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Inflação hoje: como ela afeta os brasileiros

Como está a inflação no país hoje e como ela impacta a vida financeira dos brasileiros.

Apontando um lápis para uma alta de ações preferenciais no gráfico mostrado a tela

Atualizado em: 17 de julho de 2023

Autora: Serrana Filetti


Uma breve ida ao supermercado já indica como a inflação está. E ela tem pesado no bolso dos brasileiros. Em março de 2023, por exemplo, os índices voltaram ao patamar de 1994. A inflação prejudica o poder de compra das pessoas, o que também impacta as dívidas já adquiridas.

Este artigo conta um pouco mais sobre a inflação hoje e mostra como ela impacta a vida dos consumidores.

O que é inflação

Inflação é o aumento generalizado dos preços de produtos e serviços, que reflete na elevação do custo de vida e na consequente redução no poder de compra do consumidor. 

No entanto, ela nem sempre é ruim ou prejudicial ao consumidor. Quando está controlada, por exemplo, a inflação se move apenas de forma espaçada no tempo, assim permite que seja absorvida pelos reajustes do salário mínimo.

Assim, se a renda aumenta em um índice superior ao da inflação, então é possível afirmar que houve um aumento real da capacidade de compra das pessoas. Nessa situação, elas não chegam a sentir tanto o aumento dos preços. 

Por outro lado, a inflação começa a causar transtornos sempre que cresce em uma velocidade maior do que pode ser absorvida, já que os reajustes salariais levam mais tempo para serem implementados. 

Quando isso acontece, seus efeitos são logo percebidos: o mesmo dinheiro passa a comprar menos produtos e serviços que antes. Se custam mais hoje do que antes, então significa que o preço deles inflacionou. Isso pode levar a uma redução do consumo e, consequentemente, a uma desaceleração da economia.

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Como medir a inflação

A inflação é medida por um indicador que acompanha a variação de preços de alguns produtos e serviços em determinado período. No Brasil, o indicador oficial da inflação é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O IPCA serve como referência da inflação hoje e das alterações na taxa de juros. Ele é calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e tem a capacidade de abranger 90% da população urbana do país. Isso porque aponta a variação do custo de vida médio das famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos, o que engloba a maior parte dos brasileiros.

Na prática, o IPCA avalia todos os meses uma série de gastos que refletem o custo de vida dos brasileiros. Mais de 430 mil preços em 30 mil locais diferentes são avaliados e o resultado mostra se eles aumentaram ou diminuíram de preço de um mês para outro.

No caso, são consideradas as despesas com as seguintes áreas: 

  • • moradia;
  • • saúde e higiene pessoal;
  • • artigos para casa;
  • • despesas pessoais;
  • • educação;
  • • comunicação;
  • • transporte;
  • • vestuário;
  • • alimentação e bebidas.

 

Com isso em mãos, é feita a comparação com os dados aferidos no mês anterior. A diferença, em termos percentuais, indica o IPCA do período. 

Leia também | Inflação do aluguel: entenda o IGP-M acumulado

Qual a taxa de inflação hoje?

Não tem como não sentir o peso da inflação que assola o Brasil atualmente. O país enfrenta um desequilíbrio econômico persistente desde 2021 e a inflação hoje já é considerada a maior de quase três décadas.

Em maio, o IPCA desacelerou em relação ao mês anterior, mas ainda assim fechou em alta: o índice ficou 0,23% maior que em abril, que por sua vez já havia registrado um aumento de 0,61% em relação a março.

O principal responsável por esse aumento foram sete dos nove grupos que compõem o índice. O destaque da elevação foi o grupo da saúde, especialmente planos de saúde (que subiram 1,20% no mês). Além disso, houve também avanço nos itens de higiene pessoal (1,13%), perfumes (alta de 3,56%) e produtos farmacêuticos (0,89%).

Por outro lado, o que segurou uma alta ainda maior no IPCA foram os grupos de transportes e artigos para casa. Os itens da alimentação também sofreram uma breve desaceleração no período. 

No acumulado em 12 meses até aqui, o Brasil registra uma inflação de 3,94%. Só em 2023, a alta registrada é de 2,95%, sendo a saúde, a moradia e as despesas pessoais as principais responsáveis por isso:

  • • moradia: 0,67%;
  • • saúde e higiene pessoal: +0,93%;
  • • artigos para casa: -0,23%;
  • • despesas pessoais: +0,64%;
  • • educação: +0,05%;
  • • comunicação: +0,21%;
  • • transporte: -0,57%;
  • • vestuário: +0,47%;
  • • alimentação e bebidas: +0,16%.

 

Para acompanhar como anda a inflação no Brasil, é preciso conferir sempre no resultado do IPCA. O próprio IBGE tem uma calculadora automática que ajuda os brasileiros a consultar essa situação. Para acessá-la, basta entrar no site do IBGE.

Por que a inflação tem impacto nas dívidas?

Nem todo mundo se dá conta, mas a inflação também tem impacto no orçamento doméstico e nas dívidas de quem está inadimplente. Afinal, uma das principais influências dela é no poder de compra das famílias.

Se os preços subirem mais rápido que a renda e o salário, por exemplo, a vida financeira logo começa a sentir os efeitos da inflação. As pessoas passam a não ter mais dinheiro suficiente para arcar com o mesmo padrão de vida que tinham até então. A alimentação muda, a forma de se deslocar pela cidade também e muitas vezes alguns planos acabam sendo adiados.

E se não sobra dinheiro para os itens mais básicos do dia a dia, as pessoas logo passam a ter dificuldade de arcar com as despesas fixas e variáveis. As dívidas, claro, se incluem nesse grupo e são uma das principais impactadas. Quem ganhava um salário de R$3.000 em 2010, por exemplo, precisa receber hoje um valor superior a R$5.000 para conseguir manter o padrão de compra daquela época. Isso porque o IPCA acumulado nesse período de 10 anos é superior a 77%, segundo o IBGE.

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