Dividendos sintéticos: entenda a estratégia para gerar renda
Dividendos sintéticos: entenda a estratégia para gerar rendaData de publicação 1 de outubro de 202614 minutos de leitura
Publicado em: 6 de outubro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
O Brasil está ficando mais velho, e essa mudança já aparece nos números da economia. Segundo a PNAD Contínua, do IBGE, a população com 60 anos ou mais, faixa considerada idosa pela legislação brasileira, chegou a 34,1 milhões de pessoas em 2024, o equivalente a 16,1% dos brasileiros. O nome popular dado aos hábitos de consumo, aos produtos e aos serviços ligados a esse público é economia prateada.
Com mais pessoas vivendo por mais tempo, os hábitos de consumo mudam, surgem novos negócios e a organização do dinheiro ganha novas demandas. Entender esse cenário ajuda quem já passou dos 60 anos, ou está chegando perto disso, a planejar as finanças e a se proteger de riscos digitais.
Economia prateada abrange consumo, produtos e serviços em áreas como saúde, bem-estar, turismo, tecnologia e serviços financeiros. O termo faz referência aos cabelos grisalhos.
Segundo estudo da consultoria Data8, divulgado pela Agência Brasil em abril de 2026, o público com 60 anos ou mais movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano no país. O tamanho desse mercado acompanha o crescimento do próprio grupo. De acordo com o IBGE, essa parte da população passou de 22 milhões em 2012 para 34,1 milhões em 2024, um aumento de 53,3%.
A presença no mercado de trabalho também aumentou. O nível de ocupação das pessoas com 60 anos ou mais subiu de 22,0% em 2012 para 24,4% em 2024, segundo o IBGE. Isso significa que cerca de uma em cada quatro pessoas dessa faixa etária estava trabalhando.
Esse avanço também está ligado ao aumento da expectativa de vida, que passou de 62,6 anos em 1980 para 76,4 anos em 2023. Com mais anos de vida, cresce a demanda por produtos, serviços e informação financeira pensados para esse público.
O consumidor com 60 anos ou mais não corresponde ao estereótipo de alguém afastado do consumo e da vida profissional. Segundo o Sebrae, esse público dá preferência a negócios com boa iluminação, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado.
A participação também aparece do lado de quem empreende. Levantamento do Sebrae Nacional aponta 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos no país, número 58,6% maior que o registrado dez anos antes.
Os motivos para continuar trabalhando combinam escolha e necessidade. Segundo uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, realizada em 2026 com aposentados, 60% continuam trabalhando. Entre eles, 63% apontam a necessidade de complementar a renda como principal motivo, e 57% dizem querer manter uma vida mais dinâmica. O mesmo levantamento mostra que 46% afirmam que o valor da aposentadoria não é suficiente para manter o padrão de vida anterior.
As regras de acesso ao benefício também pesam. Desde a Reforma da Previdência de 2019, a aposentadoria pelo INSS passou a exigir idade mínima, de 62 anos para mulheres e 65 para homens, com regras de transição para quem já contribuía. Isso adia a saída do mercado de trabalho para parte dos trabalhadores.
Fonte dos dados citados: pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, de 2026, com 952 aposentados e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
A mesma pesquisa aponta que 44% dos aposentados têm receio de precisar de ajuda financeira de outras pessoas para se manter, enquanto 65% afirmam ter feito algum tipo de planejamento financeiro para a aposentadoria. Para quem está perto de se aposentar ou já passou dos 60 anos, alguns pontos ajudam a organizar esse planejamento:
Mais do que o número de fontes de renda, o que pesa na estabilidade financeira é o valor total que entra por mês e a regularidade de cada fonte. Uma aposentadoria que cubra as despesas pode trazer mais segurança do que várias rendas pequenas e irregulares.
Quando o benefício previdenciário não é suficiente, uma renda de trabalho autônomo ou complementar ajuda a fechar o orçamento. Já as reservas financeiras não são fonte de renda, e sim patrimônio acumulado, que serve de apoio para imprevistos ou pode gerar rendimentos quando aplicado.
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Além da organização financeira, outro ponto de atenção depois dos 60 anos é a exposição a fraudes. Criminosos costumam mirar pessoas idosas por associá-las a menor familiaridade com transações digitais complexas, o que facilita a aplicação de golpes por telefone, WhatsApp ou mensagens que imitam contato oficial de bancos e órgãos públicos.
Um levantamento da plataforma Escavador aponta uma média de cinco novos processos por estelionato contra pessoas idosas abertos por dia no Brasil, entre 2023 e o primeiro semestre de 2026. O dado reforça a importância de adotar hábitos de proteção de dados pessoais em qualquer idade, e não só depois de um golpe.
Golpistas exploram a confiança e a falta de familiaridade com fluxos digitais recentes, como aplicativos bancários e verificação em duas etapas. Táticas comuns incluem ligações que simulam atendimento de banco, pedidos urgentes de dados por mensagem e ofertas de crédito fáceis demais para serem verdadeiras.
Reconhecer esses padrões, sem culpar quem foi vítima, é o caminho mais direto para reduzir esse risco. Desconfiar de contato não solicitado e confirmar qualquer pedido de dados pelos canais oficiais da instituição envolvida já reduz as chances de cair em um golpe.
Leia também | como proteger o CPF
Monitorar o CPF de forma contínua ajuda a identificar movimentações suspeitas mais cedo, o que aumenta a segurança e dá mais tempo para agir diante de uma tentativa de fraude. Esse acompanhamento inclui alertas sobre consultas ao CPF, notificações de negativação e verificação se os dados vazaram na dark web.
O Serasa Premium faz esse tipo de monitoramento, com alertas em tempo real sobre movimentações no CPF e relatório enviado por e-mail a cada 15 dias. Para quem tem empresa, o plano Empreendedor estende o acompanhamento ao CNPJ vinculado ao CPF. O serviço não substitui o comunicado oficial e gratuito que a Serasa já envia a qualquer consumidor antes de uma negativação. Ele funciona como uma camada adicional de acompanhamento.
Com mais pessoas trabalhando, consumindo e empreendendo depois dos 60 anos, organizar a renda, planejar os gastos e proteger os dados pessoais ganham peso na rotina financeira de quem chega a essa idade. O Serasa Ensina reúne conteúdos sobre organização financeira, planejamento e segurança digital para apoiar essas decisões.
O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.
Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
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