Definir metas, fazer reservas mensais e muito mais: confira dicas simples e práticas e aprenda como guardar dinheiro.

Quem não consegue guardar dinheiro costuma ter uma vida financeira conturbada. Em situações de emergência, por exemplo, a falta de um recurso extra pode gerar endividamento e atrapalhar ainda mais o orçamento.
Aliás, essa tem sido a realidade de boa parte das famílias brasileiras. Em 2021, o país chegou a uma marca alta de 63 milhões de consumidores negativados, segundo um levantamento feito pela Serasa Experian e divulgado no Mapa da Inadimplência.
Para quem deseja mudar sua relação com as finanças de uma vez por todas e começar a juntar dinheiro, preparamos este artigo com várias dicas que podem ajudar.

1. Defina um propósito para guardar dinheiro
Saber o destino do dinheiro que você irá guardar é um ponto bem importante para quem deseja aprender a poupar. Isso porque, quando definimos um objetivo, temos melhor clareza em relação aos esforços necessários para alcançá-lo e isso serve como uma espécie de “motivação” para ganharmos disciplina nesse novo hábito.
Quem deseja trocar de carro, por exemplo, tem em mente qual é o valor do investimento necessário para isso. Assim, é preciso pensar quanto da sua renda deve ser reservada para chegar ao valor necessário para realizar esse desejo.
Quem simplesmente começa a gastar o próprio salário sem nenhum tipo de planejamento sempre terá a sensação de não saber para onde está indo o dinheiro. Muitas pessoas só percebem os erros em seu orçamento e começam a se organizar quando as despesas superam as receitas. Mas, se este ainda não é seu caso, também precisa se organizar para começar a juntar dinheiro e não chegar a essa situação.

2. Mantenha uma reserva para emergências
Compor uma reserva de emergência é um dos grandes segredos para quem deseja guardar dinheiro de forma efetiva. Com esse recurso extra, você estará pronto para fazer frente a despesas inesperadas, como um tratamento de saúde, um reparo em seu automóvel ou uma reforma em sua casa.
Não podemos nos esquecer que, nessas situações, a maioria das pessoas contrai empréstimos, se endivida no cartão de crédito ou desmobiliza algum investimento destinado para cumprir outro objetivo. Nenhuma dessas situações são desejáveis ou tranquilas de resolver.
O endividamento, obviamente, pode ter consequências sérias para sua saúde financeira. Ao mesmo tempo, retirar dinheiro de um investimento também deve ser evitado, afinal, estamos falando de um recurso com uma destinação já definida em seu planejamento e que está rendendo juros em uma aplicação financeira. Isto é, movimentar esse recurso significa perder rentabilidade e ficar mais distante de seus objetivos de longo prazo.

3. Não deixe seu dinheiro guardado tão acessível
Conforme vínhamos falando, o dinheiro guardado deve ter um destino certo e não deve ser usado para arcar com despesas emergenciais. Pensando nisso, o mais indicado é nunca deixar seus recursos poupados muito acessíveis, afinal de contas, com dinheiro sempre à mão, o impulso de gastar é grande.
E pensando em potencializar os seus ganhos, é importante avaliar opções de investimentos rentáveis. Para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, você pode contratar um plano de previdência privada. Para objetivos de médio prazo, como dar entrada em uma casa própria, vale conferir algumas opções de títulos de Renda Fixa, como o Tesouro Direto.
Já para quem tem um perfil mais arrojado e está confortável em se submeter a riscos, é interessante avaliar outras opções de Renda Variável para diversificar a carteira, como fundos de investimentos e ações.
Em meio a essa discussão, é necessário ter clareza de que neste momento, em função das sucessivas quedas na taxa básica de juros, a poupança está rendendo menos que a inflação. Isso significa que guardar dinheiro na boa e velha caderneta não vale tanto a pena agora.
Nossa dica, portanto, é para que você comece a se informar sobre o universo dos investimentos para chegar ao melhor destino para os seus recursos.
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4. Reponha sua reserva sempre que retirar valores
Na hipótese de você não encontrar outra alternativa e precisar acessar seu dinheiro guardado ou investido, é importante ter a disciplina de repor o montante retirado. Pensando nisso, comece a trabalhar com uma planilha na qual seja possível registrar toda e qualquer movimentação.
Em uma tabela simples, você pode manter um controle mensal de valores creditados ou debitados para, ao final, identificar qual o montante de recursos em conta. Esse nível de organização irá ajudar você a repor todas as eventuais retiradas.

5. Quando gastar, saiba aproveitar
Vamos combinar: nem só de guardar dinheiro é feita a vida, não é mesmo? Na gestão dos seus recursos, cada um deve saber em quais momentos é oportuno investir em atividades de lazer. Nesse momento, seja qual for a sua escolha ou preferência, é preciso saber aproveitar.
Isso porque, na medida em que identificamos que esses momentos valeram a pena de verdade, estamos mais propensos a manter o foco em nossas metas financeiras.

Por isso, ao planejar suas próximas férias ou sair para jantar no seu restaurante predileto, valorize essa experiência. Um planejamento financeiro assertivo também serve para proporcionar esses momentos. Se você guardar dinheiro para uma viagem ou uma grande festa, aproveite todos os momentos com a maior alegria. Desfrute do sabor de ter se esforçado e conquistado o que desejou.
Como você viu neste conteúdo, guardar dinheiro nem sempre é fácil, mas ter disciplina e organização pode ajudar a tornar essa tarefa menos complicada. Esperamos que as dicas apresentadas possam ajudar você a dar aquela tão sonhada virada em sua vida financeira.

Quer conferir mais conteúdos sobre finanças pessoais preparados pela Serasa? Acompanhe o blog Serasa Ensina, que sempre traz novidades sobre o tema.

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