Fraudes no Carnaval: conheça os golpes mais comuns e saiba se ...
Fraudes no Carnaval: conheça os golpes mais comuns e saiba se protegerData de publicação 26 de janeiro de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 18 de dezembro de 2025
Categoria Segurança na internetTempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
O golpe do Pix tornou-se uma das fraudes mais comuns no país, segundo dados do Banco Central, as perdas envolvendo golpes com Pix aumentaram 70% em 2024. Felizmente ainda existe a possibilidade de agir rapidamente para tentar recuperar o valor enviado.
Há procedimentos oficiais definidos pelo Banco Central, além de mecanismos como o MED (Mecanismo Especial de Devolução), que podem ser acionados pelas instituições financeiras. Confira um checklist para as primeiras ações, orientações práticas, modelos de reclamação e recomendações de segurança.
Ao perceber uma transferência indevida, as primeiras horas são decisivas. O Banco Central estabelece mecanismos de contestação e bloqueio que dependem da agilidade com que a vítima aciona o banco. A prioridade é registrar a contestação e alertar a instituição financeira pelo canal de denúncias, garantindo o início da análise formal da fraude.
Checklist de ações prioritárias:
O Mecanismo Especial de Devolução foi criado pelo Banco Central para atender casos de fraude, golpe ou crime, permitindo que as instituições financeiras bloqueiem valores recebidos de forma irregular. Quando o pedido é aberto, o banco analisará se houve indício de fraude e, havendo confirmação, solicitará ao banco recebedor o congelamento dos recursos para possível devolução.
Entretanto, o MED possui limitações. Golpistas costumam utilizar contas de passagem, criadas com dados roubados ou cedidas a criminosos. Essas contas são usadas apenas para movimentar rapidamente o dinheiro, deixando-as sem saldo em poucos minutos. Quando isso ocorre, o bloqueio torna-se inviável, reduzindo as chances de recuperação.
Ainda assim, o MED permanece sendo o procedimento oficial mais importante para tentar reaver valores enviados em golpes, por isso, os cuidados preventivos devem ser mantidos.
A contestação deve ser iniciada diretamente no aplicativo da instituição financeira, seguindo as etapas específicas do sistema do Banco Central. O registro rápido é determinante para que o banco analise o caso e acione os mecanismos de bloqueio.
Passo a passo para acionar o banco:
Acesse o aplicativo do banco utilizado para realizar o Pix.
Localize a transação, entrando na área do Pix e abrindo o comprovante da transferência fraudulenta.
Inicie a contestação, selecionando opções como “Reportar problema”, “Contestar Pix”, “Reportar golpe” ou “Botão de emergência”.
Informe que houve fraude, descrevendo o ocorrido com data, horário, valor e dados da conta recebedora.
Envie o pedido para que o banco acione o MED e notifique a instituição financeira do recebedor.
Registre um boletim de ocorrência e informe o número ao banco para reforçar a solicitação.
Aguarde a análise: o banco pode bloquear o valor temporariamente por até 7 dias úteis e monitorar a conta do suspeito por até 90 dias.
Confira esse modelo de mensagem/reclamação para enviar ao banco:
“Solicito a abertura de contestação referente a uma transação Pix realizada por fraude. A transferência foi feita sem consentimento ou mediante engano, caracterizando golpe. Seguem informações: data, horário, valor, identificação do recebedor e descrição do ocorrido. Solicito a análise pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), conforme normas do Banco Central, além do registro formal da contestação para acompanhamento. Boletim de ocorrência anexado para reforço da reclamação.”
A legislação prevê que as instituições financeiras adotem medidas para tentar recuperar valores envolvidos em fraudes, o que inclui o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para investigar a transferência. Entretanto, não há garantia de restituição automática após um golpe, pois a devolução depende de fatores como saldo disponível na conta recebedora e resultado da análise técnica do banco.
A responsabilidade civil da instituição só é configurada quando existe indício de falha no serviço prestado, como erro de segurança, ausência de monitoramento ou fragilidade operacional que favoreça o golpe. Nesses casos, a instituição financeira pode responder contra fraudes e ser obrigada a indenizar, desde que comprovada a falha no sistema bancário.
