Short squeeze: o que é e como funciona na bolsa de valores
Short squeeze: o que é e como funciona na bolsa de valoresData de publicação 24 de setembro de 202611 minutos de leitura
Publicado em: 24 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Abrir um pequeno negócio informal ou tirar uma ideia do papel esbarra, quase sempre, na dificuldade de conseguir crédito acessível. Bancos tradicionais costumam exigir garantias e um histórico financeiro que trabalhadores informais e pequenos empreendedores nem sempre têm. O restante das opções de crédito no mercado, por sua vez, tende a cobrar juros incompatíveis com o momento inicial de um negócio. Para quem se encaixa nesse perfil, o microcrédito produtivo orientado é uma das poucas modalidades pensadas especificamente para esse momento.
Diferentemente de um empréstimo comum, essa modalidade prevê acompanhamento direto de quem concede o crédito. Há orientação sobre o uso do dinheiro e o planejamento do negócio. Entender como ela funciona, quem pode solicitar e quais são as condições ajuda a decidir se essa é a alternativa certa para o negócio.
O microcrédito produtivo orientado é a modalidade de crédito destinada ao financiamento de atividades produtivas de pequeno porte. A concessão inclui acompanhamento de um agente especialmente treinado para isso. É essa orientação, prevista pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que dá nome à modalidade e a separa de um empréstimo comum.
Num empréstimo tradicional, a análise costuma se resumir a documentos e histórico de crédito, sem relação direta com o negócio financiado. No microcrédito produtivo orientado, a metodologia prevê contato direto entre a instituição e a pessoa empreendedora. Esse contato inclui levantamento da necessidade de crédito e orientação sobre planejamento financeiro, de forma presencial ou por tecnologias digitais que substituam esse contato.
As condições da modalidade são definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com base na Lei nº 13.636/2018. A Lei nº 15.364/2026 atualizou essa base legal e reforçou os conceitos de microcrédito produtivo orientado e microfinanças dentro do PNMPO.
Podem solicitar o microcrédito produtivo orientado pessoas físicas e jurídicas que realizem atividades produtivas urbanas ou rurais, formais ou informais. O critério principal é ter renda ou receita bruta anual de até R$ 360.000, teto equivalente ao de microempresa pela Lei Complementar nº 123/2006.
Não é exigido que o negócio já esteja em operação, quem está começando também pode solicitar o crédito para tirar a ideia do papel. A modalidade é voltada especialmente a quem tem dificuldade de acesso ao crédito bancário tradicional, como microempreendedores individuais e trabalhadores informais sem CNPJ.
Nesses casos, o agente de crédito ajuda a levantar as informações do negócio que, em um banco convencional, normalmente seriam substituídas por documentos formais.
O agente de crédito é treinado para fazer o levantamento socioeconômico do negócio e orientar sobre planejamento financeiro antes da liberação do dinheiro. Esse acompanhamento continua durante todo o contrato, com foco no melhor uso dos recursos e na continuidade da atividade.
Esse relacionamento costuma seguir três etapas:
Esse contato mais próximo é o que torna o microcrédito produtivo orientado uma ferramenta de inclusão financeira, e não apenas mais uma linha de empréstimo.
A taxa de juros efetiva do microcrédito produtivo orientado é definida pela instituição financeira. Ainda assim, não pode ultrapassar 4% ao mês, conforme a Resolução CMN nº 4.854/2020. Pode ser cobrada também uma Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de até 3% sobre o valor concedido, sem outras tarifas adicionais.
O valor pode chegar a R$ 21.000 por tomador na mesma instituição financeira. A soma de todas as operações de crédito da pessoa no sistema financeiro, exceto financiamento habitacional, não pode ultrapassar R$ 80.000.
Quanto às garantias, a lei permite aval (inclusive solidário), fiança ou alienação fiduciária. Também são aceitos outros sistemas de garantia de crédito, públicos ou privados. Na maioria das operações, não são exigidas garantias reais, já que o aval solidário costuma ser suficiente.
Não. O microcrédito produtivo orientado deve ser destinado à atividade produtiva. Isso inclui capital de giro, compra de matéria-prima e equipamentos, ou reforma do espaço de trabalho. Usar o valor para despesas pessoais foge da finalidade da modalidade e pode ser identificado no acompanhamento feito pelo agente de crédito.
Quem precisa de crédito para despesas pessoais, sem vínculo com um negócio, deve buscar outras modalidades de empréstimo, e não o microcrédito produtivo orientado.
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O crédito do PNMPO pode ser solicitado em bancos públicos, bancos de desenvolvimento, cooperativas de crédito e agências de fomento estaduais habilitadas pelo Banco Central. Algumas instituições financeiras privadas também aderiram ao programa. Entre as instituições que costumam operar essa modalidade estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e cooperativas como Sicoob e Sicredi.
Antes de solicitar, é recomendável reunir informações básicas do negócio, como o que é produzido ou vendido e há quanto tempo. Também é útil reunir os documentos de identificação e ter clareza sobre a necessidade de crédito. Cada instituição define seu próprio processo de contratação, mas o levantamento feito pelo agente de crédito é comum a todas.
Quem quiser comparar outras alternativas de crédito, sem a metodologia orientada do PNMPO, pode simular ofertas no Serasa Crédito. A simulação é gratuita, sem compromisso e não afeta o Serasa Score.
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