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Descubra se o Open Finance vale a pena

Conheça as vantagens da conexão de contas e entenda se o Open Finance ajuda a ter crédito.

Atualizado em: 31 de julho de 2026

Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 9 minutos

Texto de: Time Serasa

Conceito de fintech de tecnologia financeira bancária aberta na tela virtual.

Open Finance significa Sistema Financeiro Aberto, uma iniciativa do Banco Central do Brasil (BC) que permite o compartilhamento das informações de clientes entre diferentes instituições, de forma padronizada e controlada. A decisão de abrir as informações é do cliente.

Considerado uma evolução do Open Banking, já que o compartilhamento não se limita apenas aos dados bancários da pessoa, inclui informações mais amplas. Seu objetivo é melhorar a qualidade da oferta de produtos e serviços financeiros ao promover a concorrência entre bancos, fintechs, corretoras, fundos de previdência, cooperativas e empresas de créditos e seguradoras.

Neste artigo, tire as dúvidas mais comuns sobre o tema e entenda se o Open Finance ajuda a conseguir crédito.

Assista | O que é OPEN FINANCE e como COMPARTILHAR seus dados com SEGURANÇA - Serasa Ensina

Cinco vantagens do Open Finance

Para saber se o Open Finance vale a pena é preciso entender quais as vantagens desse sistema. Confira o que a adesão ao Open Finance possibilita:

  1. Pode aumentar o Serasa Score

    Em parceria com a PagueVeloz, a conexão de contas via Open Finance na plataforma da Serasa permite uma avaliação mais completa do histórico financeiro do consumidor. A cada conta bancária conectada, o score de crédito pode aumentar, inclusive para quem não tem saldo nas contas. Quanto maior a pontuação do Serasa Score, maiores são as chances de obter cartões de crédito e empréstimos no mercado com condições mais vantajosas.

    Importante: conectar contas bancárias na plataforma da Serasa não diminui o score de crédito!

  2. Melhores ofertas de crédito

    A principal vantagem de utilizar esse sistema e receber propostas de instituições diversas é a negociação de taxas e juros. A possibilidade de levar o histórico e o contrato de um banco para outro dá ao titular o poder de barganha para conseguir condições melhores e fechar um contrato mais barato.

  3. Segurança e privacidade

    O compartilhamento dos dados é feito por meio do sistema financeiro nacional, uma camada criptografada de transferência de informações, gerida pelo Banco Central. Não se pode trocar dados dos titulares fora do sistema. Por isso, o BC afirma que o processo é 100% digital e realizado dentro de ambiente seguro.

  4. Controle do titular e mais praticidade

    É o cliente que escolhe como e com quais instituições financeiras compartilhar seus dados. Esse é um ponto central, pois é preciso autorizar a conexão de contas para ceder as informações para a concorrente. O consentimento é dado à instituição detentora dos dados. Caso o titular queira cotar taxas e condições de um contrato em outra instituição financeira, poderá fazer tudo online e de forma rápida pelo aplicativo das instituições financeiras conectadas.

  5. Sem custo

    O titular dos contratos de crédito, financiamento ou seguro não terá nenhum custo para compartilhar e cotar a portabilidade de contratos. O Banco Central é categórico: o cliente agora é o dono dos dados e o Open Finance proporciona a ele o direito de compartilhar gratuitamente suas informações com a empresa que desejar.


    Leia também | Entenda a diferença entre Open Banking e Open Finance

Como funciona o Open Finance na prática

Vamos a um exemplo: um cliente antigo de um banco tradicional decide contratar um empréstimo em uma fintech. Para receber uma oferta de juros e taxas compatíveis com o histórico de crédito ou mesmo negociar a portabilidade do contrato de crédito de muitos anos, o cliente pode optar por aderir ao Open Finance. Afinal, quanto mais informações, mais justa e precisa poderá ser a análise de crédito.

A adesão é sempre por iniciativa do titular dos dados e o tempo de compartilhamento pode ser limitado. Neste exemplo de empréstimo solicitado a uma fintech, o cliente pode escolher abrir as informações por apenas 30 dias, até que a proposta seja feita.

Nesse período, a instituição pode ofertar outros serviços e produtos com taxas e juros menores. A redução de tarifas e taxas torna as negociações mais vantajosas para os clientes, pois a competitividade entre instituições tende a aumentar a oferta de bons negócios.


Leia também | Conexão de contas bancárias e Serasa Score: o que mudou

Como aderir ao Open Finance

O processo não requer acesso nem download de novo aplicativo. Para aderir ao Open Finance basta:

  • ● Entrar no aplicativo do banco de origem, clicar em Open Finance ou Open Banking no menu e autorizar o compartilhamento de dados financeiros com a instituição desejada.

  • ● Após a solicitação, vêm as seguintes etapas: consentimento, autenticação, confirmação e efetivação. A primeira etapa depende da ação do interessado que entrará no aplicativo e ativará a solicitação de compartilhamento.

  • ● Depois é preciso entrar no ambiente da nova instituição e autenticar uma conta ou cadastro para avançar à etapa de confirmação do compartilhamento. Em alguns aplicativos, essa etapa ocorre de forma automática.

  • ● A etapa da efetivação se dá quando os dados já foram compartilhados e a instituição de destino pode iniciar a negociação de propostas com base nas informações acessadas.

Open Finance é seguro para compartilhar dados?

Sim. O Open Finance é regulamentado pelo Banco Central do Brasil e segue os critérios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O compartilhamento só é possível mediante autorização expressa do usuário, que escolhe quais informações deseja compartilhar, com qual instituição e por quanto tempo. Além disso, o consentimento pode ser cancelado a qualquer momento. Isso significa que o consumidor mantém o controle sobre seus dados durante todo o processo, podendo interromper o compartilhamento sempre que desejar.

Além disso, as informações do consumidor são acessadas apenas em modo leitura, sem permitir transações ou movimentações financeiras. Tudo feito com os mais altos padrões de segurança.

Quem mais se beneficia ao conectar o Open Finance?

Embora qualquer consumidor possa aproveitar as vantagens do Open Finance, alguns perfis tendem a obter benefícios maiores. É o caso de autônomos, Microempreendedores Individuais (MEIs), profissionais liberais e pessoas com renda variável. Como esses consumidores nem sempre têm holerite/contracheque ou vínculo empregatício formal, os dados bancários podem ajudar a demonstrar capacidade financeira de forma mais completa.

Quem está construindo histórico de crédito também pode se beneficiar. As movimentações financeiras recorrentes ajudam a complementar a análise tradicional e oferecem uma visão mais ampla do comportamento financeiro, aumentando a qualidade das informações utilizadas pelas instituições.


Leia também | Cadastro Positivo e Serasa Score: qual a relação?

Acompanhe seu perfil financeiro pelo Serasa Score


O Serasa Score é uma das principais pontuações de crédito do mercado e reflete o histórico financeiro do consumidor. Quanto maior a pontuação, maior são as chances de conseguir um empréstimo, financiamento ou cartão de crédito.

Celular mostrando a carteira digital Serasa

Perguntas frequentes sobre o Open Finance e crédito

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