Limpei meu nome, como não me endividar de novo?
Limpei meu nome, como não me endividar de novo?Data de publicação 18 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Um mesmo produto que cabia no orçamento há alguns anos hoje custa mais e exige mais atenção na hora de fechar as contas do mês. Entender o que é inflação ajuda a explicar esse efeito: trata-se do aumento persistente e generalizado dos preços de bens e serviços em uma economia, que corrói aos poucos o poder de compra do salário sem que a mudança apareça de uma só vez.
A inflação nunca afeta só o preço no supermercado. Ela interfere na distribuição de renda, no ritmo da atividade econômica e nas decisões de consumo e investimento das famílias. Entender como ela funciona, o que a causa e como ela é medida ajuda a planejar melhor os gastos.
De forma simples, inflação é o aumento persistente e generalizado dos preços de bens e serviços em uma economia. Isso significa que os preços de quase todos os produtos e serviços sobem ao mesmo tempo, não só de um item isolado.
O fenômeno funciona como uma espécie de bola de neve: quanto mais os preços sobem, mais dinheiro é necessário para comprar o mesmo volume de bens e serviços, o que empurra os preços para cima outra vez. Quando esse ciclo foge do controle, a economia entra em uma espiral inflacionária, com aumentos cada vez mais rápidos e difíceis de conter.
As causas da inflação variam conforme o contexto de cada país, mas costumam se repetir no Brasil:
Esses fatores raramente agem sozinhos. Um aumento nos custos de produção, por exemplo, pode elevar os preços e, na sequência, pressionar por reajustes salariais.
Apesar de aparecerem juntas na lista de causas, a inflação de demanda e a inflação de custos têm origens diferentes. A inflação de demanda acontece quando muitas pessoas querem comprar o mesmo produto ao mesmo tempo e a oferta não acompanha, como em períodos de forte aquecimento do consumo.
Já a inflação de custos parte do lado da produção: quando o combustível fica mais caro, o frete sobe, e esse custo extra é repassado ao preço final de itens como o arroz e outros alimentos básicos.
Nos últimos 12 meses até julho de 2026, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 4,44%, resultado da desaceleração observada mês a mês, incluindo a variação de 0,07% registrada em julho. O movimento mostra os preços ainda subindo, só que em ritmo mais lento que em meses anteriores.
A inflação reduz o poder de compra porque o mesmo valor passa a render menos bens e serviços. Quando o salário fica parado e os preços sobem, é possível comprar cada vez menos com a mesma renda, mesmo sem nenhuma mudança nos hábitos de consumo.
Um exemplo ajuda a tornar esse efeito mais concreto: considerando a alta de 4,44% acumulada pelo IPCA nos 12 meses até julho de 2026, quem gastava R$ 1.000 por mês em contas básicas, como aluguel, alimentação e transporte, precisaria de cerca de R$ 44,40 a mais para manter o mesmo padrão de consumo no período, mesmo sem consumir mais do que antes.
No Brasil, esse índice é calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base em uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Existem outros índices de inflação, como o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado com frequência em contratos de aluguel.
A inflação que aparece nas notícias é uma média nacional: o IPCA considera o gasto médio das famílias em itens como alimentação, habitação e transporte. Por isso, a inflação pessoal, calculada a partir dos gastos reais de cada família, pode ser maior ou menor que o índice oficial, dependendo de quanto cada pessoa gasta em cada item da cesta.
Deflação é o oposto da inflação: a queda generalizada e persistente dos preços de bens e serviços. Apesar de parecer vantajosa à primeira vista, a deflação tende a reduzir o lucro das empresas, o que pode levar a demissões e desacelerar ainda mais a economia.
É comum confundir deflação com desinflação. Na desinflação, os preços continuam subindo, só que em ritmo mais lento que antes. Por isso, é possível a inflação desacelerar em um mês e, ainda assim, os preços seguirem mais altos que no mês anterior.
| Conceito | O que significa | Efeito no dia a dia |
|---|---|---|
| Inflação | Preços sobem de forma persistente | Poder de compra diminui aos poucos |
| Desinflação | Preços sobem, mas em ritmo mais lento | Preços seguem mais altos, com aumento menor |
| Deflação | Preços caem de forma generalizada | Pode reduzir lucro das empresas e elevar desemprego |
| Hiperinflação | Inflação extremamente acelerada e fora de controle | Perda rápida de valor da moeda e instabilidade |
Nota: classificação conceitual baseada na literatura de política monetária do Banco Central e do IBGE, sem relação com previsão para a economia brasileira.
O Banco Central usa a taxa Selic como principal instrumento para conter a inflação. Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, o que tende a reduzir o consumo e, aos poucos, diminuir a pressão sobre os preços. O efeito, porém, não aparece de imediato: pode levar meses para chegar às prateleiras do supermercado.
Além da Selic, o governo pode recorrer a outras medidas para conter a inflação, como reduzir gastos públicos, ajustar impostos ou aumentar a concorrência em determinados setores, liberando importações, por exemplo. A combinação de medidas costuma ser mais eficaz do que uma ação isolada, mas pode ter efeitos negativos no curto prazo, como aumento do desemprego.
Diante da alta de preços, alguns hábitos ajudam a proteger o orçamento da família:
Organizar as contas do mês em um só lugar também ajuda a visualizar rapidamente o impacto do aumento de preços no orçamento. Essa função está disponível no aplicativo da Serasa, na área de Minhas Contas. As calculadoras da Serasa ajudam a simular esse impacto e comparar diferentes cenários de gastos.
O canal Serasa Ensina, no YouTube, publica toda semana conteúdos gratuitos sobre inflação, taxa Selic e organização das finanças, sempre em linguagem simples e direta. Entender o que é inflação e acompanhar sua evolução ajuda a tomar decisões financeiras mais conscientes no dia a dia.
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Data de publicação 18 de setembro de 202611 minutos de leitura
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