Marcação a mercado na renda fixa: o que é e como funciona
Marcação a mercado na renda fixa: o que é e como funcionaData de publicação 11 de setembro de 202610 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
A taxa de câmbio mostra quanto vale uma moeda em relação a outra e influencia diretamente diferentes situações do dia a dia, desde o preço do pão até viagens internacionais e compras em sites estrangeiros. Quando o dólar sobe, por exemplo, produtos e serviços ligados à moeda americana podem ficar mais caros.
A taxa de câmbio é a relação de valor entre duas moedas diferentes. Ela indica quanto da moeda de um país é preciso para comprar uma unidade da moeda de outro. O dólar americano é a moeda mais aceita do mundo e usada como referência para calcular a valorização ou a desvalorização de outras moedas. É a taxa de câmbio que define quantos reais são necessários para comprar um dólar, por exemplo.
Na cotação de 31 de agosto de 2026, por exemplo, era preciso investir R$ 5,18 para comprar US$ 1, ou R$ 518 para comprar US$ 100.
A taxa de câmbio também serve como referência para transações internacionais, pois pode influenciar os preços dos produtos importados e exportados, o custo das viagens internacionais e os retornos de investimentos em moeda estrangeira.
Uma moeda forte torna as exportações de um país mais caras e as importações mais baratas. Isso pode prejudicar a competitividade das exportações, mas beneficiar os consumidores que importam produtos. Inversamente, uma moeda fraca torna as exportações mais competitivas no exterior, mas aumenta o custo das importações.
Para investidores estrangeiros, uma moeda forte pode significar um retorno menor ao converter lucros para sua moeda local. Por outro lado, uma moeda fraca pode oferecer retornos maiores.
Uma moeda desvalorizada torna um destino mais barato para turistas estrangeiros, mas os moradores do país podem precisar gastar mais para realizar viagens internacionais.
Existem tipos diferentes de taxas de câmbio para finalidades diferentes.
O câmbio turismo é mais caro que o comercial porque os montantes envolvidos nas transações são menores e os custos maiores. Ele usa o comercial como base, mas é acrescido de um spread cambial que envolve impostos, custos operacionais e o lucro de quem vende. É o caso do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de custos operacionais e logísticos aplicados por casas de câmbio
Há também taxas diferentes para compra e para venda. Taxa de venda é quanto a instituição cobra para vender determinada moeda, e taxa de compra é quanto ela paga para comprá-la.
Por isso, não é possível simplesmente olhar a cotação comercial e esperar pagar exatamente aquele valor em uma casa de câmbio. Para saber quanto será efetivamente pago, é importante verificar o valor oferecido pela instituição e o Valor Efetivo Total (VET) do câmbio, que mostra o custo total da operação considerando taxa de câmbio, tarifas e tributos.
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No Brasil, o mercado de câmbio é regulado pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central. A taxa de câmbio, por sua vez, pode ser determinada de duas formas principais: pelo mercado (câmbio flutuante) ou por intervenção governamental (câmbio fixo).
O câmbio flutuante é o modelo aplicado no Brasil e na maioria dos países. Nesse regime, o valor de uma moeda é definido pela sua oferta e demanda no mercado. Assim, quanto maior a procura por uma moeda, maior valor ela terá em relação a outras. O câmbio fixo, por sua vez, mantém a estabilidade em relação a uma moeda estrangeira, evitando oscilações a fim de prover previsibilidade ao mercado.
No câmbio flutuante, a taxa de câmbio oscila ao longo do tempo, podendo valorizar ou desvalorizar a moeda. Isso acontece devido a uma série de fatores que podem afetar a formação do preço da moeda. Por exemplo:
Taxa de juros: juros altos em um país atraem mais investimentos estrangeiros, aumentando a demanda por sua moeda e, consequentemente, valorizando-a.
Inflação: moedas de países com inflação baixa tendem a se valorizar, pois seu poder de compra aumenta em relação a outras moedas.
Balança comercial: países que exportam mais do que importam tendem a ter uma moeda mais forte, pois há maior demanda internacional para pagar por bens e serviços.
Cenário político e econômico: países com governos estáveis e economias saudáveis geralmente têm moedas mais fortes, pois atraem investidores que buscam segurança.
Acontecimentos de grande impacto econômico, social ou político: eventos como eleições presidenciais, guerras e pandemias impactam o cenário local e global e podem afetar a percepção de risco dos investidores e influenciar a demanda por moedas.
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O principal imposto cobrado nas operações de câmbio é o IOF, no índice de 3,5%. A taxa é calculada sobre o valor da operação e deve ser considerada junto com a cotação e outras tarifas que podem ser cobradas pela instituição financeira que realiza a troca da moeda, seja casa de câmbio, corretora de câmbio ou banco.
Para acompanhar a cotação de moedas estrangeiras é importante acessar fontes confiáveis e atualizadas, como portais de notícias especializados em economia e o site do Banco Central do Brasil.
Conheça algumas canais de credibilidade:
Página de cotação de moeda do Banco Central: disponibiliza dados e informações oficiais sobre cotações, além de um conversor de moeda fácil de usar.
Valor Data: página do jornal Valor Econômico, apresenta a cotação de diferentes moedas e informações de mercado financeiro em tempo real.
UOL Economia: na página de câmbio do Portal UOL há informações atualizadas sobre cotação e um conversor de moeda.
Wise: a fintech global disponibiliza uma ferramenta para acompanhar a cotação de moedas e simular conversões.
Conheça algumas estratégias para garantir a melhor taxa ao trocar moedas:
Se você já sabe que fará uma viagem internacional, evitar deixar a compra da moeda para a última hora ajuda a economizar no câmbio. Acompanhe as cotações, defina quanto pretende levar e faça compras graduais, quando isso fizer sentido para o seu orçamento.
Essa estratégia não garante uma cotação melhor, já que ninguém sabe exatamente quando o dólar ou outra moeda vai subir ou cair. Mas comprar aos poucos pode reduzir a dependência de uma única cotação e facilitar a organização dos gastos da viagem.
Quem costuma comprar moeda estrangeira precisa acompanhar o Valor Efetivo Total, e não apenas a taxa de câmbio em si. Isso porque o VET representa o custo total da transação de câmbio, incluindo taxas, impostos e encargos associados à conversão de uma moeda em outra, além das tarifas e comissões eventualmente cobradas pela instituição que vende. Na prática, portanto, a pessoa paga o valor do VET e não apenas a cotação da moeda naquele dia.
Bancos, corretoras de câmbio e casas de câmbio oferecem taxas diferentes. Antes de realizar a troca, faça uma pesquisa de preço, comparando todas elas. Alguns sites e aplicativos podem ajudar a fazer essa comparação em tempo real.
As casas de câmbio nos aeroportos geralmente oferecem taxas menos competitivas devido à conveniência e ao público cativo. Sempre que possível, troque dinheiro em bancos e corretoras de câmbio fora dos aeroportos, pois as taxas tendem a ser menores.
Cartões de viagem pré-pagos permitem fazer recargas em moeda estrangeira a uma taxa fixa no momento da compra, evitando flutuações cambiais futuras. Além disso, esses cartões oferecem segurança adicional em comparação com o transporte de dinheiro em espécie.
Em viagens internacionais, evite pagar em dólares americanos ou euros em países onde essas moedas não são a moeda oficial, pois os comerciantes podem aplicar uma taxa de conversão desfavorável. Pagar na moeda local costuma resultar em economia.
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