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Proteção de dados pessoais: entenda tipos e segurança pela LGPD

Veja a importância da proteção de dados pessoais, quais os tipos previstos na LGPD e como manter a segurança digital.

Atualizado em: 8 de junho de 2026

Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 15 minutos

Texto de: Time Serasa

Homem mexendo em seu notebook e utilizando as melhores dicas para proteger seus dados pela segurança da informação

Informações como nome, CPF, telefone e até hábitos de consumo são compartilhadas com frequência na internet, ao fazer compras, usar redes sociais ou acessar serviços online, tornando o tema da proteção de dados pessoais cada vez mais relevante. 

A proteção dos dados consiste no conjunto de regras e boas práticas que garantem a segurança no ambiente digital. Em mãos erradas, dados sensíveis podem ser usados para aplicar fraudes, realizar golpes financeiros, criar cadastros falsos ou acessar contas sem autorização. Além disso, vazamentos de informações podem expor a privacidade e gerar transtornos imensuráveis.

O que é a LGPD?

Foi em função dos riscos criados pelo compartilhamento de dados que surgiu a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A legislação foi sancionada para acompanhar as transformações digitais e estabelecer regras mais claras sobre como empresas e organizações governamentais devem lidar com as informações pessoais dos usuários. 

A lei define o que são dados pessoais, estipula as regras para a coleta, o armazenamento e o compartilhamento, além de estabelecer os direitos de quem detém essas informações, os chamados titulares. 


Leia também I O que é segurança de dados e como proteger informações pessoais

Quais são os tipos de dados protegidos pela LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais classifica as informações em diferentes categorias, cada uma com um nível de exigência de segurança específico. É importante ressaltar que os dados de crianças e adolescentes recebem um tratamento especial e ainda mais rigoroso, sempre exigindo o consentimento claro dos pais ou responsáveis para qualquer tipo de coleta. 

Para compreender o nível de proteção exigido, é fundamental conhecer as diferenças entre as categorias. Confira a comparação a seguir:

Tipo de Dado O que é? Exemplos práticos
Dado pessoal Qualquer informação que permite identificar uma pessoa, direta ou indiretamente. Nome, CPF, e-mail, telefone, endereço IP, placa do carro, localização.
Dado pessoal sensível Informação que, se vazada, pode gerar discriminação. Exige proteção máxima. Religião, opinião política, dados de saúde, biometria, origem racial, vida sexual.
Dado anonimizado Dado que foi descaracterizado tecnicamente, impedindo que o titular seja identificado. Errado: "João, de 35 anos, comprou o produto X". Correto: "Um cliente do sexo masculino na faixa dos 30 anos comprou o produto X".

Assista I Como o Serasa Premium atua na proteção de dados

Como os dados devem ser tratados?

Conforme a legislação, tudo o que for feito com informações de titulares por parte das empresas deve obedecer a princípios estritos, incluindo: 

  • Finalidade: a coleta exige um motivo específico, legítimo e o aviso prévio ao titular; 
  • Necessidade: o sistema só pode coletar o mínimo necessário para a realização da tarefa. Uma loja de roupas, por exemplo, não deveria exigir a religião ou a biometria de um cliente para emitir uma nota fiscal de compra simples; 
  • Transparência: os titulares têm o direito absoluto de saber de forma clara com qual objetivo os dados estão sendo utilizados pela empresa; 
  • Segurança: a instituição que coleta as informações é obrigada a adotar medidas técnicas para proteger os dados contra hackers, vazamentos e acessos não autorizados. 


Outro ponto de destaque é o tempo de armazenamento. A lei determina que os dados não devem ser mantidos por tempo indefinido. Quando a finalidade do uso chega ao fim (como no caso do encerramento de um contrato ou cancelamento de um serviço), as informações devem ser excluídas do banco de dados da empresa, a menos que exista alguma obrigação legal paralela para mantê-las ou que os dados sejam anonimizados.

Direitos do titular

A LGPD estabelece que o cidadão detém amplos direitos sobre as próprias informações, aumentando o controle e a transparência na relação comercial. Isso significa que o titular pode solicitar a qualquer empresa a confirmação de que os dados estão sendo utilizados e ter acesso total à lista de informações armazenadas. 

Caso identifique algum erro, é garantido o direito de pedir a correção de dados incompletos, incorretos ou desatualizados. A norma prevê ainda o direito de solicitar a exclusão total das informações (o "direito de ser esquecido"), aplicável principalmente quando não há mais necessidade de uso ou quando o consentimento inicial é retirado. 

