“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que f...
“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que fazerData de publicação 19 de março de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 26 de março de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
Apesar de boa parte da comunicação entre as pessoas se concentrar hoje nos aplicativos de troca de mensagens, os golpes que utilizam a ligação telefônica continuam fazendo novas vítimas.
As chamadas agora são praticamente idênticas às centrais de atendimento de bancos – e é cada vez mais difícil saber quando uma ligação suspeita é golpe de fato. O modo de o "atendente" se apresentar e conduzir a comunicação, o menu para escolher o produto ou serviço e até o número de telefone seguem o padrão das instituições financeiras.
Por isso muita gente pode se perguntar: “recebi uma ligação: será que é golpe?”. Saiba identificar possíveis fraudes e conheça as principais estratégias dos criminosos.
Bancos geralmente não ligam para seus clientes; eles é que devem tomar a iniciativa do contato com a instituição. Porém, nem todos sabem disso, e quando na ligação a pessoa ouve que a conta ou o cartão foi fraudado, por exemplo, o medo e a ansiedade são predominantes.
Os golpes por telefone são chamados de vishing: uma técnica de engenharia social em que criminosos fazem ligações e se passam por funcionários de empresas sérias ou do governo. Usam táticas de convencimento para obter informações sensíveis e algumas vezes até transferências de dinheiro.
Antigamente estas ligações vinham de números desconhecidos, mas hoje os criminosos podem adulterar o número de telefone para que a ligação apareça identificada com o nome do banco. Qualquer pessoa está suscetível a ser vítima. Por isso, devemos sempre ter atenção com alguns pontos.
A abordagem da ligação dos golpistas varia, mas existem dois pontos em comum:
Impacto emocional
A conta ou o cartão foi bloqueado por suspeita de fraude, movimentação suspeita ou para proteção, entre outras mentiras que fazem a possível vítima se preocupar com seu dinheiro e conta bancária.
Pedido para a pessoa realizar alguma ação
Baixar um aplicativo, informar uma senha, realizar a transferência de um valor ou até ligar para outro número são algumas das ações solicitadas pelos golpistas.
Entenda como os golpistas costumam induzir suas vítimas ao golpe por meio da manipulação psicológica, usando diferentes contextos:
o golpista imita um parente próximo da vítima e diz ter sido sequestrado. Outra abordagem é o golpista falar diretamente que realizou o sequestro, enquanto outra pessoa finge ser o sequestrado ao fundo. A prática desse golpe já era conhecida pelos brasileiros antes mesmo da ascensão dos telefones celulares.
O que se pede: uma transferência bancária para pagar o resgate.
Tática: na ligação o golpista afirma ser um funcionário do banco, avisando que algo suspeito aconteceu com o cartão de crédito ou a conta bancária.
O que se pede: uma transferência bancária para pagar o resgate.
Tática: a alegação é de que houve fraude ou bloqueio da conta, ou que a conta corrente tem restrições.
O que se pede: comparecimento ao caixa eletrônico, compartilhamento do código de acesso gerado pelo caixa via foto ou videochamada. Ao obedecer a esses comandos, a vítima acaba liberando o acesso para que os criminosos possam movimentar a conta.
Tática: um falso gerente do banco faz contato, avisando que há suspeita de fraude na conta do cliente, e que será preciso fazer uma atualização de segurança.
O que se pede: os criminosos solicitam dados pessoais, senhas e até números de token para “confirmar” a identidade do cliente, e depois acessam a conta da vítima com essas informações.
Não, nunca! É importante saber que o banco nunca vai pedir que você revele a senha ou outros detalhes financeiros por telefone. Ao receber uma ligação solicitando a sua senha do banco, desligue imediatamente.
Leia também | Como identificar e evitar golpes financeiros
Não necessariamente. O que costuma acontecer nesses casos é que as empresas de telemarketing fazem várias ligações automatizadas e simultâneas com uso de robôs. Depois, nem todas as chamadas são conectadas a um atendente, por isso várias são descartadas.
Tente manter a calma. O que o golpista quer é criar senso de urgência para que o golpe seja aplicado rapidamente.
Nunca forneça senhas nem dados pessoais.
Não instale nenhum programa ou aplicativo.
Ao perceber que a chamada é uma tentativa de golpe, desligue imediatamente.
Se estiver em dúvida sobre a veracidade, desligue e ligue para um número oficial do banco.
Bloqueie o número. Nos aparelhos Android, abra o aplicativo Telefone, acesse o Histórico de ligações, toque na chamada do número e toque em Bloquear/denunciar spam. Em aparelhos iOS, abra o aplicativo Telefone, vá em Recentes, toque na letra "i" ao lado do número que se quer bloquear, role a tela para baixo e toque em Bloquear este chamador.
No caso de ligação do golpe do falso sequestro, procure entrar em contato com a suposta vítima por outras maneiras ou peça para alguém verificar se ela está bem.
Sempre confira o extrato da conta e a fatura do cartão. Se notar alguma compra ou transação suspeita, entre em contato com o banco para realizar a contestação.
Mantenha o aplicativo do banco atualizado por meio da loja oficial de aplicativos do celular.
Não tire foto da tela do caixa eletrônico quando utilizá-lo.
Não forneça senha da conta e do cartão para outras pessoas.
No caso de ligação do golpe do falso sequestro, procure entrar em contato com a suposta vítima por outras maneiras ou peça para alguém verificar se ela está bem.
Nesse caso, é preciso tomar providências de segurança o mais rápido possível:
Avise o seu banco e bloqueie os cartões.
Troque as senhas do aplicativo e do banco.
Ative a identificação em dois fatores dos principais aplicativos.
Fique atento a movimentações suspeitas na conta.
Registre um boletim de ocorrência (BO) pessoalmente em uma delegacia ou de forma virtual.
Estar atento às movimentações envolvendo o número do seu CPF pode ajudar a impedir o uso dos seus dados de forma indevida. A Serasa tem uma ferramenta para quem quer reforçar esse cuidado.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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