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Reajuste do aluguel: como ele ficará em 2022?

Neste artigo, você entenderá quais pontos são considerados no reajuste do aluguel e o quanto pode ser esperado para o próximo ano.

colunista Veridiana Lopes
Publicado em: 09 de dezembro de 2021.

Por causa da crise financeira causada pela Covid-19, o reajuste do aluguel foi uma surpresa para a maioria dos locatários. Consequentemente, o planejamento financeiro de muitos foi impactado por essa mudança. Entenda como se planejar para essa situação e evitar novas surpresas!

Como e quando um aluguel deve ser reajustado para novos preços?

O principal índice usado para o reajuste dos aluguéis é o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), calculado e divulgado todo mês pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

O IGP-M é um dos indicadores usados para acompanhar a inflação do país. A partir dele, é possível ter uma previsão do aumento dos aluguéis praticados no mercado imobiliário.

No mercado financeiro, apelidamos esse índice de “inflação real”, pois reflete de uma forma mais realista a variação dos preços em nosso dia a dia.

Para você ter uma ideia do aumento deste índice nos últimos anos, o IGP-M acumulado em setembro de 2020 foi de 17,94%. Já para setembro de 2021, o índice acumulado com os últimos 12 meses foi de 24,86%. O recorde histórico do índice aconteceu em maio deste ano, acumulando 35,75%.

Em número reais, um aluguel de R$ 1.000,00 com aniversário em setembro foi reajustado para R$ 1.017,94 em 2020. Em 2021, esse mesmo aluguel foi para R$ 1.270,99. Isso representa um aumento de 27,09% em apenas dois anos.

O reajuste do aluguel pode ser feito apenas no aniversário do contrato

Em um exemplo prático: se você assinou o seu contrato no mês de setembro, o reajuste, seja ele qual for, só pode ser feito em setembro do próximo ano.

É importante frisar que isso nunca deve ser feito antes do prazo de aniversário ou do fim do contrato.

Até o mês de novembro de 2021, o indicador IGP-M acumulou 17,89% nos últimos 12 meses. E segundo o Boletim Focus do Banco Central divulgado no dia 26 de novembro, a meta para o IGP-M em 2022 é de 5,31%.

Porém, a meta do Banco Central nem sempre reflete a realidade. O recomendado é que você use este número como o “mínimo” para reajustes e acompanhe o mensalmente as atualizações do índice.

Caso queira ter acesso a um valor mais apurado dos últimos anos, acesse a calculadora de reajuste do Banco Central.

Como o IGPM é calculado

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, assim como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil. Dessa forma, o resultado é a média entre:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): com peso de 60%. Monitora a variação de preços percebidos por produtores;

  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC): com peso de 30%. Acompanha o comportamento dos preços que impactam diretamente o consumidor final;

  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): com peso de 10%. Analisa a variação de preços da construção civil, incluindo materiais e custos de mão de obra.

Existe uma maneira alternativa e mais acessível de renegociar o aluguel?

Para não sofrer tanto com o reajuste do aluguel, a melhor alternativa é tentar negociar com o próprio locador ou com a sua imobiliária. O ideal é que haja um equilíbrio entre ambas as partes, para que o locador não tenha um desequilíbrio financeiro e que o locador continue ganhando também.

Com o ciclo de alta cada vez, os profissionais imobiliários vêm adotando a inflação oficial do Brasil, o IPCA – IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Isso porque o índice é menor do que o IGPM, trazendo porcentagens mais suaves para o locatário e evitando o abandono do imóvel.

Veja a diferença em gráficos:

Por isso o IPCA vem sendo cada vez mais adotado. Com ele, é possível garantir menos sustos e mais comodidade para o locatário, além de um reajuste acima da inflação para o locador.

Quer negociar o reajuste do seu aluguel? Aqui estão algumas dicas:

1 – Entre em contato com o proprietário do imóvel ou com a sua imobiliária;
2 – Antes da data de reajuste, proponha a alteração do índice para o IPCA;
3 – Caso encontre resistência, use como argumento o fato da Lei do Inquilinato dita que as partes possuem livre arbítrio para decidirem qual será o indicador utilizado para o reajuste do aluguel. Escolhendo um índice mais tranquilo, você consegue continuar pagando as parcelas mensais e o proprietário continua recebendo um valor acima da inflação, além de manter o imóvel ocupado;
4 – Caso entrem em um acordo, solicite a alteração contratual para proteger os direitos e deveres das partes;
5 – Caso não consiga acordo, cabe a você buscar um outro imóvel que se encaixe na sua realidade ou até mesmo entrar com uma ação revisional. Porém, colocando os custos na ponta do lápis, a segunda opção não vale tanto a pena.

Como se planejar para evitar esses imprevistos?

Com este artigo, acredito que tenha ficado claro como o reajuste do aluguel acontece, certo? Vou listar dicas essenciais para evitar novos sustos ou imprevistos:

1º passo: acompanhe mensalmente os índices utilizados para reajuste: o IGP-M e o IPCA. Você pode fazer isso diretamente com os responsáveis por eles. Neste caso, são a FGV e o IBGE.

2º passo: organize as suas finanças. Essa etapa é essencial para garantir que, independentemente do valor de aluguel, você consegue pagar tudo em dia mantendo a qualidade de vida. Neste artigo, explico detalhadamente como fazer na prática.

3º passo: estruture a sua reserva de emergência. Esse é um valor de 6 meses do seu salário que deve estar investido, com fácil acesso, para o caso de algum imprevisto financeiro. Como o nome diz, é destinado para situações emergenciais, portanto, use com responsabilidade.

Leia também | Reserva de emergência: como fazer a sua e se preparar para imprevistos?
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Quanto vou receber?

O valor do Auxílio Brasil será variável para cada caso, dependendo da estrutura e vulnerabilidade da família. Porém, é importante ressaltar que a mudança veio para beneficiar ainda mais essas famílias, garantindo que ninguém receba menos do que antes. Em novembro de 2021, o valor pago, em média, foi de R$ 217,18.

Quais são as datas de recebimento?

O calendário de pagamento do Auxílio Brasil segue a mesma versão e datas que o calendário do antigo programa de inserção de renda, o Bolsa Família. Então, caso tenha sido um beneficiário do serviço, você terá acesso ao pagamento da mesma forma que antes.

Os valores do benefício ainda podem mudar no ano de 2022. Esse é um dos temas discutidos na PEC dos Precatórios, que ainda está em aprovação na Comissão do Senado. Se aprovada, a previsão é que o Auxílio Brasil passe para R$ 400.

Gostou deste artigo? Não deixe de compartilhar com outras pessoas que desejam entender se o Auxílio Emergencial vai continuar no próximo ano.

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