Há situações em que a jurisprudência reconhece a obrigação de ressarcimento por parte das instituições financeiras. Tribunais superiores entendem que o banco responde objetivamente quando existe falha na prestação do serviço, como abertura negligente de contas usadas em golpes ou falta de mecanismos de segurança adequados para monitorar movimentações suspeitas.
Entretanto, decisões judiciais costumam afastar essa responsabilidade quando há comprovação de culpa exclusiva da vítima, como fornecimento voluntário de senhas ou códigos de autenticação, prática comum em golpes de engenharia social.
O boletim de ocorrência pode ser registrado pela Delegacia Eletrônica do estado onde o fato ocorreu. O documento serve como registro formal da fraude e pode ser solicitado pelo banco ou por outros órgãos de investigação. Confira o passo a passo:
Após o envio, o boletim fica disponível para consulta no próprio portal. Em alguns estados, é possível complementar informações posteriormente ou anexar novos documentos, conforme andamento da investigação.
Caso o atendimento bancário não resolva o problema ou exista indício de falha no serviço, o caso pode ser encaminhado a órgãos de defesa do consumidor. Reclamações formais ajudam a registrar o incidente e podem acelerar a análise pelas instituições. Acompanhe algumas dicas:
Acesse o Banco Central, pelo sistema Registrato ou pela plataforma de reclamações.
Registre a denúncia, informando a instituição envolvida e o tipo de fraude.
Acesse o Procon do estado para abrir reclamação administrativa.
Inclua documentos, como boletim de ocorrência, prints e comprovantes.
Acompanhe o protocolo nos portais oficiais do BC e Procon.
Casos de fraude envolvendo transferências instantâneas se tornaram mais sofisticados e exigem atenção constante. Os golpistas exploram situações cotidianas, enganam consumidores com falsas urgências e utilizam contas de passagem para dificultar o rastreamento dos valores. Confira as principais práticas realizadas pelos golpistas:
Envio de cobranças falsas por Pix com aparência legítima. O golpe costuma imitar empresas conhecidas para persuadir os consumidores a aceitar as cobranças indevidas.
Criminosos se passam por familiares ou conhecidos e solicitam valores com urgência, usando principalmente o WhatsApp como meio de contato com a vítima. Esse tipo de golpe é feito com foto de perfil da vítima, nome e muitas vezes com informações pessoais.
Anúncios falsos em redes sociais ou marketplaces com descontos ou preços muito atrativos que desaparecem após o pagamento. Quase sempre, a única forma de pagamento nesse tipo de golpe é o Pix. Além disso, há também o golpe da entrega falsa, que pode estar relacionado ao golpe da compra online.
Promessas de retorno financeiro imediato, sem lastro real, por meio do Pix. Uma das formas de aplicação desse golpe é a promessa de devolução de valor superior ao enviar um Pix de determinado valor.
Criminosos se passam por atendentes e orientam a transferência de valores para uma “conta segura”, após informar a vítima de que sua conta teria sido acessada por golpistas. Neste tipo de golpe, é comum que os criminosos usem nomes de instituições financeiras e bancos.
Há também a aplicação de códigos falsificados que desviam o pagamento para terceiros. Isso geralmente ocorre em boletos falsos, com QR Code de pagamento em Pix alterado.
É importante estar atento a sinais comuns que indicam golpe, como pedidos urgentes, erros de grafia, perfis recém-criados, ausência de CNPJ e divergência entre o nome exibido e o destinatário real.
Medidas preventivas reduzem significativamente o risco de fraudes digitais. A atenção aos detalhes da transação, conferência dos dados e cuidado com links recebidos por mensagens são fatores determinantes para evitar prejuízos futuros.
Recomendações práticas:
Conferir o nome completo exibido antes de confirmar a transferência;
Evitar clicar em links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens;
Utilizar o validador de boletos e chave Pix da Serasa para confirmar os dados de pagamento;
Configurar limites diários reduzidos para transações;
Ativar notificações de movimentação no aplicativo bancário;
Manter o celular atualizado e protegido por senha ou biometria;
Desconfiar de ofertas muito abaixo do preço de mercado.
Leia mais: Mitos e verdades sobre a Serasa
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