Inteligência artificial e finanças: como aplicar no dia a dia
Inteligência artificial e finanças: como aplicar no dia a diaData de publicação 15 de setembro de 202610 minutos de leitura
Publicado em: 15 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
O ouro é um dos ativos mais procurados quando a bolsa de valores balança e o dólar dispara. Os investimentos em ouro voltaram ao radar de quem busca proteger o patrimônio. Antes de aplicar qualquer valor, porém, é preciso entender as opções disponíveis, os custos de cada uma e como funciona a tributação.
Investir em ouro significa aplicar dinheiro em um ativo físico ou financeiro atrelado ao preço do metal, negociado internacionalmente em dólar. Diferentemente de ações ou fundos imobiliários, o ouro não paga dividendos nem juros, o ganho vem exclusivamente da valorização do preço ao longo do tempo.
O metal é considerado reserva de valor porque é escasso, não se deteriora e tende a manter o poder de compra em horizontes longos. Historicamente, seu preço também costuma ter pouca relação com o desempenho de ações e títulos de renda fixa. Isso ajuda a diversificar uma carteira sem depender do mesmo ciclo econômico.
Hoje, quem quer investir ao ouro tem quatro caminhos principais. O primeiro é comprar o metal físico em barras ou moedas com uma distribuidora autorizada. O segundo é negociar o contrato futuro de ouro na B3. O terceiro é comprar cotas de um ETF (fundo de índice negociado em bolsa) de ouro, como o GOLD11. O quarto é aplicar em um fundo de investimento em ouro pela corretora ou banco.
Cada modalidade tem um perfil diferente de custo, liquidez e forma de tributação. Isso muda bastante o resultado final para o investidor.
| Modalidade | Entrada | Liquidez | Custódia | Tributação |
|---|---|---|---|---|
| Ouro físico (barras e moedas) | Valor por grama, conforme a distribuidora | Depende de encontrar um comprador | Responsabilidade do investidor | Ganho de capital sobre bens |
| Contrato futuro de ouro (B3) | Valor de um contrato, cotado em dólar | Alta, negociação diária pela corretora | Feita pela B3 | 15% sobre o lucro (20% em day trade) |
| ETF de ouro, como o GOLD11 | Preço de uma cota na bolsa | Alta, compra e venda como uma ação | Feita pela B3 | 15% sobre o lucro (20% em day trade) |
| Fundo de investimento em ouro | Aporte mínimo definido pelo fundo | Depende das regras de resgate | Responsabilidade do gestor | Tabela regressiva de renda fixa |
Antes de comparar as opções, saiba o que é rentabilidade e como ela é calculada em cada tipo de aplicação.
A B3 encerrou a negociação dos antigos contratos de ouro à vista em 2024. Hoje, ela acontece por dois caminhos. Um deles é o contrato futuro de ouro, cotado em dólar e com liquidação apenas financeira, sem entrega física do metal. O outro é o ETF de ouro, negociado como uma ação comum.
Para operar qualquer um dos dois, o caminho é:
Abra conta em uma corretora de valores habilitada, caso ainda não tenha uma.
Habilite a operação em renda variável dentro da plataforma da corretora.
Busque o ativo desejado pelo código de negociação, seja o contrato futuro de ouro ou um ETF como o GOLD11.
Envie a ordem de compra pelo home broker da corretora, informando a quantidade e o preço.
Depois da confirmação, a posição passa a aparecer na carteira da corretora, junto dos demais ativos.
Para quem tem pouco dinheiro, os ETFs de ouro costumam ser a porta de entrada mais acessível. Basta o valor de uma cota, negociada na bolsa como uma ação, sem exigir a compra de um lote inteiro.
Fundos de investimento em ouro também aceitam aportes menores, embora o valor mínimo varie de um fundo para outro. Já o ouro físico costuma exigir um desembolso maior de uma vez, além dos custos de armazenamento e segurança.
A tributação do ouro muda conforme a forma escolhida para investir. Contratos futuros e ETFs de ouro negociados na B3 seguem a regra da renda variável. A alíquota é de 15% sobre o lucro em operações comuns e de 20% em operações de day trade, apurados pelo próprio investidor.
Fundos de investimento em ouro seguem a tabela regressiva da renda fixa, com alíquotas que caem conforme o tempo de aplicação. Já o ouro físico é tratado como bem. O lucro na venda entra na regra de ganho de capital, com alíquota que varia conforme o valor apurado.
Como as regras têm particularidades para cada caso, considere o apoio de um contador ou especialista tributário antes de declarar operações com ouro.
Depende do risco que se quer proteger. O ouro funciona como reserva de valor diante de instabilidade econômica de forma mais ampla. Já um fundo cambial protege especificamente contra a variação da cotação do dólar, pois acompanha de perto a moeda americana.
Quem quer diversificar sem depender só do câmbio tende a considerar o ouro. Quem busca proteção direta contra a alta do dólar tende a olhar primeiro para os fundos cambiais. Os dois podem até mesmo compor a mesma carteira, com pesos diferentes conforme o objetivo.
Historicamente, o preço do ouro tende a subir quando cresce a incerteza econômica ou geopolítica. É nesse tipo de período que outros ativos costumam ficar mais voláteis. Isso acontece porque investidores buscam ativos com baixa correlação com ações e moedas. O ouro reúne aceitação internacional, liquidez e histórico de preservação de valor.
Isso não significa que o preço do ouro só sobe. Como qualquer ativo negociado em bolsa, ele também pode cair, inclusive em períodos longos de estabilidade.
Entender as formas de investir em ouro é só uma parte do planejamento financeiro. O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos sobre investimentos, organização das finanças e proteção do patrimônio, pensados para apoiar decisões mais seguras com o próprio dinheiro.
O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.
Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
Data de publicação 15 de setembro de 202610 minutos de leitura
Data de publicação 15 de setembro de 202611 minutos de leitura
Data de publicação 15 de setembro de 202613 minutos de leitura