Armadilhas financeiras: como evitar os golpes e gastos por imp...
Armadilhas financeiras: como evitar os golpes e gastos por impulsoData de publicação 7 de abril de 202614 minutos de leitura
Atualizado em: 26 de março de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Quem ganha R$ 5.000 mensais está isento de Imposto de Renda em 2026. Com a aprovação da reforma tributária sancionada em novembro de 2025, trabalhadores com rendimentos brutos de até R$ 5.000 passaram a contar com um desconto extra que zera o imposto devido, uma mudança que afeta diretamente o salário líquido e o planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
Para entender como funciona esse cálculo, quais faixas ainda pagam IR e como acompanhar a situação fiscal, confira o artigo completo a seguir.
O Imposto de Renda sobre salários segue um sistema progressivo: as alíquotas aumentam conforme a renda cresce, mas cada faixa é tributada de forma independente. Isso significa que, ao subir de faixa, apenas a parcela que ultrapassa o limite anterior passa a ser tributada pela alíquota mais alta, não o salário inteiro.
Na prática, o cálculo segue esta ordem:
Em 2026, a tabela progressiva mensal vigente é:
| Base de cálculo mensal (R$) | Alíquota | Parcela a deduzir (R$) |
|---|---|---|
| Até 2.428,80 | Isento | - |
| De 2.428,81 a 2.826,65 | 7,5% | 182,16 |
| De 2.826,66 a 3.751,05 | 15% | 394,16 |
| De 3.751,06 a 4.664,68 | 22,5% | 675,49 |
| De 4.664,69 a 5.594,91 | 27,5% | 992,06 |
| Acima de 5.594,92 | 27,5% | 1.030,27 |
Essa tabela mostra como o cálculo funciona tecnicamente, mas, com a reforma tributária aprovada em 2025, quem ganha até R$ 5.000 brutos recebe um desconto extra que zera o IR no final.
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Com a reforma tributária em vigor desde janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 mensais brutos está totalmente isento de Imposto de Renda. Isso acontece porque a lei introduziu um desconto extra que zera o imposto devido para essa faixa, mesmo após a dedução do INSS.
Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o benefício é parcial. Nessa faixa, quanto maior o salário, menor é o desconto aplicado, até que, em R$ 7.350, o desconto chega a zero e o IR passa a ser cobrado integralmente. Ou seja: quem ganha R$ 5.500 paga menos imposto do que quem ganha R$ 6.500, e assim por diante.
Veja o impacto prático por faixa salarial:
| Renda mensal | Pagava antes da reforma | Pagará a partir de 2026 | Economia mensal |
|---|---|---|---|
| Até R$ 5.000 | R$ 312,00 | R$ 0 | R$ 312,00 |
| R$ 5.500 | R$ 436,76 | R$ 203,13 | R$ 233,63 |
| R$ 6.000 | R$ 574,29 | R$ 417,85 | R$ 156,44 |
| R$ 6.500 | R$ 711,79 | R$ 633,57 | R$ 78,22 |
| R$ 7.000 | R$ 849,29 | R$ 849,29 | R$ 0 |
É importante destacar que a isenção se aplica aos rendimentos de 2026 em diante. A declaração do IR referente ao ano-calendário 2025, cujo prazo vai de 23 de março a 29 de maio de 2026, ainda segue as regras anteriores.
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A melhor forma de entender o cálculo é comparando dois exemplos práticos.
Com a reforma tributária em vigor desde 2026, essa faixa está totalmente isenta. Não há desconto de Imposto de Renda no contracheque.
A partir de R$ 5.000,01, o IR volta a ser cobrado. Veja o passo a passo para um salário de R$ 6.000:
Desconta-se o INSS. O primeiro desconto obrigatório é o INSS, calculado de forma progressiva sobre o salário bruto. Para R$ 6.000, as alíquotas variam de 7,5% a 14% conforme cada faixa, totalizando aproximadamente R$ 614,27. A base de cálculo do IR passa a ser R$ 5.385,73.
Aplica-se a tabela progressiva do IR. Sobre os R$ 5.385,73, o IR é calculado faixa por faixa. Para esse valor, a alíquota máxima que incide é de 27,5%, mas apenas sobre a parcela do salário que ultrapassa R$ 4.664,69. As parcelas anteriores são tributadas pelas alíquotas menores de cada faixa.
Resultado. Após o cálculo por faixas e o desconto extra criado pela reforma tributária de 2025, o IR efetivo mensal para quem ganha R$ 6.000 é de aproximadamente R$ 417,85 — cerca de 7% do salário bruto.
Verifique o salário bruto. Se for até R$ 5.000, está isento. Não há IR a pagar.
Se for acima de R$ 5.000, desconte o INSS. O valor do desconto está no contracheque ou pode ser calculado pela tabela progressiva do INSS 2026.
Aplique a tabela progressiva do IR sobre o valor restante, faixa por faixa.
Subtraia a parcela a deduzir correspondente à faixa mais alta atingida.
Se o salário bruto estiver entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, considere que o IR final será menor do que o calculado pela tabela tradicional. Isso porque a reforma tributária de 2025 criou um desconto extra para essa faixa de transição — quanto mais próximo de R$ 5.000, maior o desconto e menor o IR a pagar.
É importante destacar que a isenção se aplica aos rendimentos de 2026 em diante. A declaração do IR referente ao ano-calendário 2025, cujo prazo vai de 23 de março a 29 de maio de 2026, ainda segue as regras anteriores.
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Mesmo para quem ganha acima de R$ 5.000, é possível reduzir legalmente o valor do IR por meio de deduções permitidas pela legislação. Essas deduções diminuem a base de cálculo do imposto, ou seja, o valor sobre o qual o IR é calculado, resultando em um imposto menor ou até em restituição na declaração anual.
As principais deduções permitidas são:
Na prática, para quem ganha R$ 6.000 mensais, incluir um dependente já reduz a base de cálculo em R$ 189,59, o que pode representar uma economia relevante ao longo do ano.
Vale lembrar que essas deduções são consideradas na declaração anual do IR, cujo prazo em 2026 vai de 23 de março a 29 de maio. É na declaração que o contribuinte pode receber restituição caso o valor retido na fonte tenha sido maior do que o devido.
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Acompanhar a situação fiscal é uma parte importante da organização financeira. A Receita Federal disponibiliza ferramentas gratuitas para que o contribuinte possa verificar pendências, consultar declarações anteriores e acompanhar a restituição.
As principais formas de consulta são:
Para quem tem dívidas ativas ou pendências fiscais, é importante regularizar a situação o quanto antes. Atrasos na entrega da declaração geram multa mínima de R$ 165,74, além de juros sobre o imposto devido.
Organizar as finanças vai além de entender os impostos. Conhecer os descontos do contracheque, planejar deduções e acompanhar a restituição são atitudes que ajudam a ter uma visão mais clara da renda disponível ao longo do ano.
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