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Como evitar fraudes na internet: dicas de segurança para proteger seus dados

Aprenda como evitar fraudes na internet e proteger seus dados pessoais. Veja dicas de segurança para compras online e saiba identificar sites confiáveis.

Atualizado em: 18 de março de 2026

Categoria Premium Tempo de leitura: 14 minutos

Texto de: Time Serasa

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Saber como evitar fraudes na internet se tornou uma necessidade para quem usa o ambiente digital no dia a dia. Fazer compras online, acessar o banco pelo celular, usar redes sociais, tudo isso envolve dados pessoais que, nas mãos erradas, podem gerar prejuízos financeiros e dores de cabeça. 

Os números mostram a dimensão do problema: segundo a Serasa, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de fraude digital no primeiro semestre de 2025, uma a cada 2,3 segundos. Mais da metade dos casos teve como alvo bancos e cartões de crédito

Com atenção e algumas práticas simples, é possível se proteger da maioria dos golpes. 

Assista | Como NÃO cair em golpes no nome da Serasa - Serasa Ensina

Quais são os golpes mais comuns na internet?

Os criminosos digitais usam diferentes táticas para enganar as vítimas. Conhecer os golpes mais frequentes ajuda a identificar tentativas de fraude antes de cair nelas: 

Phishing

Golpe de engenharia social que usa comunicações falsas (e-mails, SMS, WhatsApp ou ligações) para roubar dados sensíveis. O criminoso se passa por uma fonte confiável (banco, loja, Serasa ou órgão do governo) e cria urgência com mensagens como "sua conta será bloqueada" ou "confirme este pagamento". 

A vítima clica em um link que leva a um site falso e digita login, senha ou dados do cartão, que são capturados em tempo real. Em alguns casos, o link instala programas espiões no dispositivo. Com o uso de inteligência artificial, os textos estão cada vez mais convincentes e difíceis de identificar. 

Golpe do boleto e Pix falso

Criminosos enviam boletos ou chaves Pix adulteradas por e-mail ou WhatsApp. A vítima paga achando que está quitando uma conta real, mas o dinheiro vai para a conta do golpista. Em testes do Validador de Boletos da Serasa, 88% das consultas identificaram documentos que não pertenciam à empresa. 

Lojas virtuais falsas

Sites que imitam e-commerces conhecidos ou criam marcas fictícias com ofertas muito abaixo do mercado. A vítima faz o pagamento, mas nunca recebe o produto. Os golpistas usam anúncios pagos em redes sociais para atrair compradores. 

Golpe da falsa central de atendimento

O criminoso liga se passando por funcionário de banco ou empresa e pede dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. A abordagem costuma criar urgência, alegando problemas na conta ou compras suspeitas. 

Aplicativos falsos

Apps que imitam serviços legítimos (bancos, lojas, jogos) para roubar senhas e dados. Alguns instalam programas espiões que capturam tudo o que é digitado no celular. 

Leia também | O que é phishing e como se proteger desse golpe digital 

Como saber se um site é seguro para compras online?

Antes de inserir dados pessoais ou finalizar uma compra, vale dedicar alguns minutos para verificar a confiabilidade do site. Um passo a passo simples pode evitar prejuízos: 

1. Observe o endereço do site (URL)

Sites seguros começam com "https://" (o "s" indica conexão criptografada). Desconfie de endereços com erros de digitação, letras trocadas ou domínios estranhos (como ".xyz" ou ".top" em vez de ".com.br"). 

2. Procure informações da empresa

Lojas legítimas exibem CNPJ, endereço físico, telefone e canais de atendimento. Essas informações costumam estar no rodapé do site ou na seção "Quem Somos". Se não encontrar nada, é sinal de alerta. 

3. Pesquise a reputação

Busque o nome da loja no Reclame Aqui e veja as avaliações de outros consumidores. Uma pesquisa rápida no Google com o nome da empresa + "golpe" ou "fraude" também ajuda a identificar problemas. 

4. Desconfie de preços muito baixos

Ofertas com descontos exagerados (70%, 80%, 90% abaixo do mercado) costumam ser iscas. Compare o preço em sites confiáveis como Zoom, Buscapé ou Google Shopping. 

5. Verifique a política de privacidade

Sites sérios explicam como coletam e usam os dados dos clientes. Se o site não tiver essa informação ou o texto parecer genérico demais, desconfie. 

6. Prefira formas de pagamento com proteção

Cartão de crédito oferece possibilidade de contestação em caso de fraude. Evite sites que aceitam apenas Pix ou transferência bancária. 

Leia também | Saiba como proteger seus dados pessoais online 

O que significa o cadeado no HTTPS e como ele garante a segurança?

O cadeado que aparece ao lado do endereço do site indica que a conexão é criptografada. Isso significa que os dados trocados entre o navegador e o servidor (como senhas, número do cartão e informações pessoais) são codificados e não podem ser interceptados por terceiros durante a transmissão. 

