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Planilha financeira: como criá-la e se organizar em 5 passos!

Descubra como fazer uma planilha financeira para se organizar e ficar com as finanças em dia em apenas cinco passos!

colunista Veridiana Lopes
Publicado em: 09 de dezembro de 2021.

Uma planilha de gastos pessoais pode ser uma grande aliada na organização financeira, que é uma grande dificuldade para a maioria das pessoas. Os dados não me deixam mentir: segundo o Mapa da Inadimplência de outubro de 2021, levantamento feito pela Serasa, o Brasil possui mais de 63 milhões de inadimplentes – e quase 30% dessas dívidas foram feitas no cartão de crédito.

Esse dado é importante para mostrar que essa dificuldade é algo comum em nosso país. Afinal, a educação financeira ainda não é um assunto acessível a todos. Mas nós, educadores financeiros, lutamos diariamente para mudar essa realidade.

O que é e para que serve uma planilha de gastos?

A planilha financeira pode ser uma grande aliada na organização das suas finanças, que é uma grande dificuldade para a maioria das pessoas que não sabem como planejar meus gastos.

Os dados não me deixam mentir: segundo o Mapa da Inadimplência de outubro de 2021, levantamento feito pela Serasa, o Brasil possui mais de 63 milhões de inadimplentes – e quase 30% dessas dívidas foram feitas no cartão de crédito.

Esse dado é importante para mostrar que planejamento gastos é uma dificuldade em comum no nosso país. Afinal, a educação financeira ainda não é um assunto acessível a todos. Mas nós, educadores financeiros, lutamos diariamente para mudar essa realidade.

O que é e para que serve uma planilha financeira?

1 - Liste todos os meses do ano

O primeiro passo para mudar o seu relacionamento com o dinheiro é a organização financeira. E estou aqui para te ajudar com isso! Vou te ensinar de uma maneira prática (e que realmente funciona) como fazer uma planilha de gastos pessoais, para que entenda como planejar gastos.

A planilha financeira é uma das ferramentas para acompanhar e comparar as duas despesas, ganhos e investimentos mensais. É com ela que você consegue ter mais clareza para se organizar financeiramente.

Eu gosto de deixar bem claro que a planilha financeira é apenas uma das ferramentas para isso, para entender como planejar os gastos mensais. E o motivo é simples: a planilha não é para todo mundo. Já passou pela situação de tentar anotar os gastos na planilha, se perder no meio do caminho e não resolver o seu problema? Eu já!

Isso pode acontecer por causa da dificuldade com as ferramentas de planilha financeira ou simplesmente por não se adaptar. Ou não ter um computador em casa. Ou baixar uma opção complicada demais… As possibilidades são diversas.

Mas, calma: o mais importante não é a ferramenta, e sim o método de organização. O que vou ensinar neste artigo pode ser adaptado tranquilamente para um aplicativo do celular, planner, caderno, planilha ou até mesmo outro software que não citei aqui.

Como criar a sua própria planilha e planejar os gastos domésticos?

1. Liste todos os meses do ano

Para a organização financeira funcionar de verdade, é importante que você tenha uma visão do ano inteiro. Sabe aquele gasto que vem disfarçado de “imprevisto financeiro”, mas na verdade é uma conta que você esqueceu? Tipo o IPVA, matrícula escolar, IPTU, manutenções, materiais, presentes de aniversário…

Esse esquecimento acontece pela falta de organização. A partir de agora, com você isso não acontece mais. Com a visão anual, você conseguirá organizar direitinho todos os seus gastos, seja qual for a data de pagamento.

Você pode listar os meses logo no topo da planilha, um em cada coluna. Ou ainda pode dedicar uma aba para cada mês do ano.

2. Adicione a sua renda mensal

Para cada mês, adicione todas as suas fontes de renda: salário líquido (aquele valor que realmente cai na conta), comissões, vale transporte, renda extra, décimo terceiro, bônus, prestação de serviços… Dessa forma, você consegue planejar e organizar os seus recebimentos.