A lei também implementou a portabilidade, regra que permite ao titular exigir a transferência do histórico de dados para outro fornecedor de serviço (como mudar de um plano de saúde para outro sem perder o histórico de carências). Além disso, o cidadão pode revogar, a qualquer momento, a autorização que havia concedido para o uso das informações.

Principais ameaças à privacidade digital

Mesmo com os rígidos parâmetros impostos pela LGPD, a privacidade digital ainda enfrenta riscos constantes. Especialistas em cibersegurança apontam que muitos problemas ocorrem devido a práticas cotidianas, como a navegação em sites suspeitos. Entre as principais ameaças, destacam-se: 

  • Vazamento de dados: situação em que informações armazenadas por empresas ou plataformas são expostas ao público ou vendidas em fóruns ilegais, muitas vezes devido a falhas de segurança, ataques cibernéticos a servidores ou erros internos de funcionários; 
  • Golpes e fraudes online: de posse de informações vazadas, criminosos passam-se por outra pessoa para realizar compras indevidas no comércio eletrônico, solicitar empréstimos bancários ou aplicar golpes via WhatsApp em nome da vítima; 
  • Phishing: técnica clássica em que golpistas enviam e-mails, SMS ou links falsos imitando a comunicação de empresas conhecidas para enganar o usuário e "pescar" dados sensíveis, como senhas de e-mail e informações bancárias; 
  • Aplicativos e sites inseguros: uso de plataformas que não adotam medidas adequadas de criptografia, expondo o preenchimento de cadastros a acessos não autorizados. 


Leia também I Como evitar o preenchimento de dados pessoais em todos os sites

Como proteger dados pessoais na internet?

A proteção das informações no ambiente digital exige uma mudança de comportamento. A adoção de atitudes defensivas reduz drasticamente as chances de fraudes e o uso indevido de identidade. A lista a seguir funciona como um checklist para o reforço da segurança online: 

  • Revisão de permissões de aplicativos: é essencial verificar no menu do celular a quais recursos os aplicativos têm acesso, desativando permissões desnecessárias, como localização contínua, leitura de contatos e acesso à câmera por aplicativos que não precisam dessas funções; 
  • Uso de senhas fortes e exclusivas: a repetição da mesma senha em diversos sites é um erro crítico. A recomendação é utilizar combinações únicas para cada plataforma, mesclando letras, números e símbolos; 
  • Ativação da autenticação em dois fatores (2FA): essa camada extra exige uma segunda confirmação de identidade (como um código via SMS ou aplicativo autenticador), dificultando que um invasor acesse a conta mesmo se descobrir a senha; 
  • Cautela com links e mensagens: a regra de ouro é evitar clicar em links suspeitos recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais, especialmente quando solicitam o recadastramento urgente de informações bancárias; 
  • Manutenção das atualizações de sistema: instalar as atualizações de dispositivos e aplicativos assim que são liberadas garante a correção de falhas de segurança conhecidas por hackers; 
  • Restrição do uso de wi-fi público: redes abertas (em shoppings e aeroportos) facilitam a interceptação de informações. A orientação é não realizar transações financeiras ou acessos a aplicativos bancários quando conectado a essas redes; 
  • Compartilhamento limitado de informações: antes de preencher formulários online ou publicar a rotina nas redes sociais, é prudente avaliar se a exposição daquela informação é realmente indispensável; 
  • Verificação da confiabilidade de sites: na hora de realizar compras, a checagem do cadeado de segurança ("https") no endereço do navegador e a pesquisa da reputação da empresa em portais de reclamação são etapas obrigatórias; 
  • Monitoramento frequente de contas: acompanhar o extrato de cartões de crédito e as notificações bancárias garante a rápida identificação de qualquer atividade suspeita; 
  • Exercício dos direitos legais: sempre que uma empresa ou farmácia exigir dados excessivos, o cidadão deve utilizar as regras garantidas pela LGPD para questionar a finalidade da coleta; 
  • Cuidado com o uso de ferramentas de IA: é contraindicado o fornecimento de números de CPF, endereço, dados bancários ou informações confidenciais de empresas em chats ou plataformas públicas de Inteligência Artificial. 


Adotar uma postura mais consciente e investigativa é o primeiro passo para o fortalecimento da segurança digital. Avaliar a rotina de navegação, cobrar transparência das empresas e buscar ferramentas de defesa especializadas são ações que blindam a identidade e evitam dores de cabeça no ambiente online. Para auxiliar nessa jornada de proteção contínua, o Serasa Premium atua como uma solução tecnológica avançada, oferecendo o monitoramento ininterrupto de dados na internet.

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Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.

Perguntas frequentes sobre proteção de dados pessoais

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