Entrar

Calculadora do Cidadão: para que serve e como usar?

Saiba como acessar a Calculadora do Cidadão e como ela pode ser útil para tomar decisões que envolvem dinheiro.

colunista Elaine Ortiz
Publicado em: 13 de janeiro de 2022.

Quando o assunto é dinheiro, nem sempre é fácil tomar as melhores decisões. Mas, com a ajuda da Calculadora do Cidadão, escolher a oferta de crédito mais vantajosa ou descobrir a opção de investimento que oferece maior rentabilidade, por exemplo, pode se tornar uma tarefa bem mais simples.

Aliás, você já usou esse recurso? Sabe para que serve essa calculadora e quais tipos de cálculo podem ser feitos com ela? Neste conteúdo, vamos explicar tudo isso para você e mostrar como usar a Calculadora do Cidadão no dia a dia. Vamos lá?

O que é a Calculadora do Cidadão?

A Calculadora do Cidadão é um aplicativo desenvolvido pelo Banco Central que simula vários tipos de operações financeiras a partir de algumas informações fornecidas pelo usuário.

Na prática, ela funciona como uma ferramenta interativa e tem como objetivo facilitar a realização de cálculos financeiros simples. Com ela, o cidadão pode tomar decisões que envolvem dinheiro com mais facilidade.

Como acessar a Calculadora do Cidadão?

A ferramenta está disponível no site do Banco Central, mas, se o usuário preferir, também pode fazer o download gratuitamente no Google Play (para quem tiver celular Android) ou na App Store (para aparelhos com sistema iOS).

Vale lembrar que a Calculadora do Cidadão do Banco Central não tem versão disponível para instalação em computadores, mas pode ser acessada na versão Web (online).

Quais contas posso fazer na Calculadora do Cidadão?

Na Calculadora do Cidadão, o usuário pode fazer quatro tipos de cálculo, de acordo com o Banco Central:

Aplicação com depósitos regulares

É a situação de aplicações mensais e de mesmo valor, considerando uma determinada taxa de juros, obtendo o valor ao final do número de meses.

Em outras palavras, esse cálculo simula o total de dinheiro que uma pessoa pode acumular, caso realize aplicações mensais e de mesmo valor por meio de depósitos regulares em um determinado número de meses, considerando uma determinada taxa de juros.

Para realizar a simulação, o usuário deve preencher três dos quatro campos a seguir: valor do depósito regular, quantidade de meses, taxa de juros mensal e valor obtido ao final. O 4º campo será calculado pela ferramenta. Para ficar mais fácil de entender, traremos um exemplo.

Vamos supor que, durante 8 meses, uma pessoa vai investir mensalmente a quantia de R$ 150,00. Quanto ela terá ao final da aplicação, sabendo que o rendimento médio dessa aplicação é de 1,2% ao mês?

Para chegar a esse número, basta usar a função “Aplicação com depósitos regulares” da Calculadora do Cidadão e preencher os seguintes quadros:

Aplicação 01

Em seguida, é só selecionar a opção “Calcular”. A ferramenta já mostrará o resultado:

Aplicação 02

Valor futuro de capital

É a situação que um valor atual é projetado no futuro, considerando uma certa taxa de juros, obtendo o valor ao fim do número de meses.

Esse cálculo simula qual o valor final que o investidor pode obter se aplicar, na data atual, um determinado valor de dinheiro a uma determinada taxa de juros por um determinado número de meses.

Para realizar a simulação, o usuário deverá preencher três dos quatro campos a seguir: capital atual, quantidade de meses, taxa de juros mensal e valor obtido ao final. O 4º campo será calculado pela ferramenta. Vamos a mais um exemplo.

Um cidadão emprestou a quantia de R$ 800,00, ficando acertado que o tomador pagará no prazo de 6 meses a quantia de R$ 950,00. Quanto ele estará pagando de juros?

Neste caso, é só incluir os números que já temos:

Aplicação 03

E clicar em “Calcular” para saber a resposta:

Aplicação 04

Financiamento com prestações fixas

São os pagamentos mensais e de mesmo valor, considerando certa taxa de juros, liquidando um valor financiado após o número de meses.

Esse cálculo simula a contratação de um financiamento com prestações fixas utilizando o sistema francês de amortização, conhecido também como Tabela Price.

Para realizar a simulação, deverão ser preenchidos pelo cidadão três dos quatro campos a seguir: valor financiado, quantidade de meses, taxa de juros mensal e valor da prestação. O 4º campo será calculado pela ferramenta.

Vamos supor que um cidadão recebe a oferta de um bem no valor de R$ 1290,00. Para esse pacote, existe a opção de pagar em 4 prestações mensais fixas sem entrada, com taxa de juros de 1,99% ao mês. Qual será, então, o valor da prestação?

Primeiro, é preciso digitar os dados já conhecidos:

Aplicação 05

Depois, fazer o cálculo:

Aplicação 06

Correção de valores

Esse cálculo simula atualização de determinados valores usando a remuneração da poupança, o índice de inflação, a taxa Selic, entre outros indicadores.

A metodologia de cálculo considera os índices do mês inicial ao mês final. A ferramenta admite a correção de valores utilizando qualquer índice de preços disponível na calculadora.

Os cálculos da Calculadora do Cidadão são iguais aos das instituições financeiras?

Não. De acordo com o Banco Central, o resultado do cálculo obtido por meio da Calculadora pode ser diferente do realizado pelas instituições financeiras nas contratações de suas operações de crédito ou de aplicações financeiras.

Isso porque os cálculos da ferramenta são feitos apenas com informações incluídas pelo próprio usuário, então, podem existir custos não considerados nas simulações da Calculadora, mas que estão envolvidos nas operações das instituições (seguros, outros encargos fiscais e operacionais).

Mas nem por isso a Calculadora do Cidadão deixa de ser interessante. Ela pode ser um importante recurso para te ajudar a ter uma base dos valores que deseja conhecer, mas vale lembrar que os cálculos devem ser sempre considerados apenas como referência para situações reais e não como valores oficiais.

E você? Já conhecia a Calculadora do Cidadão? Dinheiro é assunto sério, então, antes de tomar qualquer decisão, sempre que possível faça cálculos e simulações para não se prejudicar. Para conferir mais conteúdos de educação financeira, acesse o blog da Serasa.