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Phishing: confira dicas para identificar e denunciar um e-mail falso

Entenda o que é phishing e saiba como se prevenir ao receber um e-mail falso.

Atualizado em: 14 de agosto de 2026

Categoria Premium Tempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

Homem com um peixe na mão

Quantas vezes você já recebeu um e-mail falso? O e-mail é um canal essencial de comunicação, é por ele que acordos de trabalho são oficializados, compras online são confirmadas e cadastros em redes sociais e outros sites são validados.


O problema é que entre as mensagens confiáveis estão e-mails de phishing, uma tática para convencer você a clicar em links falsos, baixar arquivos maliciosos, como malwares, ou fornecer informações pessoais na internet. Mensagens com fatura falsa ou pedido de reconhecimento de compra são alguns dos exemplos desse tipo de golpe.

Neste artigo, aprenda a identificar e-mails falsos e saiba como se proteger desse crime tão comum no ambiente digital.

O que é SEGURANÇA DIGITAL: 5 DICAS que NINGUÉM te conta para EVITAR GOLPES - Serasa Ensina

E-mail falso: como funciona o ataque de phising na caixa de mensagens

O crime do e-mail falso utiliza táticas variadas para roubar dados pessoais: induzir ao clique para autorizar a instalação de um vírus no dispositivo ou remeter para um site falso para preenchimento de dados sensíveis são exemplos.

Imagine o cenário: em sua caixa de entradas, o assunto de um e-mail indica o atraso no pagamento da fatura de cartão de crédito, a suspensão do pacote de internet ou a utilização do cartão de crédito para uma compra que você não realizou. Preocupado com o alarme, você abre a mensagem para entender o que aconteceu.

As mensagens simulam o e-mail de um prestador de serviço de confiança, utilizando logomarca e remetente conhecido com o qual você provavelmente já se relaciona, o que reduz a percepção de risco. O problema é que as mensagens contêm links falsos ou arquivos maliciosos que infectam o computador ou o celular com um vírus que pode roubar dados pessoais e senhas.

O que é phishing e quais são os tipos mais comuns na internet?

Phishing é um golpe cibernético em que criminosos se passam por empresas, bancos ou pessoas conhecidas para enganar a vítima e obter dados pessoais, senhas, códigos de autenticação ou informações bancárias. O contato acontece por e-mail falso, SMS, aplicativos de mensagens, ligações telefônicas ou sites clonados.

Os tipos mais comuns de phishing são:

  • ● E-mail falso: mensagens que imitam comunicações de empresas para induzir o clique em links suspeitos.
  • ● Smishing: mensagens falsas enviadas por SMS ou aplicativos de mensagens com links ou arquivos maliciosos.
  • ● Vishing: ligações telefônicas nas quais criminosos fingem representar instituições conhecidas para roubar senhas e dados pessoais.
  • ● Spear phishing: ataques personalizados direcionados a uma pessoa ou empresa específica.
  • ● Clone phishing: reutilização de um e-mail legítimo com links ou anexos adulterados.


Leia também | Como evitar fraudes na internet: 13 dicas essenciais

Smishing e Vishing: golpes por SMS, WhatsApp e ligações telefônicas

Além do e-mail falso, o phishing ocorre por mensagens e chamadas telefônicas.

Smishing é o golpe realizado por SMS ou aplicativos como WhatsApp. O criminoso envia mensagens com links suspeitos, falsas cobranças, promoções ou avisos de bloqueio de contas para induzir a vítima a fornecer informações pessoais.

Já o vishing ocorre via ligação telefônica. O golpista se apresenta como funcionário de um banco, empresa ou órgão público e solicita senhas, códigos enviados por SMS ou confirmações de transações inexistentes.

Em qualquer um desses casos, desconfie de mensagens com tom de urgência e nunca informe dados pessoais sem confirmar a identidade do contato pelos canais oficiais.


Leia também | Golpe do WhatsApp: como funciona e como se proteger

Saiba como evitar e denunciar e-mails de phising

1) Desconfie de solicitações excessivas

Sites ou e-mails de phishing pedem nome de usuário, senha ou alteração de senha, CPF ou CNPJ, número de conta bancária, número de cartão de crédito, nome completo de pai e mãe, data de aniversário ou outra informação pessoal. Na dúvida, não forneça nenhuma informação.

2) Confira o e-mail e o nome do remetente

Um e-mail falso consegue imitar o nome do remetente, mas o domínio do endereço de envio não é identificável, ou seja, após a @ as informações não confirmam a autenticidade da origem. Normalmente é um e-mail do tipo 1234567@faturaematraso.com ou faturaematraso1@gmail.com e não um e-mail certificado da empresa, ou seja, algo como consumidor@nomedaempresa.com.

