Notificação de consulta ao CPF: como receber no celular
Notificação de consulta ao CPF: como receber no celularData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 11 de setembro de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
O golpe do link falso continua entre as fraudes mais usadas para roubar dados pessoais e bancários no Brasil. Ele costuma se esconder atrás de mensagens que imitam bancos, lojas ou órgãos públicos.
Um clique rápido pode abrir uma porta para golpistas. Ainda assim, dá para reconhecer os sinais de alerta antes disso acontecer. Também é possível agir com rapidez caso o clique já tenha sido dado.
O golpe do link falso costuma abrir as portas do phishing. Essa técnica reúne páginas ou mensagens que imitam comunicações legítimas para roubar dados. Quando a abordagem chega por SMS, o golpe ganha o nome de smishing. A lógica, porém, é a mesma: levar a pessoa a digitar senha, número de cartão ou dados do CPF em um ambiente falso.
Erros de português, antes um sinal clássico de golpe, ficaram mais raros. Ferramentas de geração de texto ajudam criminosos a copiar o tom oficial de bancos, Correios e órgãos públicos.
A mesma tecnologia facilita a criação de sites falsos quase idênticos aos originais, com logotipo e layout copiados. Por isso, desconfiar só da aparência de uma mensagem deixou de ser suficiente.
Um link costuma ser seguro quando o domínio corresponde exatamente ao site oficial, sem erro de digitação. Outro sinal positivo é a mensagem não pedir dados pessoais com urgência. Alguns sinais ajudam a identificar uma tentativa de golpe antes de clicar:
Passar o cursor sobre o link sem clicar costuma revelar o endereço completo antes de abrir a página. Em um celular, o mesmo efeito vem de manter o toque pressionado sobre o link. Serviços de navegação segura também permitem informar um endereço e conferir se ele já foi identificado como perigoso, mas isso não substitui a atenção aos sinais listados acima.
Leia ainda | Golpe do link de pagamento: como identificar e se proteger
Se o clique já aconteceu, a prioridade é conter o dano antes que os dados obtidos sejam usados. O passo a passo abaixo ajuda a agir rápido:
Desconecte o dispositivo da internet para interromper qualquer transmissão de dados em andamento.
Rode um antivírus atualizado no celular ou no computador.
Troque as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos bancários, de preferência em outro aparelho.
Ative a verificação em duas etapas nas contas mais sensíveis.
Confira extratos e faturas em busca de movimentações não reconhecidas.
Acompanhe o CPF pelo site ou pelo aplicativo da Serasa para identificar consultas ou negativações inesperadas.
Havendo prejuízo financeiro, registre um boletim de ocorrência e contate o banco imediatamente.
Esses passos reduzem o tempo de exposição dos dados e o risco de prejuízos maiores.
Dois dos golpes mais recorrentes usam a marca de instituições que quase todo mundo já usou. No golpe dos Correios, a vítima recebe um SMS avisando sobre uma encomenda parada, com um link para "atualizar o endereço" ou pagar uma taxa. O site imita o layout oficial e coleta dados de cartão para uma cobrança que nunca existiu.
Já no golpe da Receita Federal, a mensagem promete uma restituição do Imposto de Renda disponível para saque e pede dados bancários completos. A Receita Federal não costuma enviar link de restituição por SMS ou WhatsApp, e qualquer solicitação nesse formato deve ser tratada como suspeita.
Em ambos os casos, o caminho seguro é ignorar o link e conferir a situação diretamente nos canais oficiais dos Correios ou da Receita Federal. Basta digitar o endereço manualmente no navegador, sem seguir o link recebido.
O quishing é a versão do phishing feita por QR code. Esse golpe está cada vez mais comum em estacionamentos, restaurantes e até em boletos falsos deixados em caixas de correio. Ao escanear o código, a vítima é levada a um site falso ou a um arquivo malicioso, sem digitar nenhum endereço manualmente.
Como o QR code esconde o link por trás da imagem, fica mais difícil perceber o golpe antes de abrir a página. Por isso, vale desconfiar de códigos colados sobre outros já existentes, sem identificação da empresa responsável, ou enviados por mensagem sem contexto.
Só o clique já pode ser suficiente para expor o dispositivo, mesmo sem preencher nenhum formulário. Alguns links maliciosos podem instalar programas espiões ou vírus automaticamente ao abrir a página, aproveitando falhas de segurança do navegador ou do sistema desatualizado.
Ainda assim, o risco é menor quando o dispositivo está com o sistema e o antivírus atualizados. Se o clique aconteceu por engano e nenhum dado foi digitado, vale rodar uma varredura completa do antivírus. É recomendável também observar sinais como lentidão ou anúncios inesperados.
Recuperar o controle de uma conta invadida exige agir por camadas, começando pelo canal mais sensível. Trocar a senha de e-mail costuma ser a prioridade, porque ele geralmente é usado para redefinir o acesso a outros serviços.
Em seguida, é hora de revisar redes sociais e aplicativos bancários, ativando a verificação em duas etapas sempre que disponível. Bancos e serviços de e-mail costumam ter canais próprios de recuperação para casos de invasão, com confirmação de identidade antes de liberar o acesso.
Se o WhatsApp foi clonado, o aplicativo tem um canal de ajuda próprio para reportar o caso e iniciar a recuperação da conta.
Denunciar um golpe ajuda a proteger outras pessoas e pode contribuir para a remoção do site do ar. O caminho muda conforme o canal usado pelo golpista:
Copie o endereço completo do site falso.
Acesse a ferramenta de denúncia de phishing do Google e cole o link para análise.
Se o site imitar a Serasa, denuncie também pelo canal oficial de combate a fraudes da Serasa.
Para números de WhatsApp, abra o perfil do contato e use as opções "Bloquear" e "Denunciar", que enviam o caso direto para análise da plataforma.
Verifique se há movimentações financeiras estranhas nos seus bancos ou cartões;
Monitore seu CPF com ferramentas de proteção digital (como o Serasa Premium);
Se necessário, registre um boletim de ocorrência e procure orientação jurídica.
Essas denúncias não garantem a remoção imediata do conteúdo, mas ajudam a alimentar os sistemas de proteção usados por navegadores e aplicativos.
Quem já digitou dados pessoais em um link falso pode acompanhar se essas informações voltaram a circular de forma indevida. O Serasa Premium monitora o CPF 24 horas por dia e alerta sempre que há indício de vazamento de dados na dark web. Isso aumenta a segurança para agir rápido diante de qualquer uso suspeito.
O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na dark web, variação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de pré-negativação do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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