Como renovar passaporte: passo a passo e o que saber
Como renovar passaporte: passo a passo e o que saberData de publicação 6 de fevereiro de 202613 minutos de leitura
Atualizado em: 24 de julho de 2025
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
Em 25 de junho de 2025, o Congresso Nacional derrubou o decreto que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No entanto, em 17 de julho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter quase integralmente o decreto presidencial, restabelecendo a maior parte das mudanças nas alíquotas.
A decisão do STF representa uma vitória parcial do governo federal, que havia recorrido à Corte após a derrubada pelo Congresso. Entenda o que aconteceu, como essa decisão afeta suas finanças e quais são as regras finais do IOF que estão em vigor.
O Imposto sobre Operações Financeiras é um tributo federal cobrado automaticamente sobre diversas transações financeiras. Ele incide principalmente em operações de crédito, câmbio, seguro e investimentos, funcionando como uma "taxa" que o consumidor paga ao governo.
Em maio de 2025, o Governo Federal anunciou mudanças nas alíquotas do IOF com o objetivo de aumentar a arrecadação e cumprir as metas do arcabouço fiscal. A expectativa inicial era de arrecadar até R$20,5 bilhões adicionais em 2025.
O Governo Federal publicou o primeiro decreto aumentando as alíquotas do IOF. No mesmo dia, diante de forte reação do mercado financeiro e de parlamentares, o governo fez o primeiro recuo parcial, reduzindo algumas alíquotas.
Foi publicado um segundo decreto "recalibrando" as alíquotas para reduzir o impacto. Mesmo com os ajustes, houve resistência no Congresso.
O Congresso Nacional rejeitou a justificativa do Governo Federal para as mudanças e aprovou a derrubada completa do decreto do IOF. No Senado, a derrubada do decreto foi simbólica.
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação junto ao STF com o objetivo de reverter a derrubada do decreto que aumentava as alíquotas do IOF.
Na ação, a AGU alegava que a decisão do Congresso de barrar o aumento do IOF “violou os princípios da separação dos poderes e da legalidade tributária”.
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu temporariamente os efeitos da decisão do Congresso que anulou o decreto do IOF e convocou uma mediação entre Executivo e Legislativo para tentar resolver o impasse.
A audiência de conciliação entre representantes dos três Poderes terminou sem acordo, abrindo caminho para a decisão judicial definitiva.
O ministro Alexandre de Moraes decidiu preservar quase integralmente o decreto do governo federal que elevou as alíquotas do IOF. A única exceção foi a tributação sobre as operações conhecidas como "risco sacado", que foi considerada uma violação ao princípio da legalidade tributária.
● Agora: 3,5%
● Agora: 3,5%
● Agora: 3,5%
● Agora: 0,38% + 0,0082% ao dia
O que são: modalidade de crédito em que bancos antecipam valores para varejistas que venderam a prazo, comum especialmente entre pequenas empresas.
Por que foi excluído: o ministro Alexandre de Moraes entendeu que o governo ultrapassou sua competência ao tentar, por decreto, equiparar o risco sacado a uma operação de crédito, ferindo o princípio da legalidade tributária.
● Transferências para o exterior: a principal mudança fica por conta de quem envia dinheiro para contas próprias no exterior. A alíquota passou de 1,1% para 3,5%
Exemplo prático: numa transferência de R$ 5.000 para gastos pessoais no exterior, será cobrado R$ 175 de IOF (3,5%) em vez dos R$ 55 (1,1%) cobrados anteriormente.
As regras do decreto presidencial voltaram a valer imediatamente após a decisão do STF em 17 de julho de 2025. No entanto, instituições financeiras podem precisar de alguns dias para ajustar seus sistemas.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada em caráter liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF. No entanto, as regras já estão em vigor e devem ser mantidas, considerando que Moraes é o relator das ações sobre o tema.
Entender as mudanças nas regras do IOF é só o primeiro passo para tomar decisões financeiras mais conscientes. Para dominar a organização financeira de forma prática, continue aprendendo mais sobre finanças no canal do YouTube da Serasa!
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