Livros de educação financeira para crianças: dicas e recomenda...
Livros de educação financeira para crianças: dicas e recomendaçõesData de publicação 30 de março de 20269 minutos de leitura
Publicado em: 25 de fevereiro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
Manter uma boa relação com o dinheiro é um desafio para grande parte da população, pois envolve controlar gastos, impulsos e fazer pagamentos em dia. Esse desafio é ainda maior para pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Estimativas globais indicam que aproximadamente 2,5% dos adultos no mundo vivem com TDAH, e estudos sugerem que conciliar TDAH e finanças requer mais desafios e esforço, pois aumenta o risco de fazer gastos por impulso e dificulta a relação com o dinheiro.
Esse impacto na gestão financeira pode gerar frustração e comprometer o orçamento. No entanto, existem estratégias e soluções para ajudar pessoas com TDAH a melhorar o controle financeiro.
Neste artigo, entenda o impacto do TDAH na relação com o dinheiro, conheça estratégias práticas e ferramentas para organizar as finanças e alcançar seus objetivos.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que pode acompanhar a pessoa por toda a vida.
Isso significa que o cérebro enfrenta uma dificuldade natural para gerenciar funções executivas, como a capacidade de planejar, priorizar, manter o foco e controlar impulsos.
No dia a dia, o TDAH costuma causar os seguintes efeitos:
É importante ressaltar que ter TDAH não significa falta de inteligência ou força de vontade. O cérebro que possui essa condição foca na novidade, na urgência e no interesse por uma atividade, e nem sempre na sua importância ou lógica.
O cérebro com TDAH apresenta uma conexão mais frágil entre a ação presente (comprar algo) e a consequência futura (ficar sem dinheiro no fim do mês).
Essa desorganização financeira não ocorre por falta de responsabilidade, mas pelo desequilíbrio emocional causado pelo TDAH, que afeta o controle emocional, a organização e a tomada de decisões.
Sintomas como impulsividade, busca por recompensas imediatas e a dificuldade em planejar a longo prazo causam comportamentos como:
Os principais sintomas do TDAH que costumam afetar a forma como a pessoa lida com seu dinheiro são a impulsividade, a dificuldade de planejamento, as falhas de memória e os problemas na gestão do tempo.
Dessa forma, há um maior risco de endividamento, atrasos no pagamento de contas básicas e instabilidade financeira.
Uma pesquisa publicada pela Universidade de Cambridge, em 2025, mostrou que adultos com TDAH têm, em média, um custo financeiro anual de até 1.600 libras (cerca de R$ 11 mil) devido à dificuldade em manter as finanças organizadas.
A impulsividade é a característica mais visível da relação entre TDAH e finanças. O cérebro da pessoa com TDAH busca recompensas rápidas para compensar os baixos níveis de dopamina.
Isso se manifesta em compras não planejadas, gastos emocionais, assinaturas desnecessárias e uso frequente do cartão de crédito.
No entanto, o prazer não está necessariamente no que foi comprado, mas no processo de descoberta e aquisição. Quando a compra é feita e o pico de dopamina passa, é comum a pessoa sentir culpa.
As pessoas com TDAH costumam enfrentar limitações na memória de trabalho e nas funções executivas, o que pode causar dificuldades, como:
Com os esquecimentos, gastos não categorizados e a impulsividade, também fica difícil planejar, construir uma reserva de emergência e seguir metas financeiras.
Sim. Embora os desafios neurobiológicos causados pelo TDAH possam prejudicar algumas atividades, a condição não impede a prosperidade financeira. O segredo está em encontrar estratégias específicas de organização e apoio financeiro que minimizem a sobrecarga mental.
