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“Pare e pense, pode ser golpe” apela a nova campanha antifraude da Febraban

O crescimento da preocupação com o cibercrime é evidente no Brasil e no mundo. Diferentes atores sociais estão unindo forças para combater uma rede global cada vez mais sofisticada de crimes. A ação ilegal visa em uma ponta atacar os sistemas de segurança de grandes players econômicos (bancos, varejistas, área da saúde) e na outra ponta vitimar os clientes por meio de golpes digitais. É neste contexto que os bancos se uniram e lançaram a campanha “Pare e pense, pode ser golpe”, com a criação liderada pela Febraban, mas assinada também pela Polícia Federal e pelo Banco Central.

O Serasa Experian conversou com a Madalena Nader, gerente executiva de Marketing da Febraban, que ressaltou a importância de diferentes atores da cadeia do sistema financeiro se unirem para enfrentar e combater o problema.

Marlise: Como foi a decisão da Febraban em investir em uma campanha antifraude neste segundo semestre de 2021? A preocupação com a questão aumentou após a pandemia?

Madalena: Houve um aumento de crimes cibernéticos na pandemia por uma questão de oportunidade mesmo, mas é importante ressaltar que a Febraban sempre fez campanha de prevenção à fraude. Esses crimes mudam muito, a cada hora tem uma forma nova de roubar dados, praticar estelionato digital e golpes diferentes. Os bancos investem muito em cibersegurança, só no ano passado foram R$2,5 bilhões para proteger os sistemas e aplicativos do banco. Mas nós identificamos que o problema está mais nos estelionatários que ludibriam as pessoas para fornecer senhas e aí não há sistema seguro que possa prevenir. Os golpes são tão bem feitos que você acredita. Vem um e-mail igualzinho ao do banco pedindo para você clicar. A pessoa entende que o clique vai protegê-la, mas é o contrário. Então tem de sempre desconfiar, nunca digitar dados a não ser que você tenha acessado o ambiente do banco. 

Marlise: Vocês identificaram alguns fatores agravantes da questão da insegurança digital no último ano, em função da pandemia?

Madalena: Os bandidos estavam presos em casa e criaram outras formas de se aproveitar das pessoas. O golpe do falso atendente de banco, por exemplo, cresceu 340% entre janeiro e fevereiro de 2021. Então essa é uma preocupação. A pesquisa do ano passado já havia apontado para o crescimento de 60% dos golpes contra idosos. Esse é um público mais vulnerável porque eles não têm uma familiaridade com a internet. Não tem a perspicácia de notar as nuances entre uma comunicação fraudulenta e uma verdadeira de fato.

É interessante essa questão dos perfis mais vulneráveis porque o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian deste ano aponta que os dois públicos mais visados são justamente os idosos e os jovens adultos de 18 a 24 anos.

Sem dúvida, dei ênfase no foco dos idosos, mas a campanha dialoga com diferentes públicos. A campanha na televisão visa os idosos, mas há um investimento forte também nas mídias sociais para comunicar com os mais jovens. Nós contratamos influencers para abordarem a prevenção de golpes. Nós não fazemos distinção porque os golpes não tem faixa etária ideal, atacam todo mundo.

O recente relatório da Microsoft apontou a consolidação de uma indústria global do cibercrime, descrita como “sofisticada, difundida e implacável”. Não à toa, o esforço para lidar com a questão tem sido coletivo, envolvendo diferentes atores sociais. A Febraban também faz esse esforço de mobilizar outros atores?

Sim, essa campanha tem o apoio da Polícia Federal e do Banco Central. A Febraban desenvolveu a campanha na parte de criação e nós apresentamos para os parceiros o alinhamento das ações para nós trabalharmos em conjunto. A gente sabe que não consegue resolver sozinho, com uma campanha, todo o problema. É um trabalho conjunto de todos da cadeia, ponta, meio ou fim. Nós conversamos até mesmo com o whatsapp que está com campanha no ar, com foco na clonagem de contas do mensageiro. O objetivo é que o conjunto de ações faça com que os golpes diminuam.

Vocês pensam em avançar nessa campanha ou ela tem um tempo específico de duração? Se sim, o que está previsto?

Cada hora tem um golpe diferente, então nós sempre temos de manter essa comunicação ativa e alertar sobre tudo que está acontecendo. Os times dos bancos têm grupos de trabalhos e conselhos específicos para tratar da temática de fraude, é um trabalho muito legal da Febraban com os bancos. Estamos muito unidos nessa questão, é um problema importante para todos. É uma ação conjunta que estamos entregando para a sociedade para ajudar as pessoas a não caírem nesses golpes.

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