Em um exemplo prático:

Vamos supor que você iniciou a planilha no mês de novembro. Para os meses passados, adicione exatamente o quanto recebeu. Para os próximos, adicione a sua expectativa de ganhos. Isso ajuda a ter uma previsão do mês.

3. Separe uma área para investimentos

Mesmo que você ainda não invista, é importante criar uma área dedicada a isso desde já. Assim, fica mais fácil registrar os aportes quando começar.

Nessa área, liste os seus objetivos. Vamos supor que você invista R$ 300 para a reserva de emergência e R$ 150 para a sua aposentadoria.

Então, seguindo nosso exemplo, teremos apenas dois itens: o de reserva de emergência e o de aposentadoria.

Isso funciona também para os meses ainda não chegaram! Mais um exemplo: se o plano for dedicar R$ 500 para a aposentadoria em junho, que é o mesmo mês em que a sua empresa paga bônus aos funcionários, já pode deixar registrado dentro do mês como uma meta.

Leia também | Reserva de emergência: como fazer a sua e se preparar para imprevistos?

4. Liste as suas contas essenciais

Nessa categoria, você incluirá todas as contas essenciais para sua sobrevivência: aluguel, conta de água, conta de luz, gás, internet, plano de saúde, seguros, faculdade, mercado, telefone, parcela do carro, gasolina etc.

São aqueles itens que não podem ser eliminados do seu orçamento, sabe? É claro que é possível negociar ou economizar em períodos específicos. Mas jamais eliminados completamente.

Essa categoria é adaptável para cada pessoal. Listei “escola” como um exemplo, mas pode não ser o seu caso. Adapte todas as orientações aqui para a sua realidade, combinado?

5. Liste suas contas não essenciais

Ao contrário do item anterior, nessa categoria você deve listar os gastos que não são essenciais para a sua sobrevivência: cinema, bares, academia, restaurantes, cursos extras, compras por desejos etc.

São itens que, se necessário, podem ser eliminados completamente do orçamento. Porém, não recomendo deixar essa categoria completamente zerada apenas para “economizar”, ok? Lembre-se que a vida é muito mais do que apenas pagar boletos. É importante aproveitar o presente também.

Essa economia só faz sentido em situações específicas, como quitar uma dívida em um curto período. Nesta categoria, é importante seguir o seguinte raciocínio:

Para os meses passados, anote exatamente o quanto foi gasto em cada item.

Para os próximos, estipule um teto de gastos e acompanhe ao longo do mês. Em termos práticos, se o teto de gasto para restaurantes é R$ 300, acompanhe a evolução pelo menos uma vez na semana.

É aqui que a transformação realmente acontece. Anota essa dica de ouro: anotar gastos não vai mudar a sua vida financeira. O que vai realmente fazer isso acontecer é o acompanhamento dos gastos.

Se você percebeu que extrapolou o teto apenas no final do mês, não há muito a ser feito, né? Agora se isso for mapeado antes do mês finalizar, dá tempo de economizar para ficar dentro do máximo estipulado.

Separe uma hora na sua agenda para acompanhar esse planejamento. Pode ser aos finais de semana, já que é um período mais tranquilo. Faça desse momento algo leve e divertido: cuidar das suas finanças não precisa ser chato!

Se você divide a vida financeira com alguém (marido, esposa, parentes ou namorado), faça o convite para que essa pessoa participe desse momento com você. Mostre que isso é importante para a família também.

Espero que este artigo tenha te ajudado a finalmente criar a sua própria planilha de gastos pessoais. No blog da Serasa, você pode encontrar muitos outros conteúdos de educação financeira. Acesse e aproveite!

PLANEJAMENTO FINANCEIRO 2022 - AUTOCONHECIMENTO com Veridiana Lopes | Serasa Ensina