As conexões inusitadas que o cérebro produz permitem que pessoas com TDAH identifiquem oportunidades de negócio ou soluções ignoradas por outros, além de facilitarem trabalhos que valorizam o pensamento criativo e a resolução de problemas.
| Estratégia | Por que fazer? | O que fazer? |
|---|---|---|
| Automação de tarefas financeiras | Ajuda a não esquecer pagamentos recorrentes, evitando juros e dívidas por atrasos. | Coloque as contas essenciais em débito automático e agende transferências para uma conta reserva para evitar compras por impulso e conseguir poupar dinheiro. |
| Separe o dinheiro em contas diferentes | Planilhas com muitos detalhes podem causar tédio e ser abandonadas facilmente. | Separe o dinheiro em três contas bancárias: uma para as despesas fixas, outra para compras do dia a dia e uma terceira para lazer. |
| Crie obstáculos para as compras impulsivas | Demorar mais tempo para fazer uma compra pode causar desistência, evitando o gasto desnecessário. | Desative o preenchimento automático em sites e aplicativos de compras e delivery. Para compras não essenciais acima de um valor X, obrigue-se a esperar três dias. |
| Estabeleça metas de curto prazo | É uma forma de conseguir atingir uma meta financeira e pode ajudar a construir objetivos de longo prazo. | Crie metas próximas, como uma viagem daqui a três meses para manter o cérebro motivado. Outra técnica é dividir uma meta de longo prazo em várias de curto prazo. |
O uso de ferramentas digitais simples e visuais pode transformar a maneira como pessoas com TDAH lidam com o dinheiro. As principais dicas são:
Aplicativos de gestão visual e gamificados: o Clarify é um aplicativo que ajuda a organizar a rotina e as metas financeiras, enquanto o Fortune City torna o processo de registro de gastos mais lúdico. Ambos estão disponíveis para Android e iOS.
Inteligência artificial: peça ao ChatGPT ou ao Gemini para analisar o extrato do banco e a fatura do cartão de crédito e categorizar os gastos da semana por cor. As ferramentas também podem ser utilizadas para criar checklists financeiros e estabelecer limites de gastos semanais.
Hero Assistente: aplicativo para iOS e Android que reúne calendários, tarefas, lembretes e notas em um único app e possui alertas que soam mesmo com o celular no silencioso para evitar esquecimentos.
Aplicativos de controle financeiro: permitem registrar os gastos rapidamente e visualizar o orçamento em gráficos simples.
O endividamento das pessoas com TDAH ocorre frequentemente por causa de esquecimentos e impulsos momentâneos, que causam juros de atraso e uso excessivo do cartão de crédito.
Nesse caso, as principais dicas de proteção contra o endividamento são:
Reduza seu limite: mantenha o limite do cartão de crédito no nível mínimo necessário para pagar assinaturas e outras despesas fixas.
Use o cartão de débito: prefira realizar pagamentos com ele para evitar gastar um dinheiro que não possui.
Bloqueie seus cartões: mantenha os cartões de crédito bloqueados no aplicativo do banco para evitar compras impulsivas.
Mantenha uma reserva de emergência pequena: tenha um pouco de dinheiro (entre R$ 500 e R$ 1 mil) em uma conta separada apenas para cobrir os boletos esquecidos.
Ative alertas de novos boletos: verifique se o aplicativo do seu banco possui essa função ou utilize a ferramenta Minhas Contas do aplicativo da Serasa para não esquecer de pagar as contas essenciais.
Não haverá aumento nem mudança no valor do Bolsa Família em junho de 2026. O benefício mínimo permanece em R$ 600 por família, sem previsão oficial de reajuste, e as regras dos valores adicionais permanecem as mesmas.
A combinação de acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico e educação financeira personalizada ajuda a diminuir significativamente os níveis de endividamento, ansiedade financeira e impulsividade nos gastos das pessoas com TDAH.
A educação financeira, guiada por um profissional e adaptada às necessidades do TDAH, torna-se uma ferramenta de autonomia ao compreender os padrões comportamentais do indivíduo e ajudar a desenvolver estratégias personalizadas.
Em muitos casos, o controle dos gastos pode ajudar a melhorar o tratamento do TDAH, quando combinado com a terapia e/ou tratamento medicamentoso.
Mesmo a educação financeira aprendida com conteúdos da internet ajuda na identificação de padrões de descontrole financeiro e na busca de ferramentas e estratégias que melhor se adaptam ao cotidiano e aos hábitos da pessoa com TDAH.
A Serasa possui ferramentas e conteúdos gratuitos que podem ajudar na sua trilha de conhecimento sobre a gestão financeira pessoal.
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