3) Fique atento a assuntos alarmistas

Os golpistas costumam usar técnicas de engenharia social, com mensagens persuasivas para enganar as vítimas dotadas de boa-fé e ingenuidade. A engenharia social utiliza mensagens chamadas de iscas para acionar gatilhos emocionais e convencer o usuário a clicar. Fique atento a mensagens que trazem no assunto promoções imperdíveis, faturas atrasadas, confirmação de compras.

4) Verifique informações de contato

Um e-mail falso normalmente não traz opções de contato com a empresa. Quando a mensagem é de origem certificada, há no rodapé informações sobre canais de atendimento, como telefone, chat online, site e outras maneiras de entrar em contato.

A chance de golpe cresce se a única alternativa for o clique em um link enviado. A melhor maneira de descobrir se a mensagem é verdadeira é contatar a empresa por canais que você já conhece.

5) Denuncie e-mails suspeitos

Para denunciar, clique no e-mail e abra a mensagem. Identifique no menu de opções a ação “denunciar spam” ou “denunciar phishing”. O texto pode variar dependendo do provedor de e-mail que você utiliza. É importante que você ajude a identificar os golpistas para evitar novas abordagens e combater as fraudes digitais.

Aprenda a verificar o e-mail falso em cinco passos:

  1. Confira se o endereço de e-mail corresponde ao nome do remetente.

    Verifique se o domínio do e-mail pertence à empresa remetente. Links e arquivos em mensagens enviadas por um endereço com erros ou domínios desconhecidos não devem ser clicados.


  2. Passe o cursor sobre o link antes de clicar para ler a URL ou endereço

    Sem clicar, visualize o endereço completo do link e confirme se ele corresponde ao site oficial da empresa. Links muito longos ou com mistura de símbolos, como letras, números e caracteres especiais, são um sinal de alerta.


  3. Na dúvida, não clique em links suspeitos e não baixe arquivos anexos

    Se houver qualquer dúvida sobre a autenticidade da mensagem, ignore os links e confirme a informação pelos canais oficiais da empresa.


  4. Ative serviços de antispam e antivírus em seu celular e computadores.

    Ferramentas de segurança ajudam a bloquear mensagens maliciosas e identificar arquivos potencialmente perigosos antes da execução.


  5. Denuncie contas suspeitas.

    Utilize os canais de denúncia do provedor de e-mail ou da plataforma para ajudar a reduzir novas tentativas de fraude.


    Leia também | Como denunciar crimes virtuais no Brasil

Como diferenciar comunicados oficiais da Serasa de tentativas de phishing?

Infelizmente, muitos criminosos usam o nome da Serasa para tentar aplicar golpes. Por isso, é importante ficar atento aos sinais que evidenciam quando uma comunicação em nome da empresa é falsa. Adote estes cinco cuidados para evitar ser vítima de fraudes:

  • ● confira se o endereço de e-mail pertence ao domínio oficial da Serasa: @serasa.com.br;
  • ● em mensagens do WhatsApp, verifique se o número usado é (11) 99575-2096 e se há o símbolo ✓ em verde ao lado do nome Serasa;
  • ● desconfie de mensagens que solicitam senhas, códigos de autenticação ou pagamentos urgentes. A Serasa nunca solicita esse tipo de informação e nem pagamentos fora da plataforma;
  • ● em caso de dúvida, utilize apenas os canais oficiais de atendimento da Serasa para confirmar a autenticidade da comunicação.


Leia também | Golpe do Serasa Limpa Nome: como identificar?

Cliquei em um link suspeito ou baixei anexo: o que fazer imediatamente?

Se você clicou em um link ou abriu um arquivo de um e-mail de origem suspeita:

  1. Troque suas senhas imediatamente. Comece pelas senhas bancárias e aquelas que podem compartilhar dados sensíveis.

  2. Comunique seu banco e bloqueie cartões ou serviços caso haja movimentações suspeitas.

  3. Ative a autenticação em dois fatores em aplicativos como WhatsApp e conta Gov.br.

  4. Acompanhe sua movimentação financeira e o status do seu CPF.

  5. Registre um boletim de ocorrência online.

  6. Utilize serviços de monitoramento de dados, como o Serasa Premium, para acompanhar o uso das suas informações em tempo real.

Qual é a pena de prisão para o crime de phishing no Código Penal brasileiro?

O phishing não é identificado com um tipo penal único, mas pode se enquadrar em crimes como fraude eletrônica, estelionato e invasão de dispositivo informático, dependendo da conduta praticada. As penas variam conforme o crime cometido e as circunstâncias do caso, podendo incluir reclusão, multa e outras sanções previstas na legislação brasileira.


Leia também | A Serasa entra em contato por telefone? Saiba como evitar golpes

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Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de pré-negativação do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.

Pergunta frequentes sobre o que é phishing

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