Exame toxicológico vencido: saiba qual a multa e como regularizar
Exame toxicológico vencido: saiba qual a multa e como regularizarData de publicação 19 de junho de 20266 minutos de leitura
Atualizado em: 12 de junho de 2026
Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
A vida em sociedade exige a comprovação constante de que a pessoa é ela mesma. Do nascimento até a realização de grandes contratos financeiros, a identificação oficial é a chave que abre as portas para o pleno exercício da cidadania. No Brasil, durante muitas décadas, essa função foi desempenhada pela tradicional cédula de papel verde: a carteira de identidade.
Apesar de ser um documento onipresente nas carteiras dos brasileiros, nem todos entendem as informações contidas nesse papel e os mecanismos de segurança que o envolvem. Saber o que é e para que serve o RG vai muito além de apresentar um pedaço de papel na portaria de um prédio. Trata-se de entender como o Estado reconhece o cidadão e como a exposição dessas informações gera riscos imensos na era digital.
A sigla RG significa Registro Geral. Popularmente conhecido como carteira de identidade, este é o documento nacional de identificação civil do Brasil. Sua função principal é confirmar a identidade de uma pessoa natural, atestando legalmente os seus dados biométricos e biográficos.
Historicamente, o RG tem uma característica estrutural peculiar e problemática: ele não é emitido por um órgão central do Governo Federal, mas sim pelos governos estaduais. As Secretarias de Segurança Pública (SSP), por meio de seus respectivos Institutos de Identificação ou da Polícia Civil, são as responsáveis por colher as impressões digitais, registrar a fotografia, coletar a assinatura e emitir a cédula.
O documento reúne em um único papel os dados mais sensíveis de um cidadão. Uma via tradicional do RG exibe:
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A utilidade do Registro Geral permeia absolutamente todas as camadas da vida burocrática, financeira e social no país. A apresentação do documento original (ou de uma cópia autenticada) é o requisito número um para atestar que o indivíduo é civilmente responsável por seus atos.
As principais funções práticas incluem:
Uma dúvida que permeia a população diz respeito à existência de dois documentos tão importantes: o RG e o CPF. A diferença reside na finalidade primária de cada um.
O RG (Registro Geral) é um documento de identificação civil. Como explicado, ele serve para provar a existência física e biológica de uma pessoa (por meio da foto e da digital). Historicamente, uma falha grave do sistema permitia que um cidadão emitisse um RG diferente em cada um dos 27 estados da federação, o que facilitava crimes de falsidade ideológica.
O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) é um documento de identificação fiscal e tributária, administrado pela Receita Federal. O seu número é único e vitalício para cada cidadão em todo o país. A função do CPF não é atestar a aparência física de alguém (tanto que o cartão azul de plástico deixou de ser emitido), mas sim registrar as movimentações financeiras, o recolhimento de impostos, a abertura de empresas e a contratação de dívidas.
Para corrigir a falha histórica da multiplicidade de números estaduais e unificar a identificação civil no Brasil, o Governo Federal instituiu uma mudança drástica. O antigo modelo de RG verde com numeração estadual está com os dias contados.
O país iniciou a transição obrigatória para a Carteira de Identidade Nacional (CIN). A maior e mais impactante alteração dessa transição é a extinção do número de RG.
Na nova CIN, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) passa a ser o único e exclusivo número de identificação do cidadão brasileiro. Independentemente do estado onde a pessoa solicite o novo documento, o número impresso será o seu CPF.
Além da unificação numérica, a CIN traz a modernização para a era dos smartphones. O documento já é emitido com um QR Code que permite a validação rápida por autoridades e tem uma versão digital oficial, acessível por meio do aplicativo Gov.br, com a mesma validade jurídica do documento impresso. Importante ressaltar que os antigos modelos de RG de papel continuam válidos legalmente em todo o país até o mês de fevereiro de 2032.
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O perigo do vazamento de informações
Seja na antiga cédula de papel verde ou no moderno cartão da CIN, a carteira de identidade reúne o resumo biográfico de um indivíduo. A centralização dessas informações torna o documento um alvo extremamente cobiçado por estelionatários e quadrilhas especializadas em fraudes financeiras.
O roubo, a perda do documento físico ou o vazamento de cópias digitalizadas em bancos de dados de empresas vulneráveis fornecem aos criminosos o material completo para a prática da falsidade ideológica.
Munidos de um nome completo, filiação, data de nascimento e número de documento válidos, golpistas conseguem contornar sistemas de segurança básicos. Eles utilizam essas informações para abrir contas em bancos digitais de forma fraudulenta, solicitar cartões de crédito, registrar linhas telefônicas para aplicar golpes em familiares e até mesmo contrair empréstimos vultosos.
A vítima dessa fraude muitas vezes permanece completamente alheia à situação. A descoberta do crime só costuma ocorrer meses depois, quando notificações de dívidas desconhecidas chegam à residência ou, no pior dos cenários, quando o cidadão tem o crédito negado no mercado ao descobrir que o próprio nome foi inserido nos cadastros de inadimplentes devido às ações dos criminosos.
Monitoramento contínuo
Diante do risco latente da exposição de dados sensíveis, a proteção puramente física do documento na carteira não é mais suficiente. A segurança na era da informação exige o monitoramento ativo e ininterrupto de como a identidade civil e fiscal está sendo utilizada no ambiente virtual.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
Data de publicação 19 de junho de 20266 minutos de leitura
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