Parcelamento de compras: quando fazer?
Parcelamento de compras: quando fazer?Data de publicação 26 de março de 20268 minutos de leitura
Publicado em: 26 de março de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Conteúdo assinado por: Gil do Vigor
Gilberto Nogueira é economista e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Com trajetória marcada por superação e autenticidade, ele se destaca por traduzir conceitos complexos da economia em uma linguagem acessível e envolvente. Atua como educador financeiro e influenciador, promovendo inclusão, conscientização e empoderamento por meio da educação econômica.
Gilberto Nogueira é economista e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Com trajetória marcada por superação e autenticidade, ele se destaca por traduzir conceitos complexos da economia em uma linguagem acessível e envolvente. Atua como educador financeiro e influenciador, promovendo inclusão, conscientização e empoderamento por meio da educação econômica.
Minha gente, parcelamento é coisa séria e você não vai me escutar dizendo que todo mundo vai sair ganhando se começar a fazer compra em parcela.
Toda decisão de consumo tem que ser feita começando com papel e na caneta, calculando os riscos. O parcelamento pode, sim, ser estratégico em alguns cenários e até conseguir fazer seu dinheiro render – mas essa não é a melhor opção para todos os casos nem para todo mundo.
Eu vou te ensinar a entender quando isso pode ser uma boa opção e quando ficar longe das parcelinhas!
Hoje a forma mais comum de parcelamento é feita pelo cartão de crédito. Até os crediários do comércio trocaram o antigo carnê pelo cartão da loja. Por isso, a gente vai se concentrar em falar do parcelamento no cartão.
Essa é uma forma de pagamento que permite ao cliente levar um produto para casa e pagar um pouco a cada mês – algumas vezes sem cobrança de juros. As parcelas são acrescentadas na fatura mensal do cartão.
Parcelar facilita muito o acesso a bens, mas pode comprometer sua vida financeira se não for feito de forma estratégica. É fácil acumular várias parcelinhas e se lascar depois – de repente, a fatura está mais alta do que você consegue pagar por mês.
Além disso, eu acho frustrante pensar em presente de Dia das Mães, por exemplo, enquanto as parcelas dos presentes de Natal ainda estão caindo na fatura.
Leia também | Guia Serasa do parcelamento consciente
Para comprar bens como casa ou carro, parcelar por meio de um financiamento costuma ser a melhor possibilidade para tornar esse sonho possível. Mas parcelar itens de consumo com juros é perder dinheiro.
Claro, em muitos casos o parcelamento é a única forma de uma família conseguir trocar de geladeira, por exemplo. Em situações assim, o importante é não fazer outras parcelas e incluir essa fatura no planejamento mensal.
Mesmo ao conseguir parcelar sem juros, tente fazer em seis ou no máximo 12 vezes – a gente nunca sabe como vai estar a vida daqui a 24 meses.
É importante olhar o valor final de toda a operação – esse é o CET, custo efetivo total. O CET pode indicar, por exemplo, que o parcelamento de uma compra de R$ 1.000 vai terminar custando R$ 1.150.
Gente, o ideal é sempre esperar juntar o dinheiro em vez de pagar juros. Ou, se não puder esperar, procure ofertas que aceitem o parcelamento sem juros.
Agora vamos falar de estratégia: existe um cenário em que parcelar as compras compensa, mesmo que sejam parcelas pequenas.
Quando o consumidor já tem o dinheiro da compra guardado e não há risco de inadimplência, o parcelamento pode ser um bom negócio. Eu sei, a gente acredita que parcelamento é para quando falta dinheiro, mas na verdade é o contrário.
A regra é essa: parcelamento é bom quando é sem juros e nosso dinheiro está investido.
Vamos pensar na compra de um sofá de R$ 3.000:
De acordo com o IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,44%. Isso significa que, em média, as coisas estão 4,44% mais caras que um ano atrás.
Essa variação é medida todos os meses e o número flutua conforme o período econômico. Dá uma olhada em como ficou a inflação nos últimos anos:
Sim, é importante ter isso em mente. Ao parcelar, o limite do cartão de crédito será comprometido com o valor total da compra. Por isso, mesmo parcelando uma compra de R$ 1.000 em 10 vezes, o limite será reduzido em R$ 1.000.
Conforme o cliente for pagando as parcelas, o limite é recuperado.
Ao optar pelo parcelamento, estar atento aos gastos do cartão é ainda mais importante. Confira algumas dicas para manter o controle:
Tenha no máximo dois cartões.
Acesse o aplicativo do cartão com regularidade.
Coloque a fatura em débito automático ou programe um lembrete de pagamento.
Estabeleça um limite mensal para os gastos.
Anote em uma planilha todas as parcelas e planeje-se para o pagamento mensal.
Não deixe o número do cartão salvo em lojas virtuais, para evitar compras impulsivas.
Sinceramente, esse parcelamento eu não recomendo para ninguém. O Pix parcelado é uma modalidade de pagamento que os bancos disponibilizam na hora que você está lá no aplicativo fazendo um Pix.
Com o parcelamento, o recebedor ganha o dinheiro à vista e você paga em parcelas para o banco. Só que tem juros, minha gente, e eles podem chegar a 5% ou até 10% por mês em alguns casos.
Parcelar com juros só em caso de extrema necessidade, de emergência mesmo.
Um dos riscos de acumular parcelas no cartão é que, se você esquecer de pagar a fatura, vai ficar exposto aos juros mais caros do mercado. Para não esquecer o dia de vencimento dos boletos, o app da Serasa tem uma ferramenta especial.
● Receba alertas de vencimento das contas para sempre pagar em dia.
Data de publicação 26 de março de 20268 minutos de leitura
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