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Negativação: descobri que estou com o nome sujo, e agora?

Entenda o que é negativação, por que ela é diferente de endividamento e o que fazer para sair dessa situação.

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 01 de dezembro de 2021.

A negativação é um problema que faz parte da realidade de milhões de brasileiros. De acordo com o Mapa da Inadimplência divulgado pela Serasa em novembro deste ano, mais de 63 milhões de consumidores no país estão com o nome sujo.

Muita gente confunde negativação e inadimplência com endividamento – e é importante entender as diferenças entre esses conceitos. Uma pessoa é considerada endividada quando possui uma dívida (uma parcela ou uma prestação), ainda que os pagamentos estejam sendo feitos rigorosamente em dia. Já as pessoas que estão com as contas em atraso são consideradas inadimplentes.

A partir desse momento, os credores da dívida tentam receber o seu crédito. Se o pagamento continuar em aberto, eles informam ao devedor que o seu Cadastro de Pessoa Física (CPF) será inscrito em um banco de dados de restrição ao crédito, ocorrendo então a negativação do nome.

Como o consumidor fica sabendo da negativação?

As empresas são obrigadas a notificar o devedor de uma dívida sobre a referida inscrição, porém, muitas vezes, seja por mudança de endereço, de telefone ou de qualquer outra alteração no cadastro, o devedor não é encontrado e essa notificação nem sempre é recebida. Nesses casos, a pessoa acaba com o CPF negativado sem nem saber da real situação.

Normalmente, a descoberta se dá no momento da realização de uma compra onde o consumidor está buscando um financiamento. E a situação pode se tornar constrangedora se ele descobre, ali, na frente de um vendedor, que o seu nome está com alguma restrição.

Isso pode acontecer porque qualquer empresa tem a possibilidade de consultar as bases de dados dos serviços de proteção ao crédito para checar o histórico financeiro de alguém.

Mas para evitar passar por esse tipo de desconforto, é possível consultar seu CPF gratuitamente no site ou aplicativo da Serasa, por exemplo. Basta fazer um cadastro em poucos minutos e entrar na área logada com seu CPF e senha.

Neste vídeo, você pode conferir o passo a passo:

https://www.youtube.com/watch?v=K6NvRST10U4

Descobri a negativação. E agora?

Existem duas consequências principais para a pessoa que está com o nome negativado.

1. A diminuição da pontuação de crédito - o chamado Score.

O score é uma é uma pontuação de crédito calculada com base no comportamento do consumidor que vai de 0 a 1000 e indica para o mercado quais são as chances de a pessoa pagar suas contas em dia nos próximos meses. Quanto maior for o seu score, melhor é a sua “reputação” no mercado de crédito.

Se uma pessoa costuma atrasar os pagamentos de suas contas, o score normalmente diminui. E para que serve isso? Para que empresas e instituições financeiras analisem o histórico de alguém e possam oferecer crédito com condições mais personalizadas e justas.

Leia também | Entenda o que é risco de crédito e por que ele deve ser calculado

Para saber como está o seu score, você também pode fazer uma consulta gratuita no site ou aplicativo da Serasa. Sua pontuação aparecerá na tela, assim como a faixa de classificação do seu score, avaliada pelo mercado de crédito:

  • 0 a 300: indica alto risco de inadimplência, ou seja, de não pagar.

  • 301 a 700: indica médio risco de inadimplência.

  • 701 a 1000: indica baixo risco de inadimplência.

2. A segunda consequência está diretamente relacionada à primeira: se o score está baixo, dificilmente a pessoa conseguirá crédito no mercado (obter um financiamento, tomar um empréstimo, conseguir um cartão de crédito ou abrir uma conta corrente, por exemplo).

E aqui temos duas situações: se a negativação for indevida, por falta de reconhecimento ou discordância da dívida, você deve entrar em contato com o credor e tentar solucionar o problema, cabendo até mesmo uma ação judicial de indenização por danos morais caso não haja uma solução amigável.

Mas, se a dívida realmente existir e for reconhecida por você, é hora de entender qual o saldo devedor atual, a taxa de juros que está sendo aplicada e há quanto tempo ela está em atraso. A partir disso, você irá criar seu plano de ação para poder quitá-la.

E para isso, vale muito a pena fazer as suas negociações através do Serasa Limpa Nome, a maior plataforma de negociações de dívidas do país. Por meio delas, você pode fechar

acordos com dezenas de empresas parceiras da Serasa (você pode conferir a lista das empresas aqui) com decontos de até 99% e condições de pagamento facilitadas.

Para negociar as dívidas, basta acessar algum dos canais disponibilizados pela Serasa. São eles:

  • O site www.serasa.com.br/limpa-nome-online;

  • O WhatsApp (11) 99575-2096;

  • A Central de Atendimento 0800 591 1222;

  • Qualquer agência dos Correios. É importante levar seu documento de identificação com foto.

Vale lembrar que não é necessária a quitação de toda a dívida para que o seu nome seja excluído dos cadastros de proteção ao crédito. Com a realização do seu acordo com o credor, basta fazer o pagamento da primeira parcela para que a empresa, em até cinco dias úteis, remova as restrições do seu CPF.

No entanto, é fundamental pagar o acordo feito até o final, do contrário, você poderá sofrer uma nova negativação.

Qual é o próximo passo?

Para evitar que você tenha o CPF negativado novamente, preparamos um vídeo com algumas dicas aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=5p24TQtdea8

E uma coisa é certa: é preciso se organizar financeiramente. Quem tem controle sobre o dinheiro e planeja o que vai gastar todos os meses tem uma vida mais segura e tranquila.

Entendo que no meio da correria do dia a dia, às vezes pode ser difícil saber por onde começar. Mas é preciso compreender que a organização é possível para todos, não importando se você ganha muito ou pouco dinheiro.

Comece olhando para suas fontes de renda e seus gastos para avaliar onde está o desequilíbrio. Ao fazer essa análise, você pode perceber que o padrão de vida que tem atualmente não é compatível com a renda que você recebe.

Gastar menos do que se ganha é uma das regras fundamentais para se manter as finanças organizadas.

Pode ser que você precise fazer alguns ajustes na forma como gasta o seu dinheiro. Cortar itens desnecessários ou supérfluos e diminuir outros não essenciais pode ser um começo para a estabilidade das contas.

Depois que você entender o seu padrão de comportamento com as suas despesas do dia a dia, estabeleça limites ou teto de gastos para cada categoria do orçamento: moradia, alimentação, transporte, saúde etc.

Lembre-se de que todas as categorias devem caber dentro daquilo que você recebe por mês, e, se possível, deixando uma margem da receita para começar a formar uma reserva ou um fundo para emergências. Emergências e imprevistos acontecem com todos, e esse fundo ou reserva serve justamente para evitar o apelo às fontes caras de crédito, como o cartão ou o cheque especial.

Leia também | Reserva de emergência: como fazer a sua e se preparar para imprevistos?

Pode parecer desafiador no início, mas é fundamental que os tetos estabelecidos por você sejam respeitados. A intenção por trás desse esforço é assegurar um futuro mais confortável, com maior segurança econômica e liberdade para ter uma vida mais equilibrada.