O que o HTTPS garante

  • ●  Os dados enviados estão protegidos contra interceptação durante o trajeto. 
  • ●  O site possui um certificado SSL/TLS válido, emitido por uma autoridade certificadora. 
  • ●  A comunicação entre você e o servidor é privada. 

O que o HTTPS não garante

  • ●  Que o site é honesto ou legítimo. 
  • ●  Que a empresa por trás do site é confiável. 
  • ●  Que você receberá o produto ou serviço comprado. 

Golpistas também podem obter certificados de segurança para seus sites falsos. Por isso, o cadeado é um critério importante, mas não suficiente. Um site fraudulento pode ter HTTPS e mesmo assim aplicar golpes. 

Na prática

  • ●  Se o site não tiver o cadeado, não insira nenhum dado pessoal. 
  • ●  Se tiver o cadeado, ainda assim verifique a reputação, o endereço e as informações da empresa antes de comprar. 

O cadeado indica que a conexão é segura, não que o destino é confiável. 

Como verificar a reputação de uma loja online?

Checar a reputação de uma loja antes de comprar é uma das formas mais eficazes de evitar fraudes. Veja onde buscar informações: 

Reclame Aqui

O site reúne avaliações de consumidores e mostra como a empresa responde a reclamações. Verifique a nota geral, o índice de solução e o tempo médio de resposta. Lojas com muitas queixas sem solução ou que não respondem os clientes merecem desconfiança. 

Procon

Alguns Procons estaduais mantêm listas de sites não recomendados. O Procon-SP, por exemplo, publica uma relação de lojas virtuais que devem ser evitadas, atualizada regularmente no site do órgão. 

Redes sociais

Perfis com poucos seguidores, sem histórico de publicações ou com comentários desativados podem indicar fraude. Observe também se há reclamações de outros consumidores nos comentários. 

Google

Pesquise o nome da loja junto com palavras como "golpe", "fraude", "não entrega" ou "reclamação". Se houver muitos relatos negativos, evite a compra. 

CNPJ

Consulte o número no site da Receita Federal para verificar se a empresa existe e está ativa. Compare o nome empresarial com o que aparece no site. 

Tempo de existência do domínio

Sites criados há poucos dias ou semanas podem ser armadilhas temporárias. Ferramentas como "Whois" permitem verificar quando o domínio foi registrado. 

Se a loja for desconhecida e não houver informações suficientes para confirmar sua legitimidade, o mais seguro é não comprar. 

Leia também | Como saber se um site é seguro 

Como verificar a reputação de uma loja online?

Criminosos buscam informações que permitam acessar contas, fazer compras ou aplicar novos golpes em nome da vítima. Cada dado tem uma utilidade específica: 

  • CPF

    É a porta de entrada para diversas fraudes. Com o CPF, golpistas podem abrir contas bancárias, solicitar cartões de crédito, fazer compras parceladas ou contratar empréstimos em nome da vítima. 

  • Dados completos do cartão

    Número, validade e código de segurança (CVV) permitem compras online imediatas. Alguns golpistas pedem também a senha do cartão, o que possibilita saques e transações presenciais. 

  • Senhas e códigos de verificação

    Códigos enviados por SMS ou aplicativos autenticadores dão acesso a contas bancárias, WhatsApp e e-mails. Quem entrega esse código perde o controle da conta em segundos. 

  • Login e senha de e-mail

    O e-mail costuma ser a chave para recuperar senhas de outros serviços. Com acesso a ele, o golpista pode invadir redes sociais, lojas e até contas bancárias. 

  • Selfie com documento  

    Bancos e fintechs usam esse tipo de verificação para abrir contas. Se o golpista tiver essa imagem, pode criar contas fraudulentas ou solicitar crédito em nome da vítima. 

  • Endereço e telefone

    Servem para complementar cadastros falsos e dar credibilidade a golpes de engenharia social. Com essas informações, o criminoso personaliza a abordagem e parece mais convincente. 

  • Dados de familiares

    Nome da mãe, cônjuge ou filhos são usados em perguntas de segurança ou para aplicar golpes como o do falso parente no WhatsApp. 

Como os golpistas conseguem acessar meu CPF e meus contatos?

Muita gente se pergunta como criminosos obtêm informações pessoais sem nunca ter clicado em links suspeitos. A resposta está em diferentes fontes, e nem todas dependem de um erro da vítima. 

Vazamentos de dados

Empresas de diversos setores (bancos, lojas, operadoras, hospitais) sofrem invasões que expõem dados de milhões de pessoas. Em 2021, um megavazamento expôs informações de 223 milhões de brasileiros, incluindo CPF, telefone, endereço, renda e até fotos. Esses dados permanecem circulando por anos. 

