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O que fazer com lixo eletrônico: soluções e dicas

Tem eletrodomésticos quebrados por aí? Saiba o que fazer com o seu lixo eletrônico.

Publicado em: 30 de abril de 2024

Categoria Segurança na internetTempo de leitura: 3 minutos

Texto de: Time Serasa

Lixeira cheia de lixo eletrônico

O descarte correto do lixo é uma questão que preocupa pesquisadores e cidadãos ao redor do mundo. E nesse montante existem diferentes materiais que precisam ter destinos também distintos. É o caso de um grupo que inclui eletrodomésticos e computadores, entre tantos outros objetos que vamos acumulando em casa. Mas e agora, o que fazer com o lixo eletrônico? Este texto explica algumas soluções para o descarte correto desses materiais.

Assista | Como praticar o consumo consciente? - Serasa Ensina

O que é lixo eletrônico?

O Brasil está entre os principais geradores de lixo eletrônico do mundo, segundo a pesquisa Resíduos eletrônicos no Brasil divulgada em 2021, pela Green Eletron, e divulgada pela Agência Brasil. Mas como definir o que é o lixo eletrônico? Todo produto que utiliza tomada, bateria ou pilha, ou seja, funciona com alguma forma de circuito elétrico, é considerado lixo eletrônico, inclusive os próprios carregadores desses objetos.

  • Vamos a alguns exemplos, dentro muitos, do que são lixos eletrônicos:
  • ●       Aparelhos para Preparação de Café / Chá / Drink / Refrigerante
  • ●       Aquecedor de Ambiente
  • ●       Aspirador
  • ●       Babá Eletrônica
  • ●       Balança
  • ●       Batedeira
  • ●       Caixa de Som
  • ●       Calculadora
  • ●       Câmeras
  • ●       Carregadores
  • ●       Celulares
  • ●       Chaleira / Bule Elétrico
  • ●       Churrasqueira a gás ou elétrica
  • ●       Coifa ou Depurador
  • ●       Computadores
  • ●       Controle Remoto
  • ●       Cooktop Elétrico ou a Gás
  • ●       CPU
  • ●       Depurador
  • ●       Desktop
  • ●       DVD Player/ Karaokê/ Gravador de Vídeo/ Blu-Ray Player
  • ●       Escova de Dente Elétrica
  • ●       Escova Modeladora
  • ●       Extrator de Leite
  • ●       Cortador de Grama
  • ●       Fios e Cabos

O que fazer com o lixo eletrônico?

O ideal é que dar o destino correto para esse tipo de lixo seja parte de uma cadeia que inclua os próprios fabricantes dos produtos. Mas em caso de objetos antigos ou quebrados que o cidadão não tenha como devolver à própria companhia que fabricou, existem algumas opções. Veja a seguir:

  • ●       Pontos de coleta na sua cidade

Nesse caso é preciso se informar com as autoridades locais sobre pontos de coleta dedicados a receber resíduos eletrônicos na cidade ou região. Eles podem estar espalhados por locais como shoppings ou rodoviárias, por exemplo.

A Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree) tem um espaço que reúne e informa o ponto de coleta mais próximo ao cidadão. Basta informar o CEP, o porte e o tipo do produto que se precisa descartar e, pronto. Uma lista de opções vai aparecer baseado na sua localização e necessidade.

  • ●       Coleta Verde
  • Também criada pela Abree, em parceria com a Vertas, empresa especializada no gerenciamento, manufatura reversa e reciclagem, essa iniciativa distribui pontos de coleta de material eletrônico em condomínios.
  • O serviço é gratuito e pode ser implantado em condomínios residenciais, comerciais e empresas. Basta que o responsável pelo condomínio entre em contato com a Coleta Verde através do seu site. Com a parceria firmada, os coletores serão disponibilizados pela iniciativa, que vai agendar retiradas dos materiais em datas programadas. O condomínio decide o local ideal para colocar os coletores e os moradores e frequentadores do ambiente precisam apenas separar os objetos e eletrodomésticos que não usam mais e fazer o descarte no próprio espaço criado pela Coleta Verde.

Nas datas agendadas, o transporte dos resíduos é feito pelos parceiros da ABree e os produtos são levados para a manufatura reversa. Segundo a Associação, esses locais são fábricas com equipes treinadas para fazer a desmontagem do material e dar a destinação mais ambientalmente correta a eles.

Leia também | Como fazer backup do computador e do celular

Logística reversa

  • Atualmente, também existem diversas empresas que trabalham com a logística reversa. Essa ferramenta surgiu justamente para responsabilizar as companhias também pela reciclagem e o fim do ciclo útil dos produtos vendidos. Vale a pena se informar para sabe se a marca do produto que você adquiriu tem algum projeto de logística reversa e, caso a resposta for sim, entrar em contato com a empresa.

Projetos locais

  • Também é indicado procurar por projetos locais que trabalhem com a reciclagem e descarte de materiais eletrônicos. Em São Paulo, capital, por exemplo, existe o Movimento Recicla Sampa. A iniciativa é feita por concessionárias de coleta de resíduos domiciliares e de saúde da cidade, com apoio institucional da Prefeitura de São Paulo. Em seu site, a iniciativa dá mais informações sobre reciclagem e possíveis soluções para os resíduos domésticos.

Perigos para a saúde

Mas se ainda é preciso todo um processo e, muitas vezes, a iniciativa fica por conta do consumidor, por que se preocupar com o destino correto do lixo eletrônico?

As Nações Unidas (ONU) divulgaram no último dia 22 de março um novo relatório apontando que a humanidade está gerando de lixo eletrônico cinco vezes mais rápido do que as estimativas feitas com base em dados sobre a reciclagem.

O problema é que os materiais eletrônicos podem conter altos níveis de produtos químicos tóxicos, principalmente chumbo e mercúrio, mas também diversos outros.

Segundo a ONU, entre os impactos adversos à saúde infantil associados à exposição ao lixo eletrônico incluem alterações na função pulmonar, efeitos respiratórios, danos ao DNA, prejuízos à função da tireoide e aumento do risco de algumas doenças crônicas tardias, como câncer e doenças cardiovasculares.

Além disso, o lixo eletrônico se descartado no meio ambiente contribuo para o efeito estufa, com a emissão de toneladas de gases na atmosfera. Já a sua reciclagem contribui para evitar novas extrações dos materiais, como minérios na natureza, além de ter um impacto econômico no trabalho de cooperativas de reciclagem, por exemplo.

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