqueça que é “o olho do dono que engorda o gado”. Se você quer começar a investir agora, confira, também, este artigo sobre como economizar dinheiro ganhando pouco. Boa sorte nessa nova etapa!