Compra na Dark Web

Informações vazadas são vendidas em mercados clandestinos da internet. Um CPF com histórico completo (endereços, vínculos familiares, empregos) pode custar entre R$ 10 e R$ 50. Os criminosos compram listas prontas para personalizar golpes. 

Redes sociais públicas

Perfis abertos no Instagram, Facebook e LinkedIn revelam mais do que parece. Nome completo, cidade, local de trabalho, fotos de família, viagens e até nome de pets ajudam golpistas a criar abordagens convincentes. Com essas informações, a ligação ou mensagem parece legítima. 

Phishing e aplicativos falsos

Golpes anteriores alimentam novos golpes. Quem já inseriu dados em um site falso ou instalou um app fraudulento pode ter as informações armazenadas e revendidas para outros criminosos. 

Sites ilegais de consulta

Existem serviços clandestinos que vendem acesso a bases de dados públicas e privadas. Por poucos reais, qualquer pessoa consegue consultar CPF, telefone, endereço e vínculos familiares de terceiros. 

Por isso, mesmo quem nunca cometeu nenhum deslize pode ter seus dados circulando. O monitoramento constante do CPF ajuda a identificar usos indevidos rapidamente. 

Quais são os 4 maiores perigos da internet?

Além dos golpes direcionados a pessoas físicas, existem ameaças digitais que afetam tanto indivíduos quanto empresas. Conhecer os principais riscos ajuda a entender a importância de se proteger: 

  1. Phishing e spear phishing 

    É uma das ameaças mais frequentes no ambiente digital. O phishing tradicional dispara mensagens em massa esperando que algumas vítimas caiam. Já o spear phishing é personalizado: o criminoso usa dados vazados para criar comunicações sob medida, citando nome, banco ou compras recentes da vítima. Com inteligência artificial, os textos ficaram mais convincentes e até áudios e vídeos falsos (deepfakes) são usados para enganar. 

  2. Ransomware 

    Programa malicioso que invade computadores ou redes, criptografa todos os arquivos e exige pagamento (geralmente em criptomoedas) para liberar o acesso. Além de bloquear os dados, alguns criminosos ameaçam vazar informações sensíveis se o resgate não for pago. Empresas de saúde, educação e órgãos públicos estão entre os alvos frequentes. 

  3. Trojans bancários

    Vírus disfarçados de aplicativos ou anexos de e-mail que se instalam no dispositivo e capturam credenciais bancárias. Alguns monitoram tudo o que é digitado (keyloggers), outros criam telas falsas sobre o app do banco. 

  4. Engenharia social 

    Técnica de manipulação psicológica que explora emoções como medo, urgência ou confiança. O criminoso pode se passar por suporte técnico, funcionário do banco ou até familiar. Com dados vazados em mãos, a abordagem parece legítima. Não depende de vírus ou invasão, a própria vítima entrega as informações. 

Crie senhas fortes e únicas

Evite senhas óbvias como datas de nascimento, nomes de familiares ou sequências como "123456". Combine letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais. Use uma senha diferente para cada serviço. Assim, se uma vazar, as outras continuam protegidas. 

Ative a autenticação de dois fatores

Esse recurso adiciona uma camada extra de segurança. Além da senha, é preciso confirmar o acesso por código SMS, aplicativo autenticador ou biometria. Ative em e-mails, redes sociais, bancos e lojas online. 

Cuidado com redes Wi-Fi públicas

Redes abertas em shoppings, aeroportos e cafés podem ser monitoradas por criminosos. Evite acessar bancos ou inserir senhas enquanto estiver conectado a essas redes. 

Mantenha dispositivos atualizados

Atualizações de sistema e aplicativos corrigem falhas de segurança. Adiar essas atualizações deixa o dispositivo vulnerável a ataques já conhecidos. 

Revise as configurações de privacidade

Em redes sociais, limite quem pode ver suas publicações, foto de perfil e informações pessoais. Quanto menos dados públicos, menor o material disponível para golpistas personalizarem abordagens. 

Use antivírus confiável

Programas de segurança ajudam a identificar links maliciosos, aplicativos suspeitos e tentativas de invasão. Mantenha o antivírus atualizado no celular e no computador. 

Monitore seu CPF regularmente

Acompanhar movimentações no CPF permite identificar rapidamente se alguém está usando seus dados. Consultas inesperadas, contas abertas ou dívidas desconhecidas são sinais de alerta. 

Proteja seus dados com o Serasa Premium

Vazamentos de dados acontecem o tempo todo, e informações pessoais podem circular na internet sem que a vítima saiba. Quando o CPF é usado para abrir contas ou contrair dívidas, o problema costuma ser descoberto tarde demais. Para ajudar a agir rápido nesses casos, conte com o Serasa Premium. 

  • O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na Dark Web, variação da pontuação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
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  • ●      Veja quais empresas consultaram seu CPF ou CNPJ.
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Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.

Perguntas frequentes sobre como evitar fraudes na internet

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