Inteligência artificial para controle financeiro: como usar
Inteligência artificial para controle financeiro: como usarData de publicação 20 de outubro de 202618 minutos de leitura
Atualizado em: 17 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 14 minutosTexto de: Time Serasa
As commodities aparecem no noticiário econômico e também são parte do dia a dia de todas as pessoas, do preço do combustível ao valor do pão na padaria. Além disso, elas são uma opção de investimento para quem está formando patrimônio e quer diversificar a carteira. Por isso, entender o que são commodities, seus principais tipos e como elas influenciam os preços ajuda a tomar decisões financeiras mais conscientes.
A seguir, veja como o preço de uma commodity é formado e o que considerar antes de incluir esse tipo de ativo na carteira.
A palavra commodities vem do inglês commodity, que quer dizer mercadoria. Mas, na prática, o termo é usado para um grupo específico de produtos: as matérias-primas. Em geral, as commodities são itens básicos e de pouco valor agregado que têm as seguintes características:
Alguns exemplos de commodities que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas são carne, soja, milho, café, petróleo, minério de ferro e ouro. Todas elas servem de matéria-prima para a fabricação de outros produtos, como alimentos, combustíveis e bens industriais.
Por serem negociadas em grande volume, as commodities também aparecem na bolsa de valores, onde o preço é definido pela oferta e pela demanda de cada uma no mercado global.
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Existem diferentes tipos de commodities, a depender da origem:
As commodities agrícolas são bastante relevantes para a economia brasileira, pois são itens com alta demanda nacional e internacional e produzidos em larga escala no país. Entre os produtos mais negociados pelo Brasil para outros países, estão: laranja, milho, café, milho, soja, trigo, açúcar e algodão.
São chamados de commodities ambientais os produtos originados de recursos naturais, necessários tanto para a produção agrícola quanto industrial. Madeira, energia e água são alguns exemplos que se encaixam nesta categoria.
As commodities minerais estão entre as mais rentáveis e importantes para o mercado atual. Como o próprio nome sugere, elas estão relacionadas a bens minerais encontrados nos países, como: gás natural, etanol, petróleo e ouro.
As commodities financeiras representam os títulos emitidos pelo governo e moedas que são negociadas no mercado. Entre elas estão o euro, o dólar americano, o real e títulos públicos do governo federal, como o Tesouro Direto.
O Brasil é um dos principais exportadores de commodities do mundo. Os 10 itens mais vendidos pelo país atualmente são:
1° Petróleo bruto | US$4,8 bilhões
2° Soja | US$4,4 bilhões
3° Minério de ferro | US$2,4 bilhões
4° Carne bovina | US$1,2 bilhão
5° Café não torrado | US$1,1 bilhão
6° Milho | US$1,0 bilhão
7° Farelos de soja e outros alimentos para animais | US$947,9 milhões
8° Açúcar e melaço | US$936,2 milhões
9° Carne de frango | US$919,7 milhões
10° Celulose | US$898,6 milhões
Fonte: Comex Star
O preço das commodities é definido, principalmente, pela relação entre oferta e demanda no mercado global. Quando a oferta de um produto cai, por causa de uma quebra de safra, um problema climático ou um conflito geopolítico, por exemplo, e a procura continua alta, o preço tende a subir. O oposto também vale: se a oferta aumenta e a demanda diminui, os preços caem.
Além da oferta e da demanda física, o mercado futuro também influencia bastante os preços. Nele, investidores e produtores negociam contratos com entrega em datas futuras, apostando na alta ou na baixa de cada commodity. Essa movimentação de compra e venda antecipada ajuda a formar o preço de referência usado no mercado à vista.
Outros fatores que pesam na formação de preço incluem custos de produção, taxa de câmbio (já que várias commodities são cotadas em dólar), políticas governamentais e até especulação de investidores.
Historicamente, o Brasil é um dos maiores exportadores globais de commodities. Ao longo dos séculos, o crescimento econômico interno esteve profundamente ligado à produção de matérias-primas e bens agropecuários de valor internacional.
Hoje, as commodities agrícolas representam grande parte da produção e das exportações brasileiras, influenciando profundamente a economia do país, refletindo diretamente no bolso dos consumidores.
Para entender melhor, a dinâmica funciona assim: quando a demanda está em alta, o preço das commodities aumenta e os produtores ganham mais. Por outro lado, se a demanda está baixa, o preço se desvaloriza. Aí, quem produz sai prejudicado e precisa reduzir seus valores internamente para vender seu produto.
Outro ponto é que, assim que a cotação de um produto sobe internacionalmente, é comum que o preço suba internamente também, pois é mais provável que quem produza determinado produto prefira exportar a vender dentro do próprio país.
Vale destacar que as commodities são extremamente voláteis e sofrem constantes oscilações nos preços, o que pode prejudicar a produção na indústria. Essas variações podem fazer com que os produtos feitos com essas matérias-primas também fiquem mais caros, dificultando o seu acesso especialmente para a parcela mais pobre da população.
Por isso, no dia a dia é muito importante ficar informado sobre a situação do mercado, para entender com mais clareza o que tem causado variações nos preços dos produtos que você consome. Em alguns casos, é possível aguardar um pouco mais para fazer aquela comprinha e, com isso, conseguir economizar um bom dinheiro.
Além da produção ou extração da matéria-prima, existem outras formas de investir em commodities no Brasil. Os investimentos podem ser feitos por meio de:
Para começar a investir:
Abra conta em uma corretora de valores habilitada.
Escolha a commodity que deseja negociar.
Selecione o tipo de investimento que quer fazer.
Acompanhe a cotação e defina quando entrar ou sair da operação.
No Brasil, os contratos futuros das commodities são negociados na B3. Na bolsa de valores, esses contratos são identificados por um código, formado pela sigla da commodity, a letra referente ao mês de vencimento e o ano.
A tabela abaixo mostra a sigla e o mês de vencimento das principais commodities negociadas na B3:
| Commodity | Sigla | Vencimento |
|---|---|---|
| Soja | SOY | 16º dia do mês anterior ao mês de referência |
| Milho | CCM | Dia 15 dos meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, setembro e novembro |
| Café arábica 4/5 | ICF | 6º dia útil anterior ao último dia útil dos meses de março, maio, julho, setembro e dezembro |
| Café Conilon Robusta | CNL | 6º dia de sessão de negociação anterior ao último dia útil do mês de vencimento |
| Boi gordo | BGI | Todos os meses do ano |
| Etanol hidratado | ETH | Último dia útil anterior ao mês de vencimento |
| Ouro | OZ1 | Último dia útil anterior ao mês de vencimento |
Fonte: B3/ Commodities
IMPORTANTE: negociar contratos futuros não é indicado para quem está começando a investir agora: é um mercado que exige estudo, acompanhamento constante e tolerância a oscilações de preço.
A "melhor" commodity para investir depende da liquidez do contrato, do seu conhecimento sobre o setor e do seu perfil de risco. No mercado brasileiro, contratos de dólar, boi gordo, café arábica e milho costumam ter mais liquidez, o que facilita entrar e sair das operações. Já ouro e soja são procurados por quem busca proteção contra a inflação e exposição ao mercado internacional.
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Investir em commodities envolve riscos que vão além da oscilação de preço. Entre os principais perigos desse tipo de investimento estão:
Para quem já tem uma reserva de emergência, entende o funcionamento do mercado futuro e busca diversificar a carteira de investimento ou se proteger da inflação, pode valer a pena destinar uma pequena parte do patrimônio a esse tipo de investimento. Já para quem está começando, o ideal é priorizar investimentos mais simples antes de arriscar nesse mercado.
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