Como fica o score se pagar uma dívida pelo Desenrola?
Como fica o score se pagar uma dívida pelo Desenrola?Data de publicação 2 de junho de 20269 minutos de leitura
Publicado em: 16 de janeiro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
O financiamento é uma das formas mais comuns de viabilizar grandes conquistas, como comprar um imóvel, um veículo ou investir em um negócio. Entender como esse tipo de crédito funciona ajuda a evitar custos desnecessários e decisões precipitadas.
Para quem está começando a pesquisar sobre o tema, informação clara faz toda a diferença. Por isso, entenda a seguir o que é financiamento, como funciona na prática, quais são os principais tipos, custos envolvidos e cuidados antes da contratação.
O financiamento é uma modalidade de crédito usada para adquirir um bem ou realizar um investimento específico.
Nesse modelo, uma instituição financeira paga o valor ao vendedor e o consumidor devolve o montante em parcelas mensais, acrescidas de juros e encargos. O próprio bem costuma servir como garantia da operação.
Na prática, funciona como um acordo de longo prazo. Ao financiar um imóvel, por exemplo, o banco quita o valor com a construtora. Em troca, o comprador assume parcelas que podem durar décadas. O mesmo raciocínio vale para veículos ou máquinas empresariais.
O valor final pago depende de fatores como taxa de juros, prazo, entrada e custos adicionais. Por isso, compreender cada etapa evita surpresas no orçamento e ajuda a escolher condições mais adequadas.
Embora parecidos, financiamento e empréstimo têm finalidades distintas. No financiamento, o crédito é vinculado a um bem específico. Já no empréstimo, o valor pode ser usado livremente, sem necessidade de comprovar destino.
Outra diferença está nas taxas. Como há garantia no financiamento, os juros tendem a ser menores. No empréstimo pessoal, o risco é maior para a instituição, o que eleva o custo. Além disso, prazos de financiamento costumam ser mais longos.
No entanto, a escolha depende do objetivo. Para comprar um imóvel ou veículo, o financiamento costuma ser mais vantajoso. Para cobrir despesas diversas ou emergenciais, o empréstimo pode ser mais flexível.
Existem diversos tipos de financiamentos. Mas, para que não tenha dúvidas, saiba quais são os mais comuns e entenda para quem cada um costuma ser indicado.
O financiamento habitacional é usado para comprar imóveis novos ou usados, além de construção ou reforma. Os prazos são longos e as taxas, em geral, menores. Programas habitacionais e bancos públicos costumam oferecer condições específicas.
Imóveis novos podem ter regras diferentes de usados. No geral, a avaliação do bem, a renda familiar e o valor de entrada influenciam a aprovação. Planejamento é essencial para evitar comprometimento excessivo da renda.
Nesse caso, o veículo é dado como garantia. O processo costuma ser mais rápido que o habitacional. As parcelas variam conforme o prazo, valor de entrada e taxa aplicada.
Alguns cuidados na hora de contratar incluem avaliar o custo total, verificar o estado do veículo e evitar prazos longos para bens que se desvalorizam rapidamente. É importante falar que esse modelo funciona tanto para o financiamento de moto e de carros, em geral.
O financiamento empresarial atende negócios que buscam capital para máquinas, estrutura ou expansão. As condições variam conforme o porte da empresa e o risco avaliado.
Entre as vantagens estão prazos maiores e possibilidade de crescimento. Já os riscos envolvem endividamento excessivo e impacto no fluxo de caixa.
Simular antes de contratar ajuda a comparar cenários e custos.
Veja como fazer uma simulação básica pela internet:
Escolha a instituição onde fará a simulação;
Defina o valor do bem e a entrada disponível.
Em seguida, escolha o prazo desejado e consulte as taxas praticadas.
Visualize valor da parcela, juros e custo total na simulação.
Assim, é possível visualizar todas as condições, e não ter dúvidas em relação aos prazos e valores envolvidos.
