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Inflação alta: veja a projeção para 2022

Segundo os dados dos últimos 12 meses, a inflação alta registrou 10,05%, um patamar acima do teto da meta perseguida pelo Governo, de 5,5%.

Jornalista Serrana Filetti
Publicado em: 06 de julho de 2022.

Não é de hoje que o brasileiro sofre com a inflação alta. Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação de preços no Brasil saltou 1,14% em setembro de 2021.

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) – que indica os rumos da inflação oficial – havia avançado 0,89%, o que significa a maior alta do indicador para o mês desde o salto de 1% apurado em 2002.

Quer saber tudo sobre a inflação alta? Continue com a gente neste post. Vamos falar sobre esse tema que afeta diretamente o bolso dos brasileiros. Confira!

Quanto está a inflação 2022?

Antes de responder a essa pergunta, faremos um panorama sobre o cenário econômico do País. Com a nova aceleração da inflação, os últimos 12 meses registraram uma alta de 10,05%. Segundo os dados, um patamar que está acima do teto da meta perseguida pelo Governo, de 5,25%.

Em 2021, por exemplo, a inflação somou uma alta de 7,02%. Se trouxermos esses dados para a nossa realidade, concluímos que o custo de vida do brasileiro aumentou nos últimos meses. Um exemplo é o gasto com a alimentação. Em algumas capitais, como no Rio de Janeiro, por exemplo, o gasto com a alimentação é de quase um salário mínimo, sendo que muitos brasileiros ganham esse valor no mês, ou até menos, e precisam utilizá-los para pagar todas as outras contas.

Já o gasto com os preços da gasolina e contas básicas como a energia elétrica tiveram o maior impacto no índice, ambos com 0,17 ponto porcentual. Os transportes tiveram um reajuste de 2,22% e as bebidas 1,27%. Já a habitação 1,55%, um verdadeiro impacto financeiro no bolso das famílias brasileiras.

Além disso, um dos grandes vilões da inflação alta é a gasolina. Segundo dados do IBGE, ela teve um aumento de 2,85% e acumulou uma alta de 39,05% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também sofreram com a inflação. O etanol teve alta de 4,55%, o gás veicular 2,04% e o óleo diesel 1,63%.

Outro grupo que sofreu reajuste foi o da habitação. A energia elétrica teve alta de 3,61%. Além disso, a nova valorização leva em conta a adoção da bandeira tarifária de escassez hídrica a partir de 1º de setembro, que acrescenta R$14,20 para os mesmos 100kWh

Leia também | O que interfere no aumento dos preços? Entenda os reajustes

Qual é a previsão da inflação 2022?

De acordo com o IBGE, o salto de 1,14% da inflação faz o IPCA-15 acumular variação superior a 10% no período entre outubro de 2020 e setembro de 2021. Deste modo, a previsão para setembro deste ano é a maior desde 1994. Com isso, alguns setores da economia sentem o aumento dos preços.

Um bom exemplo é o setor de bares e restaurantes. Com a alta dos alimentos, energia elétrica e também do gás de cozinha, muitos empreendedores sofrem para retomar as suas atividades e pagar as contas. Afinal, está muito caro para manter o próprio negócio, pois desde os produtos básicos até as carnes, estão em alta nos mercados de todo o País.

Sobre a previsão da inflação 2022, o mercado financeiro prevê inflação pelo IPCA em torno de 9%. A estimativa foi divulgada no Boletim Focus, pelo Banco Central (BC). Já para 2023, a projeção é de que a inflação fique em 4,38% (mediana de 30 dias). Na projeção que considera cinco dias, o índice é 4,5%.

Além disso, as projeções para este ano estão acima de 3,50%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023, o centro da meta é 3,25%, com intervalo de 1,75% a 4,75%.

Leia também | Inflação 2022: por que ela não para de subir e quais os impactos?

O que é o Selic?

Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia e foi implementado em 1979 pelo Banco Central. Em resumo, é uma taxa básica da economia que influencia os juros de todas as operações financeiras feitas no Brasil, incluindo as de crédito, como financiamentos, empréstimos e compras parceladas.

Por isso dizemos que a taxa Selic afeta a vida das pessoas, especialmente as que estão acostumadas a fazer compras a prazo ou recorrer a modalidades de crédito. Porém, quando surgiu, a taxa Selic tinha o objetivo de trazer mais segurança e transparência para a negociação de títulos públicos.

Além disso, ela surgiu para ajudar a combater a inflação (aumento dos preços). Pois, geralmente, quanto maiores os juros, menor é a inflação. Portanto, na prática, além de influenciar a taxa de juros em operações de crédito, a Selic também influencia o desempenho de diversos investimentos financeiros e índices inflacionários.

Em relação ao impacto da Selic na vida dos brasileiros, quando ela aumenta, você sente a diferença principalmente quando solicita crédito. Isso acontece tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. Ou seja, na prática, com a Selic alta, quem precisa de empréstimo, parcelamento ou até mesmo financiamento paga mais caro para pegar o dinheiro emprestado.

Assista | SELIC E IPCA: O QUE É E COMO FUNCIONA?

Por que você deve tomar cuidado com os juros do cartão de crédito?

Com a inflação alta é importante tomar cuidado com os juros, principalmente do cartão de crédito. Eles são um problema para boa parte da população que usa essa solução. Pois, apesar do cartão ser uma “facilidade” para gastar até o limite, o perigo está justamente na falta de controle.

Por conta desse cenário, muitos consumidores não conseguem honrar com as suas dívidas dentro do prazo de vencimento. Com isso, pagam a fatura com juros quando optam para quitar o mínimo e entrar no chamado rotativo. Em resumo, a sua dívida vira uma verdadeira bola de neve, pois você pagará a fatura atual e mais os juros da fatura anterior.

Portanto, em tempos em que falamos tanto de inflação alta, o melhor que você tem a fazer é controlar os gastos do cartão de crédito. Para isso, evite compras desnecessárias, só utilize o seu cartão em casos de necessidade.

Leia mais sobre o assunto: Juros de cartão de crédito: 6 coisas que ninguém te conta!

Como você viu neste artigo, a inflação alta é uma realidade na vida dos brasileiros. Com os preços elevados dos alimentos, demais produtos e até serviços é preciso controlar os gastos para evitar as dívidas. Além disso, manter as suas contas em dia, como a do cartão, é uma ótima saída para evitar juros altos e que prejudicam ainda mais o seu orçamento!