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Planejamento Previdenciário: entenda a importância de fazer o seu

O planejamento previdenciário é a única forma de implementar seu projeto pessoal de aposentadoria, garantindo uma vida próspera no futuro

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 10 de janeiro de 2022.

Uma preocupação comum a todo cidadão é contar com uma aposentadoria tranquila. Todos sonham um dia poder descansar de uma vida inteira dedicada ao trabalho. É possível? Sim, e é aí que o planejamento previdenciário ganha maior importância: colocar os gastos em ordem para poder reservar uma parte do dinheiro já de olho na aposentadoria.

Sabemos que nem sempre é fácil separar parte de um dinheiro que já está todo comprometido com o orçamento, mas se algo não for feito a respeito, você estará delegando o seu futuro para que o governo decida o padrão de vida que você terá quando chegar à terceira idade.

Confira abaixo cinco dicas que podem te ajudar a se preparar para essa fase.

Planejamento previdenciário: o que é?

Talvez as pessoas subestimem o valor de um planejamento previdenciário. A aposentadoria é um momento da vida que chega para todos e exige preparação.

Um bom planejamento consiste na análise da idade do trabalhador, de todas as atividades desenvolvidas ao longo da carreira, do tempo das contribuições já feitas à previdência, seja a pública ou a privada, dos investimentos que ele possui, e na elaboração de cálculos e projeções acerca de todo o seu patrimônio.

Tudo isso fornece informações para que esse trabalhador possa agir de forma preventiva e possibilita traçar estratégias para se organizar dali pra frente, esclarecendo quais ações devem ser tomadas a fim de garantir um benefício previdenciário que seja capaz de suprir todas as suas necessidades financeiras e as de sua família.

Ou seja, o planejamento permite que o trabalhador se prepare para o futuro, visto tratar-se de uma projeção para daqui a 10, 20 ou 30 anos.

Por que fazer um planejamento?

Se você ainda é jovem, talvez pense que o futuro esteja ainda muito distante e que valerá a pena se preocupar com esse tema quando tiver mais idade.

Se você tem mais experiência, pode achar que sua aposentadoria está garantida, pois a vida inteira você contribuiu para o benefício do INSS (Instituto Nacional de Segurança Social).

Sinto informar, mas os dois pensamentos não estão corretos.

O INSS, neste modelo que conhecemos hoje, foi criado no ano de 1990 e desde então a previdência já sofreu inúmeras reformas, sendo que a última completou 2 anos em 2021.

Uma coisa é certa: nenhuma dessas reformas trouxe algum benefício para o trabalhador, muito pelo contrário. Em todas elas houve exclusão de direitos e achatamento de valores.

Eu não sei se você conhece, mas a previdência social funciona em sistema de repartição: quem está trabalhando agora paga a aposentadoria de quem já está aposentado. No futuro, quando chegar a sua vez de se aposentar, outras pessoas que estiverem na ativa é que contribuirão para o pagamento da sua aposentadoria.

Então, não ache que o que você paga hoje está formando uma espécie de “poupança” para a sua própria aposentadoria. Não está.

A grande questão é que, num passado recente, as famílias tinham muitos filhos e todos esses filhos chegavam ao mercado de trabalho, contribuindo para a aposentadoria das pessoas com idades mais avançadas. Mas, e agora? As famílias estão diminuindo, a taxa de natalidade é uma das mais baixas que já tivemos. Por outro lado, a população idosa do Brasil está crescendo. Será que teremos trabalhadores suficientes na ativa para sustentar os futuros aposentados?

Por cálculos matemáticos, há quem duvide.

Então, é melhor não confiar assim tão cegamente na certeza de que a sua aposentadoria está garantida pelo governo. Outras reformas virão mais pra frente, e, por experiência, não serão benéficas para os trabalhadores.

Portanto, está mais do que na hora de ter o seu projeto pessoal de aposentadoria e não esperar nada de um terceiro. Se vier alguma coisa, será lucro. Se nada chegar às suas mãos, você terá se preparado para um futuro digno.

E existem aqueles que ainda se acham muito jovens para pensar no assunto. A questão é que, quanto mais jovem se é, melhores são as oportunidades para a construção desse futuro. E, além de melhores, são infinitamente mais baratas.

Então, o que fazer?

Já tendo em mente que você não pode depender do INSS, vamos então às cinco dicas do que fazer para conquistar a tão sonhada tranquilidade financeira na aposentadoria:

1 . Entenda seu custo de vida atual

Para começar o seu planejamento previdenciário, é importante que você saiba qual é o seu gasto (seu e da sua família) para se manter nos dias atuais e se o padrão que você tem hoje é o mesmo que você quer ter na sua aposentadoria.

Atente-se para o fato de que, quanto mais idade tivermos, mais gastos poderemos ter com saúde, alimentação especial, necessidade de um cuidador e outros pontos a considerar.

Devemos também prestar atenção com a quantidade de dinheiro que precisaremos juntar mensalmente, pois quanto maior for o padrão de vida desejado, maior terá que ser essa reserva financeira para a aposentadoria.

Tendo em conta esses fatores, identifique a renda média mensal que precisará ter.

2. Tempo disponível

Deve fazer parte da sua análise a quantidade de tempo que você tem disponível até a idade que pretende se aposentar. Quanto maior for o período para juntar dinheiro e acumular patrimônio, melhor será, porque o valor da economia a ser feita será bem menor.

3. Pense em um investimento para o montante a ser guardado

Já que você vai juntar uma certa quantia todos os meses, é bom identificar investimentos onde possa colocar esse dinheiro para render.

A previdência privada pode ser uma opção interessante. Existem 2 tipos de planos e regimes de tributação.

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é um plano indicado para quem é isento ou faz a declaração simplificado do imposto de renda. Já o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é ideal para quem faz a declaração completa do imposto de renda, já que ele permite a dedução dos aportes anuais em até 12% da sua renda tributável.

Você precisará também decidir qual o regime tributário de cada um dos planos, se regressivo ou progressivo. No regime progressivo, a alíquota do imposto de renda aumenta conforme aumenta o valor do benefício, e, no regressivo, a alíquota diminui ao longo do tempo.

Mas além da previdência privada, você pode também diversificar a sua carteira de investimentos a fim de diminuir os riscos. Existem também boas oportunidades nos títulos do Tesouro IPCA+ e outras tantas na renda variável, como ações, fundos imobiliários e fundos de investimentos. Consulte um especialista para te ajudar a montar uma boa carteira.

4. Mantenha a regularidade

A rotina é a maneira mais fácil de manter o foco na aposentadoria. Uma vez definido o valor que você vai separar mensalmente para investir para o seu futuro, seja fiel ao compromisso assumido com você mesmo e mantenha a regularidade nos seus aportes financeiros.

5. Tenha foco no longo prazo

Eu sei que os brasileiros não têm o hábito de fazer planos que envolvam um período mais longo de tempo.

Uma estratégia que pode ser utilizada é o estabelecimento de metas menores, semestrais ou anuais, para que você consiga medir o seu progresso, ter mais motivação e manter o foco no seu objetivo.

E, ao longo de todo tempo, à medida que você for tendo aumento na renda, a porcentagem destinada à aposentadoria também deve ser aumentada, a fim de acelerar a formação do seu patrimônio, permitindo assim, quem sabe, até uma aposentadoria precoce.

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