Bancos e instituições financeiras oferecem simuladores em seus sites. Essas ferramentas facilitam a comparação entre propostas e evitam decisões baseadas apenas no valor da parcela. Leia mais: Dívida de financiamento de veículo prescreve? Entenda
Além dos juros, o financiamento inclui outros custos. O Custo Efetivo Total (CET), reúne todas as despesas da operação. A Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) pode ser cobrada. O IOF é um imposto federal aplicado a operações financeiras.
Comparar apenas a taxa de juros não é suficiente. O CET oferece visão mais completa do custo real, entenda um pouco mais na tabela comparativa:
| Tipo de financiamento | Juros médios | Prazo comum | Garantia |
|---|---|---|---|
| Habitacional | Menores | Longo | Imóvel |
| Veículos | Médios | Médio | Veículo |
| Empresarial | Variáveis | Variável | Bens ou receita |
O CET (Custo Efetivo Total) reúne juros + tarifas + tributos + seguros e outras despesas da operação. Por isso, a calculadora é útil para comparar propostas que parecem iguais, mas ficam bem diferentes no valor final e principalmente, no cálculo do financiamento.
A regra prática é simples: duas ofertas com a mesma parcela podem ter CETs distintos, porque uma pode embutir taxas extras. No Brasil, o CET é um indicador importante e deve ser apresentado ao consumidor antes da contratação.
Defina o cenário: valor financiado, valor de entrada (se houver) e prazo em meses.
Separe a taxa de juros: use a taxa mensal ou anual informada pela instituição.
Inclua custos extras: tarifas, seguro, tributos (como IOF) e outras cobranças do contrato.
Simule e compare: rode o mesmo cenário em mais de uma ferramenta ou proposta.
Leia o resultado corretamente: priorize o CET para comparar e use a parcela só como referência.
Cheque o total pago: confirme o valor final do contrato e o custo adicional frente ao valor financiado.
Se o CET sobe muito em relação ao juro, costuma haver peso de tarifas, seguros ou impostos. Outra pista é quando a parcela “cabe”, mas o total pago dispara.
Ao comparar bancos, o melhor critério é manter o mesmo prazo e o mesmo valor financiado e olhar o CET lado a lado. Quando houver diferença, a proposta mais barata tende a ser a de menor CET, desde que as condições do contrato sejam equivalentes.
Para dar entrada em um financiamento, existem vários documentos que são exigidos, onde os principais são:
A lista pode variar conforme o tipo de financiamento e o perfil do solicitante. Por exemplo, para financiamento de moradia, pode ser solicitado o Registro Geral do Imóvel (RGI) do imóvel.
Boas práticas reduzem atrasos e aumentam chances de aprovação. Por isso, antes de contratar, faça uma checklist para ter certeza de todas as informações:
Um dos principais erros é assumir parcelas longas que podem comprometer a renda por muitos anos. Por isso, é importante que o consumidor entenda profundamente seu momento, e veja se faz sentido se comprometer dessa forma.
O score influencia taxas e aprovação do financiamento.
O score reflete o histórico de pagamentos e comportamento financeiro. Pontuações mais altas costumam resultar em melhores condições de crédito.
A consulta ao score pode ser feita gratuitamente pelo site ou aplicativo da Serasa. Manter contas em dia, negociar dívidas e evitar atrasos contribuem para a melhora gradual da pontuação.
CET: custo total do crédito.
IOF: imposto sobre operações financeiras.
Entrada: valor pago à vista.
RGI: Registro Geral do Imóvel
TAC: Tarifa de Abertura de Crédito
Contratar um financiamento exige atenção aos detalhes. Comparar propostas, entender todos os custos e analisar o próprio Serasa Score antes de solicitar um financiamento é fundamental para evitar problemas.
O Serasa Score é uma das principais pontuações de crédito do mercado e reflete o histórico financeiro do consumidor. A pontuação vai de 0 a 1.000 e indica a probabilidade de conseguir crédito em instituições financeiras. Quanto maior a pontuação, maior a facilidade de conseguir um empréstimo, financiamento ou cartão de crédito.
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