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Benchmark: entenda como impacta seus investimentos

Ter um benchmark é a melhor forma de descobrir se um investimento é realmente bom.

Foto Veridiana
Publicado em: 21 de dezembro de 2021.

A palavra benchmark vem do inglês e significa “marcas de referência”. É um termo muito usado no mundo dos negócios, principalmente na área de marketing.

No mercado financeiro, benchmark é um índice de referência para avaliar o desempenho de um investimento. É como se fosse uma “meta mínima” de rentabilidade para a sua aplicação realmente valer a pena.

Por que devo usar um benchmark?

Imagine a seguinte situação:

Você abre a sua conta na corretora de valores e começa a buscar a melhor opção de investimento. Vê algumas siglas, que ainda não entende, e algumas opções com um bom percentual. Aí encontra um investimento que rende 10% ao ano… Te parece uma boa opção. Mas como você tem certeza se essa rentabilidade é realmente boa?

É para isso que usamos o benchmark. Ele é o nosso índice de referência quando falamos de investimentos.

Quais são os principais benchmarks no mercado financeiro?

No mundo dos investimentos, há diversas classes de ativos. Ou seja, há diversas modalidades. Podendo ir desde o mais conservador, como a renda fixa, até o mais arriscado, como as ações, imóveis e moedas.

Para avaliar de uma forma justa a rentabilidade do investimento, precisamos escolher o benchmark certo. Há três principais:

SELIC e CDI

O CDI, ou taxa DI, é a principal benchmark para os investidores pessoa física. É muito comum você encontrar investimentos que rendam uma porcentagem do CDI.

Isso acontece porque há a taxa DI é sempre muito próxima a SELIC, a taxa básica da economia. É a SELIC que influencia os juros praticados no Brasil, tanto para o crédito como para investimentos.

Para ativos de renda fixa, o mínimo aceitável é ter uma rentabilidade igual ou maior aos juros básicos praticados na economia. Esse benchmark é muito usado em CDBs, LCIs, LCAs e Debêntures.

Você pode entender mais sobre o CDI clicando aqui. E sobre SELIC, clicando aqui.

Ibovespa

Segundo a definição da B3, a nossa bolsa de valores, o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. Foi criado em 1968 e, ao longo desses 50 anos, consolidou-se como referência para investidores ao redor do mundo.

Esse índice também é conhecido como IBOV e acompanha o desempenho da bolsa brasileira, levando em consideração ações listadas na B3 com maior volume de negociação.

Quando falamos sobre renda variável, modalidade de investimentos com mais risco, o Ibovespa é o principal benchmark. Ao investir em um ETF ou fundo de ações, é importante que você compare a rentabilidade ao Índice da Bolsa de Valores de São Paulo para avaliar os resultados.

Se a rentabilidade desses ativos for inferior ao benchmark, a performance não é satisfatória.

É muito comum ver essa referência no documento da Lâmina dos fundos de investimentos.

Inflação

Acredito que esse é o conceito mais simples de entender, mesmo que você seja leigo no mercado financeiro. Nos ensinam muito sobre a inflação na escola e com certeza você já ouviu algum parente reclamando dela.

A inflação é o seu poder de compra ao longo do tempo. Sabe quando você reclama que o preço dos itens no mercado estão cada vez mais caros? É exatamente isso. Você percebe que R$100, por exemplo, não conseguem comprar as mesmas coisas ao longo do tempo.

Quando buscamos um investimento de longo prazo, o benchmark deve ser o IPCA (índice oficial da inflação no Brasil, medido pelo IBGE). Afinal, se estamos investindo pensando em uma aposentadoria para daqui 30 anos o mínimo aceitável é manter o poder de compra, concorda? Caso contrário, o seu salário no futuro não atenderá suas necessidades.

Concluindo: se você investe pensando no longo prazo (um prazo acima de 5 anos) e a rentabilidade dos seus investimentos não superam o IPCA, o resultado não está sendo satisfatório.

Esse benchmark é muito usado em CDBs, LCIs, LCAs, previdência privada, fundos de investimentos e Debêntures.

Nós falamos sobre inflação neste artigo aqui.

Como isso funciona nos investimentos?

No mercado financeiro, há dois tipos de rentabilidade: a relativa e a absoluta. Elas podem ser chamadas também, respectivamente, de aplicações pós-fixadas e pré-fixadas.

A rentabilidade absoluta é aquela com juros fixos. Se a sua aplicação vai te pagar 10% ao ano, é isso que você vai receber ao final do prazo independente dos outros índices da economia. Exemplo: Tesouro Pré-Fixado.

Já a rentabilidade relativa é um pouco mais complexa. Como nome diz, ela é sempre “relativa” a um benchmark. Em um português mais simples, as aplicações pós-fixadas são sempre baseadas em um índice da economia. Elas são mais comuns em ativos de renda fixa, como o Tesouro Selic ou Tesouro IPCA.

Se um CDB paga 120% do CDI, por exemplo, significa que o ativo sempre supera da Taxa DI. Por mais que ainda seja algo abstrato, consegue perceber que independente do valor absoluto, ele cumpre o benchmark?

É por isso que a poupança é uma péssima opção de investimento. Por regra, ela sempre renda abaixo da taxa DI – e fica fora do mínimo aceitável.

É importante fazermos essa comparação com o ativo certo! Por exemplo, não faz sentido usarmos o CDI para avaliar a rentabilidade de um fundo de ações. O correto seria analisar usando o IBOVESPA como benchmark.

Transformando a rentabilidade relativa para absoluta

Você pode estar pensando: “Ok, entendi o que é benchmark, mas ainda quero entender quanto os meus investimentos estão rendendo de verdade. Como faço?”

Para transformar a rentabilidade em absoluta, basta fazer um cálculo simples de porcentagem:

Vamos considerar um investimento que rende 120% do CDI e que a taxa DI atual é 9% ao ano.

O cálculo é: 9 * 120% = 10,80% ao ano

Para avaliar um investimento compara com o IBOVESPA, a forma mais simples é acompanhar a rentabilidade da ETF BOVA11.

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