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Tesouro Direto: o que é e como funciona

O Tesouro Direto é uma modalidade de investimento em títulos públicos, com diferentes tipos, prazos e formas de remuneração.

Atualizado em: 13 de janeiro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

Mulher de negócios madura inserindo dinheiro em cofrinho

Criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, o Tesouro Direto permite a aplicação de recursos em títulos da dívida pública federal. Ao investir nesses títulos, o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe, em troca, uma remuneração definida conforme as características de cada papel. 

Essa modalidade costuma ser associada a estratégias de investimento mais conservadoras, mas apresenta variações de rentabilidade, prazos e riscos que precisam ser compreendidos antes de qualquer decisão. 

Assista | Como investir no tesouro direto - Serasa Ensina


Como funciona o Tesouro Direto

O investimento no Tesouro Direto ocorre por meio de corretoras ou bancos habilitados. Após a compra, o título fica registrado no CPF do investidor, com custódia garantida pela B3. 

Cada título possui regras próprias de vencimento, rentabilidade e liquidez. Alguns permitem a venda antes do vencimento, enquanto outros são mais indicados para aplicações mantidas até a data final, reduzindo o impacto das oscilações de preço no curto prazo. 

Além disso, o rendimento dos títulos pode variar conforme o tipo escolhido e o cenário econômico. Entender quanto rende o Tesouro Direto ajuda a contextualizar expectativas e analisar o papel desse investimento dentro do planejamento financeiro.

Tipos de títulos do Tesouro Direto

O Tesouro Direto não é um investimento único. Ele oferece diferentes modalidades de títulos públicos que se adaptam a objetivos variados. Cada título tem suas próprias características de rentabilidade, prazo e forma de remuneração. Com isso, torna-se possível escolher títulos mais adequados a diferentes perfis e momentos financeiros. 

É justamente essa diversidade que torna o Tesouro Direto tão versátil. É possível usar um título para a reserva de emergência, outro para proteger o dinheiro da inflação e até um prefixado para garantir mais previsibilidade.

Tesouro Selic (LFT)

Tem rentabilidade atrelada à taxa Selic e costuma apresentar menor volatilidade. É frequentemente utilizado em estratégias que priorizam liquidez e previsibilidade. 

Leia também | Como investir no Tesouro Selic?  

Tesouro IPCA+ (NTN-B)

Combina uma taxa fixa com a variação da inflação medida pelo IPCA. Esse tipo de título é usado em estratégias de proteção do poder de compra ao longo do tempo.

Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F)

Possui taxa de rentabilidade definida no momento da compra. O rendimento final é conhecido antecipadamente, desde que o título seja mantido até o vencimento. 

Leia também | Tesouro Selic ou Tesouro Prefixado?

Vantagens do Tesouro Direto

Algumas características fazem com que o Tesouro Direto esteja presente em diferentes estratégias de investimento. 

  • Segurança, por se tratar de títulos públicos emitidos pelo governo federal. 
  • Acessibilidade, com valores iniciais geralmente mais baixos em comparação a outras modalidades de investimento. 
  • Diversidade de opções, com títulos de curto, médio e longo prazo. 
  • Liquidez, com possibilidade de venda antecipada em dias úteis, conforme regras do programa. 

Riscos e pontos de atenção

Apesar de ser considerado um investimento de menor risco em relação a outras modalidades, o Tesouro Direto não está livre de oscilações. 

  • Variação de preços, especialmente quando o título é vendido antes do vencimento. 
  • Marcação a mercado, que pode impactar o valor do investimento no curto prazo. 
  • Custos, como a taxa de custódia cobrada pela B3 e eventuais taxas da corretora. 


Esses fatores devem ser avaliados dentro do contexto do planejamento financeiro e do prazo pretendido para a aplicação. 

Pontos de atenção ao considerar o Tesouro Direto

Antes de incluir o Tesouro Direto em uma estratégia financeira, alguns aspectos ajudam a contextualizar a decisão. 

  • Prazo do investimento em relação aos objetivos financeiros. 
  • Regras de vencimento e possibilidade de venda antecipada. 
  • Forma de tributação e impacto do Imposto de Renda sobre os rendimentos. 
  • Compatibilidade do investimento com o orçamento e outras obrigações financeiras. 

Tributação no Tesouro Direto

A tributação no Tesouro Direto segue a tabela regressiva do Imposto de Renda para investimentos de renda fixa. As alíquotas diminuem conforme o tempo de aplicação, variando de 22,5% a 15% sobre os rendimentos. 

Além do imposto, há a taxa de custódia cobrada pela B3, calculada anualmente sobre o valor investido. Esses custos impactam o rendimento final e devem ser considerados na análise do investimento. 

Tesouro Direto e educação financeira

O Tesouro Direto costuma ser abordado em conteúdos de educação financeira por sua relação com planejamento, organização do orçamento e definição de objetivos de longo prazo. 

Os conteúdos educativos da Serasa contribuem para ampliar o entendimento sobre investimentos, crédito e finanças pessoais, apoiando decisões mais conscientes e alinhadas à realidade financeira ao longo do tempo. 

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Perguntas frequentes sobre o que é Tesouro Direto

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