Empreendedorismo social: o que é e como aplicar para gerar imp...
Empreendedorismo social: o que é e como aplicar para gerar impactoData de publicação 3 de junho de 202618 minutos de leitura
Publicado em: 5 de junho de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
O momento de abandonar a caderneta de poupança e buscar alternativas mais rentáveis no mercado financeiro costuma trazer uma dúvida clássica para os novos investidores: escolher um CDB ou Tesouro Selic? Ambas as opções são aclamadas como a porta de entrada para o mundo dos investimentos, conhecidas pela alta segurança, liquidez diária e rentabilidade superior à da velha poupança.
No entanto, embora pareçam muito semelhantes na superfície, esses dois produtos têm características, custos e garantias diferentes. Compreender essas nuances é fundamental não apenas para obter alguns décimos a mais de rentabilidade, mas para alinhar a escolha do investimento ao objetivo financeiro, como construção da reserva de emergência ou proteção do dinheiro no curto prazo.
O Tesouro Selic é um título público de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional, disponibilizado por meio da plataforma do Tesouro Direto.
Na prática, ao aplicar dinheiro no Tesouro Selic, o investidor está emprestando recursos para o Governo Federal financiar suas atividades (como infraestrutura, saúde e educação). Em troca, o governo compromete-se a devolver o valor investido acrescido de juros.
As características centrais do Tesouro Selic são:
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras privadas, como bancos e corretoras.
A lógica é semelhante à do Tesouro, mas, em vez de ser emprestado ao governo, o dinheiro é emprestado ao banco, que o utilizará para conceder crédito a outros clientes. Como remuneração, o banco paga juros ao investidor.
Para a comparação com o Tesouro Selic, o foco recai sobre o CDB pós-fixado com liquidez diária. Suas características são:
Para responder à pergunta sobre qual investimento rende mais, é preciso colocar a matemática em ação e entender a relação entre a Taxa Selic e o CDI, além de considerar os custos ocultos.
1. Selic vs. CDI
Historicamente, a taxa CDI é sempre cerca de 0,10% ao ano menor que a Taxa Selic.
2. A Taxa de Custódia da B3 (o fiel da balança)
Neste quesito, há um empate técnico. Tanto o CDB pós-fixado quanto o Tesouro Selic sofrem exatamente a mesma incidência de impostos, que são cobrados apenas sobre os rendimentos (o lucro), e nunca sobre o valor principal investido.
O Imposto de Renda é retido na fonte. Ao solicitar o resgate, o valor creditado na conta já é livre de impostos, sem necessidade de gerar boletos para pagamento.
A segurança é o principal motivo que leva os investidores a procurar o CDB e o Tesouro Selic. Ambos são extremamente seguros, mas têm fiadores diferentes.
O Tesouro Selic está ancorado no Risco Soberano. O risco de inadimplência é considerado o menor do mercado, pois o fiador é o próprio país, que tem a capacidade de emitir moeda para honrar seus compromissos em último caso.
O CDB tem risco de crédito (a chance de o banco emissor falir). Contudo, a presença do FGC anula esse risco para investimentos de até R$ 250.000 por instituição. Caso o banco quebre, o Fundo devolve o dinheiro corrigido com os juros até a data da intervenção. O único transtorno pode ser o tempo de espera (algumas semanas) para receber o reembolso.
A escolha entre CDB ou Tesouro Selic depende do objetivo e do montante a ser investido.
O conhecimento sobre as taxas, os impostos e o funcionamento dessas modalidades é o alicerce para escolhas financeiras inteligentes. Multiplicar o patrimônio exige mais do que guardar dinheiro; exige saber onde colocá-lo para trabalhar de forma eficiente.
A educação financeira é a ferramenta que proporciona essa autonomia. Com o propósito de democratizar esse conhecimento, a plataforma Serasa Ensina oferece conteúdos completos e gratuitos sobre investimentos, planejamento orçamentário e crédito. Continuar a jornada de aprendizado é a melhor estratégia para proteger e fazer crescer o patrimônio.
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